Sábado, 04 de Fevereiro de 2012

Frio e cinza são as palavras que estão na cabeça de todos, não é?

E não nos fazia falta este tempo deprimente com tudo o que já temos em cima das costas, pois não?

Pois não é o sol  um dos poucos presentes que nos oferece este nosso país...?

Eu que o agradeceria tanto nos últimos dias, sinto-lhe a falta...

Particularmente nesta semana pesada em casa e no trabalho, com inúmeras contrariedades e despedidas forçadas.

Às vezes a vida coloca-nos à prova, só para testar a nossa evolução - eu sei.

Procuro estar à altura....



publicado por Marta M às 17:20
Sábado, 28 de Janeiro de 2012

 

Afinal qual é pai ou mãe que não entende este vídeo?

Lembro-me hoje de como foi difícil para mim...

Sinto que foi ontem.

Recordei as cadeirinhas, as almofadas e brinquedos que enchiam o carro e de como tantas vezes viajei no banco traseiro, abraçando-os e tendo as suas cabecinhas encostadas a mim...

Depois, o tempo avançou e vieram para o banco da frente...Isso também foi assustador e segundo a minha óptica - aconteceu cedo de mais.

Mal adaptada às mudanças que se sucediam, ultrapassados os 19 anos, fui com o coração apertado - a desejar que o tempo abrandasse - acompanhá-los, um da cada vez, à escola de condução.

A partir daí nunca mais parou.

Lembro-me de ir trabalhar sem ter dormido, inúmeras  vezes, durante um ou dois anos à espera que voltassem para casa...

Para as suas caminhas...Para o meu colo protector?

Lembro-me de estar à janela da cozinha e de rezar secretamente, solicitando aos céus que os protegessem.

A minha filha que tanto me custou a deixar voar e fez esta semana 25 anos, dias antes, presenteou-me com este vídeo...

Fiquei muito agradecida porque percebo que hoje, alguns anos passados, ela finalmente entendeu a minha ansiedade e o difícil que foi esta transição para o meu coração.

Na dúvida, com o desconhecido à frente -tinha que protegê-los.

Hoje, percebo que, se soubermos esperar o tempo suficiente para que as aguas assentem, se os deixarmos amadurecer ao seu ritmo, tudo se clarifica e esclarece.

Pena não se poder saber antes, no meio do medo do desconhecido e do tempo que avançava a uma velocidade assustadora, que tudo acabaria bem...

Educar, é realmente um salto de fé.


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publicado por Marta M às 17:31
Sábado, 21 de Janeiro de 2012

Criar um  "oásis" dentro de nós é das recomendações mais sensatas que conheço.

Se pudermos criar um espaço dentro de nós aonde possamos voltar e descansar mesmo quando tudo o resto rodopia e parece desmoronar-se...Pois estaremos sempre a salvo.

E é verdade amigos. É.

Começou devagar, de forma dolorosa e exigente - a conquista deste caminho novo...

Finalmente encontrei alguma paz duradoura. E retive-a cá dentro.

Ou já cá estaria há muito eu não dava por ela de tanto a procurar por aí...

Quando consegui finalmente ultrapassar a necessidade de cumprir uma lenda pessoal que me atribuíra, quando deixei de comparar , quando me esforcei por aceitar que a vida é o que é...Quando quase desisti de planificar tudo ao detalhe, de desejar arduamente, de querer controlar totalmente o meu destino...E o de outros...

Quando finalmente abri a mão de alguns sonhos...

Estranho, quando abdiquei de algumas coisas...Entrou um descanso duradouro dentro de mim. 

Como se já lá estivesse e aguardasse apenas que o meu ego deixasse o espaço vago...

E senti a ansiedade afastar-se e a paz de espírito a instalar-se.

E já aprendi a voltar a ela todos os dias...

No entretanto, a vida têm feito também o seu papel, e continua a exigir de mim todos os dias...

Nem todos os dias correm bem -ontem não correu de todo. Ainda choro e desiludo-me, mas continuo a "batalhar" duramente para tentar deixar este mundo um pouco melhor do que o encontrei.

Feitas as contas, acordo bem todos os dias e, constatando que não teria particularmente razões para isso, percebo com enorme satisfação que afinal, a paz já mora mesmo dentro de mim e o que vem a mim, o bom e o mau, só arrasa comigo na medida em que eu me for rendendo...

É uma luta diária, sem fima à vista, nesta "guerra" de avanços e recuos que é a nossa condição humana...

Hoje, desiludida e zangada pelos acontecimentos de ontem, encontrei-a dentro de mim logo que respirei fundo e fui, de manhã, à sua procura...

Ela lá estava, a minha preciosa paz.

;)



publicado por Marta M às 15:55
Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012

A foto não é minha, já é lendária a minha escassa aptidão para as novas tecnologias...

Mas um livro igual, é.

Comprei-o esta semana porque..Ainda acredito que mereço um mimo de vez em quando...

E tenho aprendido, nos últimos anos, a cuidar um pouco mais de mim.

Apesar da apertada vigilância sobre os gastos cá em casa -como na maioria das casas dos portugueses, acredito - e para desgosto da livraria de que sou cliente assídua há anos, ando a tentar moderar ao máximo este tipo de consumo que, muitos apelidarão, de... Dispensável (??).

Pois...Mas não resisti.

Este livro de uma autora que já correu mundo e se apaixonou pela filosofia e modo de vida oriental, fascino-me assim que o descobri aqui.

Já sabia que não deveria ter ido à sua procura, ainda que só o quisesse folhear e sentir na minha mão... Mesmo!

As livrarias e os livros são, já se sabe, a minha tentação de consumo e senti-me legitimada e avancei para a decisão de o comprar quando ao folhear este livro, encontrei esta passagem:

"E se,  por toda a riqueza,

Não restarem senão dois pães,

Vende um e, com algumas moedas,

oferece-te Jacintos para alimentar a tua alma"

Provérbio Persa

 

Poderá contrapor-se que esta é uma desculpa um pouco feita à medida do meu desejo, mas acredito que neste ano tão cinzento e desanimador, mereço umas "flores" para colorir e elevar os meus dias.

Logo poupo noutra rubrica que alimente menos a minha alma

;)



publicado por Marta M às 20:26
Sábado, 07 de Janeiro de 2012

O sorriso e o riso têm essa capacidade de olear as relações ou desanuviar os ambientes mais tensos...Não me restam dúvidas dessa evidência.

Mas também sinto que o gesto é hipervalorizado e, nessa inflação de valores, exigido em excesso.

Porque me parece que temos que ser sempre inteiros em qualquer momento da nossa vida e que ela tem momentos para tudo e para todos os sentimentos que atravessam a nossa alma, pedir a todos que sorriam (ou riam) continuamente, é quase uma exigência injusta e limitadora da nossa condição humana.

Como já referi por aqui, sorrio muitas vezes e uso esse gesto para a maioria das relações sociais, profissionais e familiares com que me deparo...

Mas não sorrio sempre.

Provavelmente apenas em contadas ocasiões dou uma ou outra gargalhada. Só mesmo quando me saí da alma e nunca por conveniência ou para preencher um vazio social...E isso faz com que as pessoas me tomem por demasiado séria e, provavelmente, menos simpática? Talvez... 

Mas é algo que me define e, portanto, está acima da consideração de quem quer formatar tudo e pedir a todos que reajam por igual.

Pessoalmente, entendo que a falta de atenção, de cortesia ou consideração pelos outros, são muito mais difíceis de gerir do que algum silêncio e contenção social.

Optimista por convicção inabalável de que "melhor é possível" (L.A) e pela natureza da minha profissão, recuso-me, no entanto, a alinhar nessa "obrigação" social que exige a todos que sejam divertidos a todas as horas. Compreendo o desconforto que a ausência da risota encadeada provoca nos convívios sociais, mas...

Sinto muito, há dias em que não é possível.

 



publicado por Marta M às 16:21
Domingo, 01 de Janeiro de 2012

Continuar ou recomeçar?

Parece óbvio que é continuar, não?

No fundo é apenas uma convenção social essa ideia de recomeço do ano civil. Mas nós que precisamos de metas que simbolizem mudanças e marcos, gostamos desta ideia: da possibilidade de recomeçar e da suposta magia deste reinicio cíclico do calendário que permite a alteração de um número e, nesse exercício, criar novas possibilidades.

Porque como refere sabiamente o Pe. Alberto Brito- no livro "Viver, Orar, Falar" - recorrentemente citado pela Laurinda Alves:

 

"Ninguém evolui em linha recta(...)"

 

Esta afirmação faz todo o sentido porque, já  se sabe: O mundo, os acontecimentos e a nossa vida são, regra geral, curvos, em queda, ou ascensão...
E se, nesse "jogo"  vital, é imperioso ainda manter a evolução e o continuo aperfeiçoamento... Tarefa que, todos sentimos, consome praticamente todo o nosso tempo de vida... E se ainda é suposto continuar a resistir (mal?) aos testes contínuos a que estamos sujeitos...

Tudo somado, isto seria tarefa para Hércules e, portanto, difícil  fazer a direito.... :)

Por tudo o que fica dito e pela exigência  que devemos aplicar em primeiro lugar à nossa própria conduta, aproveitar estes reinícios, ainda que artificialmente construídos, é uma forma de, conta-quilómetros a zeros, limpar a tralha que nos habita e pesa, e retomar (uma e outra vez) a demanda.

Bom e pacífico Ano Novo para todos.

De coração,

Marta M



publicado por Marta M às 16:31
Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011

Porque se aproxima um dos Natais mais exigentes dos últimos anos.

Porque todos nós estamos a fazer ajustes aos nossos hábitos de consumo, substituindo-os, talvez com ganhos apesar de tudo...

Porque talvez este tempo de consumo excessivo tenha os dias contados e isso não seja tão mau quanto parece.

Porque a essência do Natal é a família (a tradicional e todas as outras, como aquela que formamos com os amigos) e o amor que a(s) sustenta.

Porque é Natal e a mensagem Cristã e humanista ajuda a que vivamos todos juntos num único planeta...

Porque é Natal e porque não é de desejos, doces, presentes ou palavras que ele se constrói...

Por tudo isso, e porque vale apena, façamos um esforço de maior alcance na nossa tolerância.

Sejamos no coração, na mente e na manifestação, essa essência que desejamos uns aos outros.

Façamos então acontecer o Natal, concretizemos os nossos votos.

Bom Natal a todos.

Abraço

Marta M



publicado por Marta M às 19:09
Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

Amigos, estou aqui.

Sim, aqui debaixo dessa pilha de papeis e actas.

Soterrada por papelada e burocracia - grande parte redundante e dispensável...

Mas enfim, não sou eu que mando...

Passei apenas por aqui para deixar um abraço e pedir desculpas por não responder ainda aos vossos comentários com a calma e consideração que me merecem...

Impossível até quarta -feira.

E logo me falta o tempo numa semana interessante e cheia de acontecimentos.

Não sendo fisicamente muito resistente, estou literalmente sem fôlego para construir um texto criativo...

Volto então quarta - feira, depois de ter respirado um pouco.

Prometido.

Abraço amigo a todos :)



publicado por Marta M às 23:24
Sábado, 10 de Dezembro de 2011

Lá na escola a crise sente-se. E muito.

Por essa razão e para para racionalizar custos, entre nós professores, criámos um sistema de boleias para destinos comuns.

Semanalmente uma de nós leva o seu carro. Os tempos estão difíceis e há que fazer alguns ajustes, já se sabe.

Ontem, por extensão das reuniões de preparação de final do 1º período, os horários desencontraram-se e cada uma acabou por ter que levar o seu carro. No meu caso, fiz a viagem sozinha.

Mesmo gostando muito delas e tendo escolhido com  critério este "meu" grupo de colegas, e certamente apreciando a boa companhia que fazemos umas às outras, ontem adorei aquela volta a solo para casa... Experimentei uma paz e uma tranquilidade que me eram absolutamente necessárias depois de um dia muito exigente.

O Universo conspirou a meu favor ontem a agradeço-lhe por isso, e  por aquele silêncio ao fim do dia...

Pensava eu, pois a realidade é que, mal o imaginava, o dia nem a meio ia... 

Existem muitos dias assim para mim, em que preciso parar, ficar quieta e em silêncio, a  retemperar-me, para poder continuar.

Foi precioso.

 

 

Nota: A imagem que apresento está no ambiente de trabalho do meu computador há algum tempo..Pelo que leio por aí, penso que poderá ser útil para muitos. Partilho-a com carinho.



publicado por Marta M às 13:23
Quinta-feira, 01 de Dezembro de 2011

Andamos às voltas com um problema muito delicado na escola. Involuntariamente, eu que normalmente nunca estou "metida" nesse tipo de questões que me passam literalmente ao lado, por efeito de contágio e por estar em serviço substituição do colega em causa, pois tenho feito parte do "processo" -chamemos-lhe assim...

A questão é complexa e abstenho-me de a explicar por ser muito específica e particular da nossa escola (entre direcção, pais e professores) e, portanto, vou apenas cingir-me a algo que me incomodou pessoalmente.

Este ano sou directora de turma e, por inerência do cargo, mais visível e conhecida na escola - quer pelos professores quer pelos encarregados de educação.

Provavelmente por isso e porque o "problema" fervilha todas as semanas, alguém pensou que eu, novata na escola e arrastada para a contenda, precisaria de aconselhamento prático e deveria marcar posição e assumir um dos lados.

Assim, uma colega que provavelmente adora o som da própria voz, aproximou-se de mim  e, malgrado o meu ar surpreso, começou a dizer o que pensava da situação e de como, segundo ela, eu deveria proceder. Literalmente.

E deu-me dezenas de conselhos que eu nunca pedi...

E falou, falou... e eu a olhar e a pensar para os meus botões quanto tempo mais  iria ela falar apesar de eu lhe reponder pouco mais do que:

 - "Pois, sabe, é complicado..."

No fim, tudo dito, ainda me colocou a mão no braço e concluiu: "Depois, dizes-me o que ele te disse e correndo bem, agradeces-me." - Sorriu e, dever cumprido, sem perguntar o que eu pensava do que fora dito, seguiu satisfeita o seu caminho.

Fiquei ali a pensar, não tanto no que fora dito, porque me pareceu tudo intriguista, desnecessário e nada na minha linha...Mas principalmente no facto de que algumas pessoas estão tão centradas em si próprias, tão satisfeitas consigo mesmas e com as suas verdades absolutas que, nem se dão conta que, quem têm à frente, não está minimamente em sintonia com elas. E pior, nem sequer se detêm um minuto a estudar o impacto e interesse que a as suas palavras  está a suscitar...Subestimam o outro em toda a linha.

Escutei-a com a  paciência e cortesia que me é habitual e porque percebi que ela precisava mesmo de se fazer ouvir..E a sala estava quentinha e era intervalo... :)

Fiz a minha parte. Sabia que, depois, seguiria o meu caminho com a mesma postura de sempre. Deixei-a então falar e fazer o seu.

Há pessoas que não querem ouvir ninguém e menos ainda trocar ideias. Por isso as contendas se perpetuam.

E é por isso que tanta gente apenas discursa e fala sozinha... Mesmo com pessoas à frente.

Um microfone bastar-lhes-ia.


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publicado por Marta M às 16:18
Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011

Querida L.

Sabes que hoje é o teu dia...E poderia dizer-te aqui tantas coisas, tantos conselhos (sim, já sabes como sou...)

E sabes que não me faltaria a palavra, nem a argumentação.

Mas hoje, só hoje, vou falar.te do tanto que significas para nós e do tanto que acreditamos em ti e no teu potêncial.

O dia em que tu nasceste e fui a Lisboa conhecer-te foi especial por tantas razões...

Já há algum tempo que na família não tínhamos bebés e a tua mamã surpreendeu-nos contigo :)

Eu a tua mamã somos muito diferentes em inúmeros aspectos, mas o carinho que temos uma pela outra é intocável e, sendo ela minha irmã, tu imediatamente foste, também, minha filha.

Lembras quantas vezes telefonava à mamã e perguntava pela minha filha?

E sabes, querida L., que nunca antes os olhos da tua mãe e o seu rosto me pareceram tão bonitos como no dia em que entrei naquela enfermaria da Alfredo da Costa, acompanhada pela tua  madrinha? Respladecente  - é a palavra que melhor ilustra a recordação mais bonita que tenho da minha irmã.

Nunca esquecerei esse dia, nem todas as vezes que te via chegar da varanda e corrias escada acima para mim, para te aninhares nos meus braços...

Nem como durante anos, contávamos até 5 em 3 línguas (que foste aprendendo comigo e na escola...) antes de que conseguíssemos desligar o telefone...

Ou de como sorrias continuamente.

Por isso, como diz o poeta, "não há longe, nem distância", nem vidas, nem ocupações, que diminuam o espaço que existe dentro do meu coração para ti.

Sabes que não sou muito de festas, nem de muitos programas ou passeios..Mas se tu ou a T., ou a mamã, precisassem de mim, até me metia num avião de longo curso (!!) para vos apoiar.

E sabes o que isso significa para mim, não sabes?

Pena que não exista uma máquina do tempo e nos pudesse levar agora, do alto dos teus quinze anos, e pudesses ver (e sentir) o imenso amor com que a família te acolheu a partir desse dia.

E isso também acarreta responsabilidades para ti...

Ok, hoje não - fica para outro dia... ;)

Por hoje, recebe apenas este amor imenso de todos cá de casa.

E, como me prometeste: Faz sempre boas escolhas.



publicado por Marta M às 17:02
Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011
Tenho dormido mal nos útimos 3 dias.
Há uma imagem que invade o meu pensamento e o meu coração continuamente...
E é uma imagem triste e de fim de linha, escolhida por um jovem e que contrasta com tudo o que de bonito e promissor tem a própria juventude.
No passado fim de semana, um jovem da idade do meu filho, amigo e colega de faculdade dos dois jovens cá de casa, resolveu (?) terminar com a sua vida de forma, afirma-se (repete-se?), inesperada...
Talvez para ele não fosse assim tão inesperado, talvez já existisse um longo caminho percorrido de que quase ninguém se deu conta, ou...Ele não confiou a ninguém.
Mas o que dói profundamente é este revogar de futuro...Esta ausência de visão de caminho aos 26 anos.
Hoje, na aula de Formação Cívica, a propósito da incompreensão e da ausência de diálogo em casa e fora dela, não pude evitar falar do doloroso sofrimento emocional que, por vezes, se esconde e para o qual não se pede ajuda a tempo, enquanto tudo é ainda resgatável... Olhei cada um  com atenção e, sabedora das  difíceis circunstâncias de alguns, falei de mim e da experiência partilhada ao longo da vida por toda a humanidade, mas que para os jovens, mais inexperientes, não é tão evidente: A Impermanência de tudo.
E de como a nossa vida flui, dá voltas todos os dias continuamente, e envereda por caminhos que nem prevemos, nem sonhamos...E, portanto, nunca, em tempo algum, podemos afirmar que o caminho será sempre aquele que nos cega e atormenta hoje.
Ao cortar desta forma o futuro, ao não permitir que a vida flua, ao desistir de lutar - nunca o sofrimento poderá ser atenuado, nunca mais as circunstâncias poderão alterar-se.
O sofrimento eterniza-se...
Senti medo amigos, medo de que algum deles (ou outros jovens* em qualquer parte) possam estar a passar por trânsitos semelhantes...
E nós sem sabermos, até ao dia...


publicado por Marta M às 19:00
Vejo o mundo, somo o que me acontece, vejo os outros, as minhas circunstâncias....Escolho caminhos e vou tentando ver o "lugar" dos outros
Afinal quem penso que sou..
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Aviso:
As imagens que ilustram alguns posts resultam de pesquisas no google, se existir algum direito sobre elas, por favor,faça-me saber. Obrigada.
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