Domingo, 05 de Setembro de 2010

 Gosto de reflectir (e propor  reflectir sobre) dilemas morais.

Penso que se aprende muito sobre nós e sobre os outros...

Neste caso temos um casal de classe média americana, com três filhos que, num momento em que a ruína financeira os leva por caminhos difíceis de gerir, surge, saída do nada, a  solução rápida e aparentemente fácil dos seus inúmeros e insolúveis problemas.

À porta uma misteriosa e anónima caixa surge do nada, seguindo-se a visita de uma personagem estranha e desfigurada que lhes faz esta proposta:

"Se carregaram no botão vermelho que encima a caixa (The box) surgirão do nada, um milhão de dólares à ordem nas suas vidas..."

Tudo limpo (?!) e fácil, parece...

A solução mágica para anos de incertezas, sacrifícios e para a falência inevitável...

Mas como dizia Milton Friedmam:"não há almoços grátis!"

E segue a estranha personagem na evocação das condições da oferta, mais ou menos nestes termos:

"Ao carregar no botão e recebido o milhão de dólares, alguém aleatoriamente, no mundo, morre imediatamente."

A partir daqui está lançada a receita e o dilema que há de consumir e enredar as suas vidas...

Falámos muito cá em casa sobre esta proposta "indecente, degradante"e ao tempo (reconheçamo-lô) "tentadora".

Ela procura explorar o pior que existe em nós, mais porque tudo seria feito em casa, discretamente, sem olhares de terceiros e havia ainda a possibilidade de nunca sequer se conhecer a pessoa que morrera...

Terrível e desumana proposta, não?

Ou aparentemente fácil em qualquer dos dois sentidos?

 No fim, tudo somado, o maior desafio era viver connosco e com a nossa escolha...

 

 

Notas:

           1 - Assusta-me profundamente saber o que inúmeras  pessoas, fechadas numa sala, sem testemunhas, seriam capazes de fazer para salvar a própria pele... 

2 - O filme está por aí, em várias salas de cinema.

 



publicado por Marta M às 12:08
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Vejo o mundo, somo o que me acontece, vejo os outros, as minhas circunstâncias....Escolho caminhos e vou tentando ver o "lugar" dos outros
Afinal quem penso que sou..
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