Segunda-feira, 07 de Maio de 2012

 

Os diversos tons que adquirem as folhas dos carvalhos caídas pelos caminhos são uma das imagens que mais aprecio no Outono...

E repousam-me.

Ficam aqui como imagem do meu cansaço e da necessidade que tenho neste momentos de "pousar" e concentrar-me em colocar os assuntos pessoais e profissionais em dia....

Foram muitas mudanças e acumulações a que devo dar resposta cabal e inadiável esta semana.

Por isso, peço a vossa compreensão.

Não consigo fazer melhor nem ser mais assertiva.

Apenas totalmente sincera: Não estou a dar conta do recado e preciso concentrar energias e focar-me.

Fica aqui um abraço cansado que promete voltar em poucos dias e responder a todos como me merecem.

Até Já.



publicado por Marta M às 22:47
Sábado, 28 de Abril de 2012

 

Existem algumas situações que nos fazem pensar...

Mais uma vez assisti emocionada  e orgulhosa às comemorações do 25 de Abril.

Toda aquela coragem, dignidade e boa-fé dos que deram os passos iniciais e a adesão do povo que, desde a primeira hora esteve lá e não se conteve no entusiasmo, constituíram um exemplo para o mundo e ampliaram o horizonte colectivo deste país...

Mas ao mesmo tempo que o fazia, ficavam-me esta sombra e esta pergunta a bailar na cabeça:

-Onde foi parar a vontade e a alma deste povo?

  

 

Nota: Estou menos palavrosa,  mais introspectiva e questino-me continuamente: Será que ainda consigo  "pensar" fora da caixa?



publicado por Marta M às 21:50
Domingo, 22 de Abril de 2012

Sobre mim...

Bem amigos, não é algo que me entusiasme particularmente, porque pode soar a auto-centramento e a Ego...

Coisas que anda a tentar enfraquecer...

Mas enfim, desafio é desafio, e cá vai pela positiva,  em resposta às amigas e para conhecimento geral:

1 -Nunca esqueço uma boa, menos ainda, uma má lição;

2 - Adoro ler à tarde no meu quarto e à noite quando a casa está em silêncio;

3 - Detesto procurar nºs de telefone em listas telefónicas;

4 - Preciso estar em silêncio, mesmo que por curtos períodos, várias vezes ao dia;

5 - Adoro cães, especialmente os mais "pulguentos";

6 - Não me canso de apreciar as vulgares margaridas/malmequeres;

7 - Sou um bocadinho lenta a tirar conclusões (os meus filhos dizem que sou muito...);

8 - Canso-me muito rapidamente e fico impaciente com conversas de circunstância;

9 - Fico sempre ansiosa se algum documento envolve muitos números ou estatísticas;

10- Sempre que sou pressionada, seja no trânsito ou em actividades práticas, reduzo naturalmente - é defesa que não controlo - a velocidade de execução (a minha filha desespera!) - detesto precipitar-me;

11 - Tenho muitas dificuldades em ignorar o meu "instinto" ou ir contra ele, sempre que ele se instala no centro do meu peito, de uma maneira que eu já conheço... ;)

 

E é assim "Amigas do Desafio" aqui ficam aqui 11 factos sobre mim.

Faltaria desafiar outros 11 amigos da Blogosfera, mas já me parece fora de tempo e, por outro lado,

resta alguém que não tivesse sido desafiado/a?

:)

Obrigada!


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publicado por Marta M às 21:02
Domingo, 15 de Abril de 2012

Sim meus amigos/as. Fui desafia por mais de um blog e, portanto, abreviando - aqui vai:

Da Golimix:

1 – Quais as cidades Portuguesas que mais preferem? Porquê?

Prefiro Coimbra. Porque é cidade onde fui feliz :)

2 – Indiquem, por favor, um roteiro que me aconselhariam para férias, baratinho de preferência.

Londres, Londres...Procurando encontra-se em conta e, se não, o resto compensa...

3 – Nota-se muito que ando à cata de locais para passar férias?

Mais ou menos...

4 – Qual a rádio que mais costumam ouvir?

TSF

5 – Qual o livro que leram que mais se lembram? Porquê?

 "Aonde quer que eu va" - Kabat Zinn

6- Se ganhassem a lotaria, e ficassem ricos, deixavam de trabalhar? O que fariam?

Nunca. Aguardava os meus filhos acabarem o curso para depois contar...

7- Porquê o título do vosso blogue? Para quem tem muitos o que eu escolhi para o inquérito.

Porque sempre gostei de observar o mundo "do meu lugar", no meu caso, era o meu lugar à mesa da casa dos meus pais. E foi daí que comecei a olhar à minha volta....

8 – Se fossem um animal, qual escolheriam ser e porquê?

Os meus filhos dizem que se eu fosse um animal, seria um cisne. Gostei da ideia ;)

9 – Máquina fotográfica ou vídeo? Porquê?

Não tenho talento,nem para uma nem para outra. Gosto de fotografias.

10- Escolham as pessoas que só conhecem no virtual para um jantar convívio com a criançada e tudo (para quem os tem, óbvio)?

Todos, porque todos me têm enriquecido e acrescentado como pessoa...E é só para jantar, porque restringir?

11 – Alguém sabe onde começou este BLOGO-INQUÉRITO?

Não faço ideia!

 

Da momentosdisparatados:

1-Filme preferido?

"Sem medo de viver" (só um??)

2-Que ideia tem dos Lares de idosos?

Tenho a ideia que, em determinadas situações e famílias, é uma opção muito válida.

3-Se tivesse de sair de Portugal para onde gostarias de ir viver?

Londres, Londres...

4-O que é que te tira o sono?

O futuro dos meus filhos. A ingratidão inesperada...

5-Se encontrasses uma mala cheia de dinheiro e se soubesses que esse dinheiro era de alguém muito rico, mas de origem duvidosa o que fazias?

Entregava-o à caridade, pelo menos haveria algum bem associado a ele.

6-Uma imagem da infância?

Estar na minha cama e adorar aquele silêncio de final de dia.

7-Uma situação embaraçosa que tenha vivido?

Tantas...O meu velho carro que abria o porta-malas nas curvas!

8- Serão as mulheres complicadas?

Sim, e ainda bem ;)

9-O que te faz rir?

Os meus alunos :)

10-Se soubesses que amanhã ia acabar o mundo o que farias?

Ficava junto de quem amo e abraçava-os.

11-Como seriam as férias de sonho?

Londres?

 

Da Lua do Céu:

1- És feliz como és? Mudarias?

Hoje estou mais pacificada que nunca...Penso que não mudaria muito...

2- Que objecto pessoal levarias se tivesses te ausentar para longe muito tempo e te recordasses de onde és?

Fotografias dos meus filhos (pequenos).

3- Se fosses um objecto qual serias e porque? Não, não e animal, e mesmo objecto...))

Seria um livro ;)

4- Se tivessem três desejos a escolher pelo senhor da lâmpada, quais seriam?

Saúde, ponderação e generosidade para todos.

5- Se vos dessem a escolher um lugar de sonho qual seria?

Londres?

6- Se vos pedissem para deixar de serem vos mesmos por um dia e fossem uma celebridade qual era a celebridade que escolhiam e porque?

Desculpa-me, mas detestaria ser aquilo que hoje se entende por "celebridade"...

7- Quais são os vossos piores pesadelos?

Ingratidão sob qualquer forma...

8- Conseguirias não vir a internet pelo menos uma semana inteirinha?...))Não, não é um dia, e uma semana...))

Tranquilamente ;)

9- Se fosses uma pessoa rica e falo em termos economicos o que farias para ajudar alguém ou comunidade?

Uma Fundação que fosse um centro de apoio e de educação social.

10- O que fazias para mudar o mundo em 365 dias?

É pouco tempo. Mas instituiria o culto da Memória...

11 -Se usassem bulling contra vossos filhos/netos quais seriam vossas atitudes?

Ensinar a não devolver na mesma moeda (não os quero contaminados...) e depois pôr cobro à situação.

 

Por hoje, já falei muito de mim para um único post, farei outro contando mais tarde, outros 11 factos pessoais, tal como pede o Desafio.

Obrigada a quem se lembrou de mim :)


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publicado por Marta M às 19:17
Quinta-feira, 05 de Abril de 2012

"Eu pedi amor

E Deus deu-me pessoas

Com problemas para ajudar."

Revista XIS -2006

E abre-se uma Janela.

Sempre.

Ontem escutei todas aquelas palavras ingratas que coroam esta época baixa que atravesso...

Mais uma vez constatei o que já sei, mas que me custa admitir: que nem todos os investimentos têm retorno garantido, e menos o amor que se dedica...

É cuidar, fazer e...esquecer. Entregar literalmente, portanto.

E sentia o peito apertado, as mãos fechadas, a desilusão instalada e castradora...

Mas nada é absolutamente estanque ou definitivo, a vida sempre surpreende e, sem aviso prévio, nos requisita de volta.

Assim, no dia a seguir às palavras duras e à falta de compreensão, surge a mão...

Não a mão a que se perguntou por carinho, não a mão grata, mas a mão que pede.

A mão que hoje de manhã se estendeu para mim, não foi a que tanto esperei, mas foi a mão certa, reconheço-o.

Quando a caminho do café matinal, passo lento, reflectia sobre a injustiça e procurava respostas... Surge a voz e,  timidamente, pede ajuda:

- Menina...

Lá estava ela, a minha resposta, corporizada numa senhora idosa, sentada nas escadas de acesso a um prédio. Pequenina, com o pé enfaixado e a mão estendida em minha direcção.

Disponibilizei-lhe a minha e senti imediatamente o calor da sua. Segurei aquela mão calejada e endurecida pelos anos e, surpreendentemente, senti-a quente e amável.

Ajudei-a subir até ao seu andar com a  muleta do outro lado.

Agradeceu-me tanto...

E no entanto eu é que devia agradecer-lhe.

Foi uma dádiva para mim ajudá-la, sentir a sua mão na minha, e a possibilidade daquela troca tão humana.

Estava mesmo a precisar de uma mão, e ela veio.

Obrigada eu, minha senhora..... :)

 



publicado por Marta M às 21:56
Sexta-feira, 30 de Março de 2012

Amigos:

Tem sempre que ser assim? Em plano inclinado?

Resistimos, sim claro...

Sabemos que tudo é impermanente.

Tudo - sei-o bem.

Mas...

Ainda assim, somos também um corpo físico com limitações e fraquezas, e ele nem sempre nos acompanha na resiliência...

Esta semana estou fisicamente bastante fragilizada.

Tenho mesmo que cuidar um pouco melhor de mim, não é?

Repirar fundo...

Para continuar.



publicado por Marta M às 21:01
Quarta-feira, 21 de Março de 2012

 

 

 

 Passei aqui ontem a caminho da resolução de assuntos pouco agradáveis...

Na volta, procurando "reciclar-me" e  "depurar-me", parei a meio desta lindíssima ponte pedonal que temos sobre o rio Mondego ( evoca os amores trágicos de Pedro e Inês de Castro) e fiquei por ali uns minutos..

Parada, a olhar o rio que corria manso...

Procuro fazer estas pausas quando a pressão me acossa e rodeia...

Assim pacifico-me e não me precipito em decisões ou palavras.

Os últimos dias (as últimas semanas) andam a exigir muito de mim e existem momentos que tenho que parar literalmente uns minutos e recordar (voltar) à minha essência, para que ela permaneça sempre como pano de fundo em mim, aconteça o que acontecer...

Assim não me "perco"do meio deste turbilhão.... 

Recordei Miguel Torga que o fazia ciclicamente a poucos metros dali (o memorial erigido nas primeiras fotografias, celebra esse seu hábito). 

Saía do seu consultório na Baixa (era o médico Adolfo Rocha) dirigia-se para junto do rio e contemplava-o...

Meditava e escrevia depois sobre estas pausas e sobre a paz que exercia sobre ele o rio que atravessa a nossa cidade.

E fazia-o com este saber e sensibilidade que só os poetas conseguem ter:

 

“De todos os cilícios, um, apenas,

Me foi grato sofrer:

Cinquenta anos de desassossego.

A ver correr, Serenas,
As águas do Mondego
 
Miguel Torga - Diários



publicado por Marta M às 22:09
Segunda-feira, 12 de Março de 2012

(Em branco)

Esta tela em branco está aberta - à espera das cores que a vida a vai pintar - a espera dos resultados...

Fiz a minha parte. Aguardo.

Junto aqui este livro, A Profecia Celestina, que teve um grande impacto na minha vida e foi uma peça fundamental para a contínua construção (tentativa?) da filosofia de uma não- alinhada como eu...

Alguém que gosta de colher, de aprender, mas que tenta nunca fechar (ou ainda não chegou lá..) a amplitude da perspectiva...

Porque ando a repetir coisas para mim, no sentido de que a redundância que uso nas minhas aulas, faça eco permanente e definitivo em mim...

Deixo-as aqui também:

-Livre-se do apego a um único resultado;

- Deixe o mistério desenredar-se;
- Permaneça aberto.
 
 
 
Nota vital: Tem sido muito difícil praticar...
 


publicado por Marta M às 20:00
Segunda-feira, 05 de Março de 2012

Quando os meus filhos eram pequenos costumava cantar com eles. E fazíamo-lo alto e a bom som no carro, a caminho de casa.

As nossas canções preferidas eram as do álbum Brincando aos Clássicos dos Queijinhos Frescos  com a Ana Faria.

Trouxesse  o dia o que fosse, ir buscá-los ao colégio, abraçá-los e e levá-los para casa comigo, compensava tudo. Tudo.

Hoje aqueles meninos estão grandes e, mesmo que os procure com empenho e em todos os cantos da casa...Aqueles pequeninos de olhos brilhantes e atentos...Não os encontro.

Já não andam a correr pela casa.

E tenho tantas, tantas saudades deles que me dói o peito, acreditam?

A impermanência de tudo e de todos os momentos, também os alterou e junto com o meu esforço, os fez crescer e evoluir.

Pois não foi para isso que lutei tanto?

Há dias em que constato que só ficaram mais altos, outros parece que cresceram e amadureceram tanto que me enchem de orgulho...E ultrapassam-me em inúmeros campos.

Sei que não devia ser assim - é mais forte do que eu - mas a época em que os meus meninos foram pequenos e em que eu caminhava, com um de cada a lado pela mão, fazia-me sentir invencível.

E feliz - em toda a essência da palavra.

Voltar a esta época é uma tentação, voltar a cuidar deles também.

Abraçá-los e receber os seus abraços é algo de que nunca me hei de fartar.

Nesta semana em que o meu filho viajou a trabalho para os EUA e lhe perderam a mala com todos os seus haveres, mal recebo o seu telefonema aflito e muito aborrecido, pois só me apeteceu correr em seu auxílio...

Mas ele não precisa desse resgate, sei que ele há-de dar conta da situação, provavelmente de forma muito mais eficaz do que eu...

Só que, a situação e a distância foram o suficiente para desatar todas estas lembranças bonitas que tenho, como tesourinhos sagrados, dentro do meu coração.

E cá estou eu outra vez a falar do mesmo, não é?



publicado por Marta M às 18:06
Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012

Lembram-se deste post?

Pois amigos, a situação agudiza-se e as últimas propostas do Ministério da Educação ainda precarizam mais esta profissão a que tanto me dedico.

Com o argumento duvidoso de que as escolas possam escolher os seus professores contratados de forma directa, sem respeito pela sua graduação profissional adquirida a pulso ao longo de anos (no meu caso, mais de 10 - mas há quem esteja há quase 15...), tudo querem resumir a uma entrevista (?) sem critérios objectivos ou muito claros...

Como se o desempenho de um professor se pudesse avaliar em meia hora de conversa...

Por simpatia? Por pedido/cunha? Por intuição? Gostaria de perceber.

Num país onde os empregos escasseiam, dar este poder pessoal e discricionário em relação a um emprego público a um único elemento da escola, pois é no mínimo, perigoso...

E tentador nos tempos de desemprego que correm.

A nossa Constituição da República é muito clara em relação a isso e já lhe fiz referência no post referido no início.

Pelas razões expostas e porque, apesar da experiência acumulada que me diz que tudo tem o seu tempo, não consigo cruzar os braços e simplesmente criticar na internet ou via postal... Ou na sala de professores, ou no Café.

Por isso, arregaço as mangas e participo - ajudo à mudança.

 Dessa forma, coerente, participo nas manifestações e protestos que me parecem justos. Foi o caso desta Vigília de 24h em Lisboa.

Para além do protesto, foi importante dar um rosto (no caso também o meu) aos milhares de professores que, como eu, servem o sistema há anos, e que são dispensados em 31 de Agosto e recrutados sucessivamente no início de Setembro.

Neste novo regime proposto, até esta precariedade e prioridade expectável, nos é negada.

Passei então a noite ao relento, pela primeira vez na minha vida - uma noite longa e fria do mês de Fevereiro, em Lisboa.

Foi uma experiência para a vida amigos, acreditem.

Sentada e tapada, não dormi mais do que 10 minutos e observei muito...

Pude sentir na pele o que será viver na rua a olhar para os prédios que nos rodeiam e a desejar entrar e desfrutar daquele quentinho e daquela luminosidade que chama tanto a nossa atenção...

E foi só uma noite...

Estiveram sempre por ali, dois sem-abrigo, a olhar para nós...

Imaginem como será viver assim?

 

 

*Nota. Gosto de alguma reserva,mas como muitos alunos e colegas viram a reportagem da Sic (Vigília) , pois ela aqui fica e assim podem conhecer-me um pouco melhor, mesmo depois de uma noite ao relento... ;)



publicado por Marta M às 18:29
Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

"Não perguntes porquê,

Pergunta: Para quê?"

 

 

 

Sim, todos os dias obrigo-me a colocar esta pergunta /ordem.

Desde  que saio da cama e saúdo o dia e a luz - repito-a. 

As aprendizagens são mesmo assim, nada valem senão puderem ser testadas.

Confrontadas.

Nada de pena, nada de revolta, apenas o esforço que procura contornar e alterar a situação.

E a aceitação de que haverá, mesmo que não pareça, uma razão.

Acrescento a certeza de que esta fase exigente, no fim, me há de fortalecer e levar mais longe...

E não será esta a primeira, nem a última vez.

 

Todos os dias, mesmo que não apeteça, repito a máxima, e  obrigo-me a integrar tudo isto.

 

 

Nota: As razões, as explicações não importam expôr aqui, são as todos nós em alguma fase da nossa vida, por isso a frase fica só por si, como inspiração para quem precisar. Eu preciso.

 



publicado por Marta M às 19:15
Domingo, 12 de Fevereiro de 2012

Jornal Sol (aqui) 

Sempre encontrei imenso sentido na declaração deste filósofo Dinamarquês -Kierkergaard.

Esta semana ela voltou a ressoar oportunamente dentro da minha cabeça.

Num tempo um pouco exigente demais para mim e porque sei (sinto) que devo apostar no que é positivo e que me abre horizontes, faço o que sempre fiz - procuro inspiração e... Sigo.

E encontro-a nos meus livros e, em todos aqueles que, mal grado as difíceis circunstâncias que os rodeavam (neste caso todo um país?), ousaram pensar pela sua cabeça e não abdicaram dos seus valores... E tinham tudo o ganhar se o fizessem. E ninguém os criticaria...

Mas, com todos os atenuantes, não cederam.

São pessoas assim que me fazem nunca perder a esperança na humanidade e na força de um gesto individual.

Voltando atrás no tempo e tentando colocar-me no lugar deste homem que inicialmente pertencera ao partido Nazi e, que usando o coração e os seus valores humanistas, contraria posteriromente aquela ideia dominante de que, todos apoiavam  a barbárie Nazi por medo ou convicção, recusando-se à  saudação acéfala... Gesto que lhe poderia custar a vida ou a liberdade.

Mas ali está ele, contra toda a conveniência, contra a corrente.

Haverá maior demonstração de coragem?

Sem euforia, sem a adrenalina que é o motor de tantos que se dizem "corajosos"...

Ali no meio da multidão que reponde ( mentindo no gesto ?), que alinha, ele permanece na sua decisão e o seu cruzar de braços e silêncio é o grito que fica  ecoar mais alto.

Nada de comparável com as nossas dificuldades, eu sei, nada de tão exigente e perigoso nos é pedido.

Com as devidas distâncias e proporções, continuo a achar que pessoas assim que ousam, que persistem, que acreditam em si e no seus valores, quando seria mais fácil (e cómodo) alinhar e são coerentes no gesto e na vida, merecem continuar a ser modelos e a inspirar-nos quando queremos, simples e humanamente, deixar-nos ir na corrente e... "desanimar".

Não pode ser, pois não?

 

Nota:

Marcolino, meu amigo: Aqui fica para si, o sorriso :)

Obrigada.



publicado por Marta M às 12:48
Vejo o mundo, somo o que me acontece, vejo os outros, as minhas circunstâncias....Escolho caminhos e vou tentando ver o "lugar" dos outros
Afinal quem penso que sou..
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Aviso:
As imagens que ilustram alguns posts resultam de pesquisas no google, se existir algum direito sobre elas, por favor,faça-me saber. Obrigada.
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