Quarta-feira, 28 de Novembro de 2012

Sempre fui muito independente e voluntariosa.

Ou tive que me fazer assim...

O certo é que existem momentos que nos testam forte e feio e temos que os saber "encaixar". Temos que, humildemente, perceber que existem coisas maiores que nós, e que temos que "aceitar" o ritmo e o  trânsito a que surgem.

Este é um destes momentos. 

Queira ou não, fui "obrigada" literalmente a enfrentar certos fantasmas que há muito me rodeavam...

Fui obrigada (ou obriguei-me perante a necessidade) a enfrentá-los e nesse exercício forçado, ultrapassado a dureza do momento - cresci.

E encontrei uma estranha paz de espírito e de consciência.

Estranho, estranho e misterioso.

Não posso e não devo ser mais explícita, embora gostasse...

Posso apenas afiançar que, às vezes, deixar-nos levar e confiar é muito mais pacificador. E acertado.

Mas não menos trabalhoso ou exigente, sublinhe-se.

Obrigada a todos os que mostram solidariedade,

o meu pai melhora todos os dias.

E eu também.

:)


publicado por Marta M às 16:29
Domingo, 01 de Maio de 2011

Existe mais de uma forma de ser mãe.

Mas ser mãe é sempre ser exemplo. De trabalho, de amor, de talento, de força, de caracter, de bondade...Ou de outros menos positivos, infelizmente.

Daí a enorme responsabilidade.

Por isso fica aqui este postal em branco, aberto, por preencher...Cada um escreverá o que sentir ser justo.

Porque, sinto muito, já não embarco em poemas aplicados a todas as as mães do mundo.

Já vi e vivi demasiado, na vida e na escola, para alinhar nesses violinos a tocar para todos....

Para ser mãe, ou pai, não basta ter filhos.

Não basta querer, não basta alimentar, comprar roupas bonitas ou todos os telm e carros disponíveis -é preciso ser capaz fazer um esforço quase sobre humano em alguns dias.

É preciso deslocar o nosso coração para fora do peito...

É preciso ter coragem de vencer o nosso ego e ter os filhos para a vida, não apenas para nós. Ou para nos preencher uma lacuna ou a falta de atenção e orientação de que possamos ter sido carentes na infância.

É preciso vencer o nosso egoísmo que permite que sejam dependentes, para que sempre precisem de nós e assim garantir a sua permanente proximidade, ainda que notoriamente por "necessidade"deles, não por amor puro, reconhecimento ou companheirismo.

É preciso respeitar os filhos profundamente para nunca- mesmo quando eles ainda são pequenos e não se dão conta- os coloquemos em segundo plano, ou os utilizemos como armas de arremesso ou corrompamos o seu carácter em nome seja do que for. Ou pior, a sua autonomia ou o seu futuro como pessoas inteiras e responsáveis.

É preciso ser mãe de coração aberto, e amando-os o suficiente para tudo fazer que permita que a sua vida seja melhor que a nossa - em todos os sentidos.

E para se ter uma boa vida é preciso fazer crescer em vários sentidos.

Amá-los é deixar que isso aconteça e deixá-los ter futuro, não atrasar o seu crescimento ou a sua formação, que há de contribuir (aposto nisso) para que este mundo seja um lugar melhor com a sua vinda.

Permitir que os filhos deixem a sua marca positiva, ainda que modesta, neste mundo onde tantos fazem e repetem os mesmos erros é a central inspiração do meu papel de mãe.

Quando um dia fechar os olhos, gostava de levar esse amor e esta certeza...

Bom dia a todas, especialmente à minha



publicado por Marta M às 13:18
Quinta-feira, 28 de Abril de 2011

Não é meu hábito ler ou dedicar o meu tempo a romancear...

Hoje percebo que o amor pode ter mil e uma faces e que o meu coração é muito maior que a princípio me ocorreria pensar.

Mas já tive 19 anos e todos os sonhos do mundo habitavam em mim.

E a princesa Diana, na altura, encarnava-os na perfeição

A princesa Diana faz  falta e, amanhã, os seus medos e sonhos e fragilidades estarão em grande destaque novamente.

Em 1981, dois anos antes do meu casamento, assisti em directo ao dela.

E foi pura magia para mim. Para ela não, soube-o anos mais tarde.

Mas o seu penteado, a sua postura de menina doce, o seu sorriso aberto e todos as suas realizações foram imensamente inspiradoras para mim.

E os seus sonhos de construir um lar para os seus filhos, preservado e distinto de tudo o que lhe tocara viver na infância...Tudo isto eu entendi e incorporei.

Depois a vida interferiu. E mostrou que os sonhos não se concretizam como os sonhámos.

Mas vieram os filhos, para ambas, e tudo parecia de novo possível.

Paralelismos infantis à parte - concedo, mas depois cresci...- o certo é que ano 1997 foi um dos piores anos (se não o pior) da minha vida. E foi esse, também, o ano da sua morte.

Nunca me hei de esquecer desse domingo e do tanto que chorei. E chorei muito nesse ano e no seguinte, por mim e algumas vezes por ela. Foi como se uma torneira se desatasse e nunca mais parecia conseguir parar...Foi um cúmulo de acontecimentos distintos e mergulhada neles, pensei inúmeras vezes que não os aguentaria...

Mas aguentei, e um dia parei de lamentar-me e de chorar e quase sequei...Mas isso é outro assunto.

Amanhã casa-se o seu filho querido, o seu herdeiro.

E todos nós que temos filhos, podemos imaginar o peso da sua ausência amanhã e o tanto que ela gostaria de poder estar presente.

E a falta que fez e fará ao filho...

Injusta a vida, ou sábia, não sei...Talvez esteja melhor e tenha encontrado a paz que tanto buscou.

Espero de todo o meu coração que o casamento do William quebre este ciclo familiar e mostre que "melhor é mesmo possível" - L.A

Tenho a certeza que a Diana, onde estiver, os abençoará.

 



publicado por Marta M às 18:43
Vejo o mundo, somo o que me acontece, vejo os outros, as minhas circunstâncias....Escolho caminhos e vou tentando ver o "lugar" dos outros
Afinal quem penso que sou..
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Aviso:
As imagens que ilustram alguns posts resultam de pesquisas no google, se existir algum direito sobre elas, por favor,faça-me saber. Obrigada.
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