Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2012

 

Apesar da crise sistémica e do calendarizado Fim do Mundo, ele, imune a tudo isto, cá está - O Natal.
Eu, avessa a muitas comemorações(calendarizadas, ainda menos) cá estou, disposta a dar o meu melhor...
Este ano, dispensada do consumismo, por ausência de tempo e fundos, até estou um pouco mais entusiasmada :)
Desejos? Poucos, que isso já se mostrou perigoso e escorregadio.
Mas enfim, se conservar a saúde, reconhecer respeito e mantiver a paz de espírito alcançada, já agradeço.
Para oferecer? Tenho boa vontade, paciência e um que outro sorriso, chega?
Com carinho e especialmente  para os meus pacientes e queridos amigos do blog, fica esta partilha que ilustra o caminho que tenho estado a forçar-me fazer e que me tem ocupado o coração e absorvido a capacidade de escrever.. Por enquanto, compreendam, apetece-me mais escutar/ler...Que falar.
Obrigada :)
 

"Observa e assim consegues agradecer tudo o que a vida te dá.

Porque não achas que seja uma obrigação da vida dar-te essas coisas.
Imagina que prescindes de ter expectativas em relação às pessoas. Se elas falharem contigo ficas tranquilo, pois não esperavas nada. Se elas forem dóceis, sinceras e carinhosas, se forem amigas, cúmplices e companheiras, como não estavas à espera de nada, consegues ver e agradecer esses actos.
Normalmente o ser humano tem expectativas a mais, e tudo o que recebe acha pouco. Queria mais, achava que devia ter mais. E esse mais estraga tudo. Transforma o ser numa pessoa calculista, competitiva e mesquinha. E esse ser, nesse estado, só tem ressentimento. Não está grato por nada, não recebe nada porque acha que as coisas já são suas à partida. E esse ser vai ter mais decepções do que alegrias.

Vai ter mais ressentimento do que gratidão.

E uma alma sem gratidão não vai absolutamente a lado nenhum."

Alexandra Solnado -2011

 

Nota. Isto no que se refere às pessoas,dos responsáveis políticos exijo muito mais, claro!  {#emotions_dlg.hide}



publicado por Marta M às 19:53
Quarta-feira, 28 de Novembro de 2012

Sempre fui muito independente e voluntariosa.

Ou tive que me fazer assim...

O certo é que existem momentos que nos testam forte e feio e temos que os saber "encaixar". Temos que, humildemente, perceber que existem coisas maiores que nós, e que temos que "aceitar" o ritmo e o  trânsito a que surgem.

Este é um destes momentos. 

Queira ou não, fui "obrigada" literalmente a enfrentar certos fantasmas que há muito me rodeavam...

Fui obrigada (ou obriguei-me perante a necessidade) a enfrentá-los e nesse exercício forçado, ultrapassado a dureza do momento - cresci.

E encontrei uma estranha paz de espírito e de consciência.

Estranho, estranho e misterioso.

Não posso e não devo ser mais explícita, embora gostasse...

Posso apenas afiançar que, às vezes, deixar-nos levar e confiar é muito mais pacificador. E acertado.

Mas não menos trabalhoso ou exigente, sublinhe-se.

Obrigada a todos os que mostram solidariedade,

o meu pai melhora todos os dias.

E eu também.

:)


publicado por Marta M às 16:29
Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012

 A todos os amigos que aqui deixaram uma mensagem e muita energia positiva, fica a minha penhorada gratidão.

À vida porque me permitiu aprender outra valiosa lição.

Foi bom vir aqui e ler palavras encorajadoras -ajudavam a pensar que não estava sozinha, como na realidade me sentia...

O meu pai recupera devagar e, apesar de alguma confusão pontual e de dores constantes, penso que conseguirá reconquistar a sua vida e a sua autonomia.

O meu pai vive sozinho e separado da minha mãe há muitos anos.

Vitima de atropelamento, fracturou a clavícula, a omoplata, duas costelas com consequente rasgão da Pleura e, o mais preocupante, uma ligeira FCE com um pequeno derrame interno. Tudo isto aos 76 anos, feitos ontem.

Foi um milagre não ter tido mais ferimentos. Ou não ter tido um desenlace mais triste.

Falarei com detalhe mais tarde sobre o transformadoras que foram estas duas últimas semanas, para ele e para mim, principalmente.

Frente a frente, estivemos sozinhos numa enorme casa perante a adversidade. E uma relação que sempre foi distante e tensa, perante a necessidade e  sem alternativa, tornou-se próxima e fisicamente dependente.

E instalou-se um sentimento de compaixão que restaurou amor...

Para queles que como eu, acreditam que nada ocorre em vão ou por acaso, partilharei mais isto, porque foi sentido e creio que muitos de nós, se estivermos atentos, recebemos sinais semelhantes...

Nesse dia  (Sábado) de manhã, quando  andava às compras, os meus olhos pararam num senhor que estava de costas para mim. Visto de  trás era exactamente como o meu pai.

Ele nunca se virou e não lhe procurei o rosto ( o meu pai mora longe daqui), mas fitei-o por momentos a pensar que sabia tão pouco dos hábitos do dia-a-dia e de compras do meu pai, que há tantos anos vive afastado e voluntariosamente autónomo...

Continuei por entre escolha a de laranjas a observá-lo de forma discreta e... o sentimento veio do nada:  Saudades.

Saudades? Mas de onde veio isto? - pensei.

Sem entrar em exposições desnecessárias ou na devassa da vida da minha família, direi apenas que "saudades" é um sentimento que experimentei poucas vezes nesta relação  que  está  longe de ser próxima ou fluida...

O sentido ficou a bater forte dentro de mim e falei dele ao almoço em casa, todos estranharam porque como referi, não é usual na nossa dinâmica familiar.

Senti-me estranha e incomodada toda a tarde.

À noite, 20.30h, veio a razão:

- "D.Marta M? É do hospital da G., o seu pai foi atropelado e segue, grave, para Coimbra".

 

Lemos e contam-nos sobre situações semelhantes, mas só quando acontece connosco

é que percebemos o quão surpreendente pode ser a vida.

E como ela nos conduz...

 



publicado por Marta M às 19:29
Quinta-feira, 05 de Abril de 2012

"Eu pedi amor

E Deus deu-me pessoas

Com problemas para ajudar."

Revista XIS -2006

E abre-se uma Janela.

Sempre.

Ontem escutei todas aquelas palavras ingratas que coroam esta época baixa que atravesso...

Mais uma vez constatei o que já sei, mas que me custa admitir: que nem todos os investimentos têm retorno garantido, e menos o amor que se dedica...

É cuidar, fazer e...esquecer. Entregar literalmente, portanto.

E sentia o peito apertado, as mãos fechadas, a desilusão instalada e castradora...

Mas nada é absolutamente estanque ou definitivo, a vida sempre surpreende e, sem aviso prévio, nos requisita de volta.

Assim, no dia a seguir às palavras duras e à falta de compreensão, surge a mão...

Não a mão a que se perguntou por carinho, não a mão grata, mas a mão que pede.

A mão que hoje de manhã se estendeu para mim, não foi a que tanto esperei, mas foi a mão certa, reconheço-o.

Quando a caminho do café matinal, passo lento, reflectia sobre a injustiça e procurava respostas... Surge a voz e,  timidamente, pede ajuda:

- Menina...

Lá estava ela, a minha resposta, corporizada numa senhora idosa, sentada nas escadas de acesso a um prédio. Pequenina, com o pé enfaixado e a mão estendida em minha direcção.

Disponibilizei-lhe a minha e senti imediatamente o calor da sua. Segurei aquela mão calejada e endurecida pelos anos e, surpreendentemente, senti-a quente e amável.

Ajudei-a subir até ao seu andar com a  muleta do outro lado.

Agradeceu-me tanto...

E no entanto eu é que devia agradecer-lhe.

Foi uma dádiva para mim ajudá-la, sentir a sua mão na minha, e a possibilidade daquela troca tão humana.

Estava mesmo a precisar de uma mão, e ela veio.

Obrigada eu, minha senhora..... :)

 



publicado por Marta M às 21:56
Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

"Não perguntes porquê,

Pergunta: Para quê?"

 

 

 

Sim, todos os dias obrigo-me a colocar esta pergunta /ordem.

Desde  que saio da cama e saúdo o dia e a luz - repito-a. 

As aprendizagens são mesmo assim, nada valem senão puderem ser testadas.

Confrontadas.

Nada de pena, nada de revolta, apenas o esforço que procura contornar e alterar a situação.

E a aceitação de que haverá, mesmo que não pareça, uma razão.

Acrescento a certeza de que esta fase exigente, no fim, me há de fortalecer e levar mais longe...

E não será esta a primeira, nem a última vez.

 

Todos os dias, mesmo que não apeteça, repito a máxima, e  obrigo-me a integrar tudo isto.

 

 

Nota: As razões, as explicações não importam expôr aqui, são as todos nós em alguma fase da nossa vida, por isso a frase fica só por si, como inspiração para quem precisar. Eu preciso.

 



publicado por Marta M às 19:15
Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011

(Imagem da Internet - Google)

Não se se o notam, mas eu já dei pelo espaço e pela receptividade que começa a existir para o uso de certas palavras...Pelo menos à minha volta, noto-o.

Lembro-me como há apenas alguns anos o uso de certo vocabulário (como fraternidade, fé, carinho, afecto, compaixão...) era recebido com um levantamento de sobrolho e ares de enfado e desconfiança.

Actualmente, fruto provável do tempo difícil e exigente que vivemos, muitas pessoas e empresas começam a mostrar abertura para a consideração do peso dos afectos, quer nas relações pessoais quer nas laborais.

E noto até que, se antes tais alusões podiam soar a uma certa "lamechice" para quem não conseguia separar as águas, hoje a forma como alguns se dispõem a escutar, demonstra um certo amadurecimento social que me faz sentir cada vez mais "em casa" por aí... :)

Esta semana eu que, mal grado o profissionalismo e correcção de procedimentos que me imponho, nunca abdico de  "salpicar" esse mesmo desempenho profissional de tudo aquilo que o torna mais humano e real, tive uma experiência interessante.

Foi assim que, perante o sério desagrado manifestado por alguém ao meu lado, e constatada a persistência no erro de outro, aliada à sua incapacidade de ultrapassar a situação e reconhecer o seu engano públicamente...Perante o impasse incómodo, ousei discretamente e, num impulso, disse:

 - "Porque não deixas passar e ultrapassas isto? Porque..não tens compaixão para com ele?"

Bem amigos, mal usei a palavra, o meu estômago encolheu-se....E agora? Serei tomada por lamechas? Pouco profissional? Pouco racional?

Temerosa e quase arrependida, aguardei breves segundos (que me pareceram horas) e, qual não foi o meu espanto, recebo como resposta um silêncio e um olhar de acolhimento que me pareceu até de alívio, pela minha proposta.

E assim, pelo menos naquele dia, naquele momento, o impasse se desfez, o embaraço foi colocado a um canto e... Avançámos.

O gesto da compaixão proposto não implicou qualquer sentimento de superioridade ou de pena, mas tão simplesmente de compreensão e empatia.

E pelo reconhecimento dentro de cada um de que, todos nós, em alguma altura da vida precisaremos também que outros tenham esse sentimento em relação a nós...

Semear o que queremos colher - parece-me a chave deste sentimento.

Usar a palavra é, parece-me, cada vez mais fácil, não sei é se o gesto e o coração estarão, depois, à mesma altura.

Naquele dia, juntos, conseguimos. 

Nem tudo está perdido :)



publicado por Marta M às 19:13
Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011

Eu pedi forças

E Deus deu-me dificuldades

Para me fazer forte

 

Eu pedi sabedoria

E Deus deu-me problemas

Para resolver

 

Eu pedi prosperidade

E Deus deu-me o cérebro

E músculos para trabalhar.

 

Eu pedi coragem

E Deus deu-me obstáculos

Para superar.

 

Eu pedi amor

E Deus deu-me pessoas

Com problemas para ajudar.

 

Eu pedi favores

E Deus deu-me oportunidades.

 

Eu não recebi

Nada do que pedi

Mas recebi tudo o que precisava.

 

(Prece publicada por Laurinda Alves na saudosa Revista XIS )

 

Foi mesmo assim, quanto mais ajuda pedia, mais carências e desamparo se iam revelando ao meu redor...

E percebi, como refere a oração acima, que o amor que eu pedia, que entendia me estar a ser injustamente negado...

Pois esse "amor" podia encontrar outras formas de se fazer presente na minha vida.

Em plena agenda de reuniões intercalares, quando leio os processos dos alunos, escuto as  directoras de turma relatar alguns percursos, quando conheço alguns encarregados de educação...O meu coração gela.

Depois, quando sabedora destas fragilidades, olho alguns dos meus alunos nos olhos, tudo se clarifica...

E percebo todo o campo imenso e sedento que espera pelo meu cuidado e atenção.

A vida é  surpreendente e tem, mesmo à nossa revelia, planos para nós.



publicado por Marta M às 18:19
Sábado, 30 de Julho de 2011

Pessoas pouco exigentes falam sobre coisas,

pessoas comuns falam sobre pessoas,

pessoas inteligentes falam sobre ideias.

Platão - Atenas (348-347 a.C.)

 

Ouvi esta citação há muitos anos, vinda do meu professor de História do secundário.  E retive-a, apontando-a junto a outras no meu diário..

Nunca mais a esqueci e diversas vezes recorri a ela usando-a nas aulas, especialmente com os meus alunos do Secundário, quando estes já revelam maturidade para a entender. Confesso que não havia retido o autor, mas numa pesquisa mais cuidada, encontrei esta referência que me parece provir de um site razoavelmente sólido.

E faz sentido no discurso filosófico do mestre  Platão.

Ontem, por entre vários acontecimentos agradáveis, ela voltou a fazer tanto, mas tanto sentido que não mais me saía da cabeça a pedir que me debruçasse sobre ela e escrevesse.... :)

Pois, é verdade, existem pessoas que encarnam na essência mais pura, a terceira linha deste pensamento.

Existem pessoas que têm uma forma de inteligência e uma arquitectura mental que sempre nos surpreende numa conversa, que nos deixa a pensar e a nossa resposta não fluí. Não ocorre, não se consegue avançar e ripostar depois de ouvir certas ideias. Elas batem cá dentro e não há forma de negar, temos que sair mesmo da nossa "zona de conforto" e largar o discurso socialmente aceite e formatado, como me disse.

 E o acerto subsiste, ecoa continuamente e interpela-nos, quer pela novidade do discurso quer pela lucidez e tamanho de coração.

E também porque nos emociona pela sensibilidade, porque percebemos que mesmo sem darmos toda a informação, mesmo que contornemos continuamente o que nos magoa, e alinhemos repetidamente o "tudo bem"... Existiu alguém que se deu conta - alguém que se comoveu e viu.

Alguém que olhou com atenção para dentro dos nossos olhos...

Alguém que se importou. E para mim já é muito.

Existem amizades preciosas na nossa vida.

Obrigada pela luz meu amigo.



publicado por Marta M às 19:27
Sexta-feira, 01 de Julho de 2011

Hoje foi dia de matrículas na escola. Sinónimo de papeis, alunos e pais com pouco tempo e muita papelada para preencher.

Eles e nós.

Saí cedo de casa, mais porque o depósito do meu velho carrinho, atestado quase sempre com mínimos, estava com o aspecto que se aprecia na imagem.

Claro que havia fila, mas enfim, também sol e notícias apelativas na rádio. Fui o terceiro carro da minha fila e aguardei a minha vez com boa cara- que remédio.

Na fila ao meu lado duas carrinhas de trabalho aguardavam, parecendo igualmente conformadas.

Pois, conformadas demais para o terceiro carro, um mini-morris que, perante a demora do arranque do primeiro carro, ultrapassa os dois pela direita e, com a agilidade de movimentos que um carrinho desses permite, encaixa o carro, ignora  as insistentes e furiosas buzinadelas e dispõe-se a atestar...

Nesse momento um dos ocupantes dos carros ultrapassados sai do carro e, à distância, protesta - esbracejando.

Resposta da condutora do Mini?

Esta: -"Que querem? Mexam-se, mexam-se! Porque eu tinha espaço e avancei..Já que ninguém parece querer meter!" 

E continuou:"E tenho que trabalhar!!"

Sem se incomodar, a jovem, que tinha uma cadeirinha de bebé vazia no carro, continuou descaradamente a abastecer o carro encima dos seus pouco mais de 50kg e da sua altura pouco impressionante.

Claro que se instalou a confusão e a troca de impropérios crescia.

Eu que estava a menos de 3m dela a abastecer o meu carro em fila paralela, pois devo ter feito uma cara de espanto tal que, do nada, encara-me desafiadora: - "Qual é o problema?!!"

Muitos, demasiados, pensei eu...Mas não lhe respondi.

Apenas abanei a cabeça em sinal de reprovação e nada me ocorreu de substância ou validade, tal foi a minha surpresa...

Às vezes ficamos sem palavras perante a grosseria. A mim acontece-me imenso. Infelizmente.

Não sei como se resolveu a questão, era tarde e o meu pré-pagamento efectuado na bomba abreviou a minha permanência por ali...

Mas no caminho da escola fui dando comigo a pensar que as aulas de Formação Cívica leccionadas nas escolas deveriam ser mais numerosas e insistentes.

E que deveriam ser extensivas a alguns pais. Obrigatoriamente. {#emotions_dlg.sidemouth}



publicado por Marta M às 22:46
Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

 

Hoje quando terminei a pilha de testes que devo entregar a amanhã aos meus alunos, dediquei uns curtos minutos à meditação, e não consegui apaziguar a minha mente, nem aceder à minha habitual paz interior...Mais uma vez.

E  tanta falta me tem feito nos últimos dias em que o cansaço físico se veio acumular com a tristeza de perceber (ter de admitir?) que os anos passam, os contextos se alteram, as pessoas envelhecem, vivenciam experiências dolorosas e transforamdoras e, ainda assim, persistem nos mesmos padrões e erros...

Surpresa? Na verdade não...

Triste? Imensamente.

Imensamente, porque percebo que agora o passo é meu e, quer goste, me revolte, ou não, tenho que o assumir.

E desistir.

Sim, desistir de tentar fazer compreender, de mostrar e repetir razões e argumentos...

De apelar a que, se pelo menos não se entende, que se respeite porque se trata de uma escolha que só a mim cabe.

E à qual tenho absoluto direito a gerir como entendo. Logo eu, que sempre respeitei as opções de todos, concordasse (e não concordei) ou não.

E se ainda a formula que querem impor fosse recomendável ou tivesse dados bons resultados...Pois ainda se entendia.

Agora, tendo comprovado que não trouxe proximidade, intimidade ou bem -estar a ninguém..Pois, torna-se mesmo muito difícil perceber a insistência na prescrição...

E na imposição do modelo.

Mais quando repetido um apelo, se persiste, se responde mal, se diz que não ouviu (ou não quis ouvir...) e por cima se vitimizam...

E "embrulham" todos numa confusão desnecessária...

E que se repete, ciclicamente, o mesmo...

Pois, a culpa já é de quem pede e se expõe à não-colaboração mais que anunciada.

Provavelmente é por fraqueza que o não fazem. Porque não se controlam ou entendem que não merecemos o esforço.

Ou não entendem o que se pede, ou não sabem, nem querem aprender a viver de outra maneira.

Em todos os casos a culpa é minha, que insisto.

E não posso mais fazê-lo sob pena de parecer ingénua ou tola- irrelevante...Até.

Aceito que esta é uma situação que não controlo, que não posso alterar e que criar um conflito não vai trazer nenhum benefício, nem evitar que se repita.

Só posso salvaguardar-me, colocar-me inevitavelmente à defesa, e tentar aceitar esta inevitável desilusão de não chegar à harmonia - que eu sempre acreditei, com esforço mútuo, ser possível.

É um exercício pessoal e interior que nos pede um reforço do nosso amor por alguém, porque é precisamente nesses momentos exigentes que  ele faz mais sentido ou mostra  o tamanho da sua força. 

São as limitações da nossa vida em comum e, também, da nossa condição humana.

De todos.

Nem tudo está na nossa mão.

 



publicado por Marta M às 18:50
Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

Porque há dias em que nada nos sai de substância, mas outros parecem saber expressar a  palavra e os sentimentos do nosso coração melhor que nós, e se por cima o fazem de forma poética, pois...

Calo-me e  cedo hoje a palavra a Pablo Neruda, porque finalmente compreendo (e subscrevo) que é mesmo proibido:

 "Chorar sem aprender"....

A não ser assim, de que serviria então, tudo e o tanto que se passou?

 

É Proibido

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

(...)

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Não ter um momento para quem necessita de ti,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem ti este mundo não seria igual."

Pablo Neruda



publicado por Marta M às 20:09
Vejo o mundo, somo o que me acontece, vejo os outros, as minhas circunstâncias....Escolho caminhos e vou tentando ver o "lugar" dos outros
Afinal quem penso que sou..
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Aviso:
As imagens que ilustram alguns posts resultam de pesquisas no google, se existir algum direito sobre elas, por favor,faça-me saber. Obrigada.
Lugares que Também visito ;)
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