Domingo, 28 de Abril de 2013

Um tempo para recolher e um tempo para curar e autocurar-se.

Assim estamos.

A minha filha melhora todos os dias e os zumbidos perderam intensidade e acústica, incomodando muito menos, portanto.

Não têm sido fácil, mais numa idade em que se quer começar a vida e ela se torna num transito mais pesado...com obstáculos difíceis de ignorar.

Mas a minha filha tem fibra, alma e fundo e está disposta a lutar - a ultrapassar esta situação.

E a crescer e a superar-se a partir dela, sublinhe-se com orgulho.

Os tratamentos continuam, as expectativas do médico são encorajadoras, existem muitos casos de cura que nos animam e, devo destacar: As ajudas, as boas pessoas com as palavras certas e os conselhos produtivos têm sido uma constante.

Nada é em vão e nada é por acaso,

comprovamo-lo todos os dias.


publicado por Marta M às 12:16
Domingo, 03 de Fevereiro de 2013
 
Hoje fui assistir a este filme e, como sempre me acontece, venho inspirada e de certa forma responsabilizada por tudo o que este filme nos/me recorda...
Recorda-nos (recorda-me) o tanto que alguns lutaram e deram de si em determinado momento da nossa história comum, para que hoje pudéssemos viver como vivemos -em liberdade e dignidade.
E, se usarmos a nossa boa consciência, ao nos confrontarmos com estes exemplos, passamos a não poder ignorar a herança humanaque corre nas nossas veias, americanos, portugueses....Ou humanos, tão simplesmente.
Somos feitos também dessa massa que é capaz de lutar e fazer cumprir a justiça e a igualdade. Ela continua no nosso ADN, mesmo que nos pareça adormecida cá dentro, debaixo de tudo o que lhe pusemos por cima...
Como já disse por aqui, sou grata a todos os que me antecederam e que, por poderosos sacrifícios e renúncias pessoais, colocaram o bem de todos à frente do seu, permitindo com esse gesto alargar os horizontes de toda a humanidade.
E é exactamente isto que faz falta a este país actualmente: Pessoas (políticos?) com visão e consciência.
Serão essa uma comjugação impossível? Acredito que não...
Continuo a acreditar que os políticos são, também, o resultado da nossa educação e exigência e, como não tomaram o poder por assalto, resultam directamente das nossas escolhas. Ou do nosso silêncio e conivência.
 
É essa  herança e essa responsabilidade que correm nas nossas veias e é por isso que, a minha medida e nas minhas condições,
procuro retribuir e continuar a ajudar à aparentemente interminável edificação de um mundo com lugar para todos.
Continuo a acreditar que "Melhor é possível" - L.Alves
 

 



publicado por Marta M às 20:13
Sábado, 29 de Setembro de 2012

Mesmo mais reflexiva e silenciosa, não recuso a minha voz quando a injustiça me cerca...

Estarei amanhã em Lisboa a mostrar, a reforçar o meu desagrado e a exigir que a austeridade necessária seja também mais humana e gradual.

Porque "Vemos, ouvimos e lemos - não podemos ignorar (Sophia de Mello Breyner)", porque a vida sempre flui e estamos sempre a tempo de a recomeçar...

Porque temos bons e óptimos amigos que partilham vídeos inspiradores quando mais eles nos fazem falta...

Pelo que ficou dito e por todo o potencial mudança que sempre existe à nossa frente, vou à luta e deixo aqui este vídeo que veio por mão amiga e que já hoje me fez voltar sorrir...

E continuar a acreditar.



publicado por Marta M às 01:39
Quarta-feira, 01 de Agosto de 2012

Sentada, com a senha na mão, aguardo.

O número é alto, a sala é ampla, abafada, e está repleta.

E ninguém brinca, ou atrevo-me: sequer sorri.

Como eu, centenas vêm fazer hoje a sua inscrição neste Centro de Emprego.

Todos acusam na expressão a dificuldade e o peso da circunstância.

Mesmo tendo por mais ou menos certo que o meu caso não é dos que têm piores perspectivas (Setembro corre novo concurso), pois partilho com estas pessoas o estigma da sala e da condição...

Olhando em volta, livro pousado, medito.

Inacreditavelmente, ocorrem-me que, talvez ainda ninguém ali se deu conta que, afinal, até temos alguma sorte.

Sorte?! Sim, sorte.

Sorte por vivermos neste país, apesar de tudo, civilizado e, à falta de outras qualidades, solidário.

Sorte de que, antes de mim (de nós), muitos terem tido a coragem de ter lutado, de não terem desistido mesmo quando pareceu difícil (impossível?).

E agradeci a todos eles.

Especialmente a todos os que há anos ajudaram a fundar e a construir o nosso Estado Social. E depois, a todos aqueles que, a custos que a nossa passividade actual parece não entender, e incluíram a tortura e a prisão, lutaram, às vezes muito sós, pela melhoria e segurança das nossas condições de trabalho.

Por eles tenho férias, direitos, alguma segurança laboral e subsídio de desemprego que não me deixa desamparada em momentos como este.

E exactamente por reconhecer o valor desta herança que tento estar à altura da passagem do testemunho - E Luto.

E não desisto: protesto, escrevo, faço greves e manifestações, participo de forma construtiva na vida do meu país.

"É pouco", dirão alguns, "eles é que mandam" - dirão outros...

A todos respondo que só consigo fazer a minha parte e espero o mesmo de todos.

Estes senhores que nos governam não tomaram o poder, foram eleitos e, portanto, colocados a governar por nós.

E a situação é sempre, sempre, a prazo.

O certo é que não me derrotaram, e sei a responsabilidade que está sobre a minha geração: Lutar para o legado que fica não seja muito inferior ao que recebi.

É possível. Países com menos recursos o fazem todos os dias e conseguem, com alguns ajustes, viver com alguma qualidade.

As gerações futuras contam connosco, tal como nós contámos com a anterior.

Não fujo às minhas responsabilidades.

 

Este é o nosso turno.

 



publicado por Marta M às 18:18
Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012

Lembram-se deste post?

Pois amigos, a situação agudiza-se e as últimas propostas do Ministério da Educação ainda precarizam mais esta profissão a que tanto me dedico.

Com o argumento duvidoso de que as escolas possam escolher os seus professores contratados de forma directa, sem respeito pela sua graduação profissional adquirida a pulso ao longo de anos (no meu caso, mais de 10 - mas há quem esteja há quase 15...), tudo querem resumir a uma entrevista (?) sem critérios objectivos ou muito claros...

Como se o desempenho de um professor se pudesse avaliar em meia hora de conversa...

Por simpatia? Por pedido/cunha? Por intuição? Gostaria de perceber.

Num país onde os empregos escasseiam, dar este poder pessoal e discricionário em relação a um emprego público a um único elemento da escola, pois é no mínimo, perigoso...

E tentador nos tempos de desemprego que correm.

A nossa Constituição da República é muito clara em relação a isso e já lhe fiz referência no post referido no início.

Pelas razões expostas e porque, apesar da experiência acumulada que me diz que tudo tem o seu tempo, não consigo cruzar os braços e simplesmente criticar na internet ou via postal... Ou na sala de professores, ou no Café.

Por isso, arregaço as mangas e participo - ajudo à mudança.

 Dessa forma, coerente, participo nas manifestações e protestos que me parecem justos. Foi o caso desta Vigília de 24h em Lisboa.

Para além do protesto, foi importante dar um rosto (no caso também o meu) aos milhares de professores que, como eu, servem o sistema há anos, e que são dispensados em 31 de Agosto e recrutados sucessivamente no início de Setembro.

Neste novo regime proposto, até esta precariedade e prioridade expectável, nos é negada.

Passei então a noite ao relento, pela primeira vez na minha vida - uma noite longa e fria do mês de Fevereiro, em Lisboa.

Foi uma experiência para a vida amigos, acreditem.

Sentada e tapada, não dormi mais do que 10 minutos e observei muito...

Pude sentir na pele o que será viver na rua a olhar para os prédios que nos rodeiam e a desejar entrar e desfrutar daquele quentinho e daquela luminosidade que chama tanto a nossa atenção...

E foi só uma noite...

Estiveram sempre por ali, dois sem-abrigo, a olhar para nós...

Imaginem como será viver assim?

 

 

*Nota. Gosto de alguma reserva,mas como muitos alunos e colegas viram a reportagem da Sic (Vigília) , pois ela aqui fica e assim podem conhecer-me um pouco melhor, mesmo depois de uma noite ao relento... ;)



publicado por Marta M às 18:29
Sexta-feira, 04 de Novembro de 2011

(Imagem recebida via mail)

Realmente, se ele - o superman - já recorre a um templo para rezar...

Pois, que diremos nós, simples mortais, sem mais poderes que a nossa força de trabalho?

Que dizer da velocidade e diversidade de acontecimentos que têm assolado a Europa nos últimos dias?

Que dizer do povo (governo?) grego que ja todos davam por morto, resignado, dependente, manipulado e,  surpresas  das surpresas, para os senhores do mundo e para nós - ainda mexe e tem uma palavra a dizer?

Como interpretar?

Como prognosticar?

Como explicar?

Como consertar?

Numa semana impossível de trabalho, papelada e testes para corrigir, deixo este desafio para irmos pensando e somando tudo o que nos vai caindo em cima e...no que já nos avisam (ameaçam?), vem por aí.

Não há mais remédio que fazê-lo amigos...

Ou tentar, pelo menos.

 


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publicado por Marta M às 18:11
Vejo o mundo, somo o que me acontece, vejo os outros, as minhas circunstâncias....Escolho caminhos e vou tentando ver o "lugar" dos outros
Afinal quem penso que sou..
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Aviso:
As imagens que ilustram alguns posts resultam de pesquisas no google, se existir algum direito sobre elas, por favor,faça-me saber. Obrigada.
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