Terça-feira, 08 de Dezembro de 2009

Hoje, dia que já estava triste,  partiu uma amiga...

 

Nestes dias em que se fala tanto do nosso planeta, da nossa casa e de como preservá-lo, vi partir dele uma amiga ainda com tanto para viver, profundamente amada e absolutamente indispensável para a sua família. E fico sem muitas palavras para consolar aqueles filhos, a quem tantas vezes acalmei o choro no meu colo, quando em crianças ficavam ao meu cuidado...

Era tão fácil fazê-los voltar a sorrir nessa altura..

Mas hoje digo-lhes o quê?

Queria  poder voltar a  dar-lhes colo e dizer que já vai passar...

Mas sei que ainda vai doer muito e, pior, o mundo nem sequer vai parar...Ou abrandar pela dor deles.

Nem sequer um bocadinho, para eles poderem ficar em paz , o tempo que precisassem, a despedir da mãe.

Mas devia, porque há dias muito tristes, há dores muito supremas, e precisamos mesmo de um intervalo...

 

 

 



publicado por Marta M às 17:29
Olá Marta. Sente-se de facto uma dor profunda ao perder alguém para sempre e nunca se sabe o que se poderá dizer ou fazer numa situação como essa. Mas penso que os gestos de carinho que demonstramos para com essas pessoas são a coisa mais importante que se poderá fazer. Demonstrar que são amados por nós e que têm o nosso apoio. Um abraço, um beijinho, o segurar na mão ou simplesmente a nossa companhia valem mesmo muito!
Bjns
cuidandodemim a 8 de Dezembro de 2009 às 20:08

Olá.
Pois valem,é o que eles mais precisam neste momento, tu saberas mais do que ninguém, eu sei.
Obrigada e bom Domingo
Marta M a 11 de Dezembro de 2009 às 21:43

"A morte é como um barco que se afasta no horizonte. Há um momento em que desaparece. Mas não é por não o vermos que ele deixa de existir."
Se a vida vos separa, os laços do coração não desaparecem nunca e são esses laços que vos ajudarão a tornar a dor menos sofrida. Um abraço de sentido pesar e encorajamento.
descobrirafelicidade a 8 de Dezembro de 2009 às 20:38

Teresa:
Obrigada.
Estes filhos estão mesmo sofridos...Já não são crianças, mas nestes dias parecem-me tão pequeninos outra vez...
Essa ideia de continuarmos todos ligados apesar de não nos vermos é muito apaziguadora.
Obrigada.
Marta M a 11 de Dezembro de 2009 às 21:46

Olá Marta

Não há palavras que consigam apagar o sofrimento que estás a sentir neste momento. Por mais que digamos que a vida é efémera, que todos temos de partir, quando perdemos alguém que amamos ou por quem temos uma enorme amizade, aí caímos em nós e apercebemo-nos que não estamos assim tão bem preparados, contudo sei que tens a capacidade maravilhosa de ao olhares para o céu, descobrires uma nova estrela e desta forma espero que consigas minimizar a dor da partida.
Estou contigo amiga.


Beijos
Manu.
Existe um Olhar a 8 de Dezembro de 2009 às 22:16

Manu .
Obrigada pela tua presença por aqui e pelas palavras de encorajamento.
Mas o problema não sou eu, são aqueles meus "meninos" crescidos que agora vão ter que encontrar um sentido àquela casa tão mais vazia...E forças.
E como dizes, habituarem-se que a mãe querida é agora um estrelinha e, provavelmente, descansou ao fim de tantos meses de sofrimento...
Enfim.
Abraço e bom fim de semana
Marta M a 11 de Dezembro de 2009 às 21:51

Olá, Marta!
Tenho aversão às despedidas de quem, como eu, tem vivido sobre a face deste belissimo Planete Azul.
Eu, e um grande Amigo meu, apenas mais velho um ano, combinámos que, aquele que fôr ao funeral do outro, não tem ordem para ficar triste, nem para chorar, mas sim recordar, com imensa alegria, partidas e brincadeiras traquinas, do nosso passado, desde que nos conhecemos, ele com 11 anos e eu com 10 anos de idade, quando entrei para o antigo 1º ano dos Liceus. Eu estava imensamente assustado, no meio daqueles matulões todos, até que aquele magrelas apareceu e me perguntou: - Como te chamas?
A parti ficamos amigos do peito, já lá vão 57 anos!
Já nos transportamos, ele a mim e eu a ele, ao hospital, sem sabermos se quem ali deixámos ficar, nas mãos dos médicos, sobreviviria.
Lembro-me tão bem que quando da última vez que o deixei no Hospital de Santa Maria, vitimado por um forte AVC, pedi a um dos médicos: - Dr., por favor, não deixe morrer este malandro, porque ainda faz muita falta aos seus.
Umas tres horas depois, um dos médicos veio ter comigo e disse-me: - Aquele senhor que nos trouxe já está a recuperar, mas vai ficar internado.
Quando o pude visitar disse-lhe a rir-me: - Mais uma vez conseguimos fintar a morte!
Marta, um abraço meu, e sorria!
Marcolino
Marcolino - Poetagens a 9 de Dezembro de 2009 às 01:22

Marcolino:
Bonita e luminosa história em dias tão cinza- escuro...
Conservar assim uma amizade ao longo de uma vida e de tanto que acontece no meio é obra...
E diz muito de quem o consegue ;)
Obrigada
Marta M a 11 de Dezembro de 2009 às 21:53

Olá Marta,
Perder alguém especial é sempre tão dificil e doloroso e não há palavras por mais doces que sejam que consigam atenuar a dor que se sente nesta perda. O tempo levará a uma ténue aceitação, mas no fundo nunca aceitamos perder quem amamos, quem tanto nos faz falta. É uma luta diária aceitar essa ausência e viver com ela.
Daqui te envio um enorme abraço de força e um beijo terno e amigo. Até breve amiga
Sheila a 9 de Dezembro de 2009 às 01:31

Sheila.
Tens razão, é uma luta diária e uma aprendizagem que eles vão agora começar a fazer...E custa tanto vê-los passar por isso.
E levará tempo...
Sim, é verdade,até qualquer dia...
Bom fim de semana e obrigada, mais um vez.
Marta M a 11 de Dezembro de 2009 às 21:54

Marta,
Deixo-te um beijo.
Até as palavras, nestes casos, fazem pouco sentido!
Nucha
Nucha a 10 de Dezembro de 2009 às 10:05

Querida Nucha:
Que sejas bem vinda ;)
Já tinha saudades de ler-te.
Obrigada pelas palavras sentidas e...até qualquer dia, como prometido
Abraço e bom fim de semana
Marta M a 11 de Dezembro de 2009 às 21:56

Martinha foi a primeira vez que te visito e encontro-te numa
situação delicada, fico sem palavras, há dores que preferem
o silêncio. Tudo me parece injusto, nem sei como continuar
com fé depois do que considero injustiças divinas estas separações, cruéis. Mas o tempo não curando vai aliviar a
dor, tenhamos esperança em dias melhores.
Amiga tens de dar colo a essas crianças, os gestos de amor
são muito importantes na infância e na adolescência, altura em
que se sentem sempre mal amados.

Fica bem amiga, obrigada pelas tuas palavras na minha poesia,
deixo meu beijinho com carinho

rosafogo
rosafogo a 11 de Dezembro de 2009 às 16:48

Olá Rosa:
Sejas muito bem vinda a esta minha sala, apesar de chegares, como referes, em dias mais cinzentos...
Melhores dias virão, o pior e mais longo processo éo que estão a passar os meus "meninos"..
É a vida.
Prometo também visitar-te.
Bom fim de semana e obrigada
Marta M a 11 de Dezembro de 2009 às 21:58

Amiga Marta!

Gostaria muito mas nada posso dizer ou fazer que alivie tanto a tua dor como a dor dos filhos dessa senhora.

Deixo-te aqui o meu beijinho e abraço de conforto.
Fica também aqui o meu ombro.
Caminhando... a 11 de Dezembro de 2009 às 21:35

Joana:
O seu nome era Isabel, apeteceu-me dizê-lo agora...Acompanhou muito do meu crescimento e eu, apesar a juventude, cuidei dias sem conta dos seus filhos..
Com eles aprendi a ser "mãe"...
Penso que nunca lhe cheguei a dizer isso e agora penso que deveria ter dito, muitas vezes..
Falei com ela ainda não faz uma semana...Quinta-feira.
Isto é mesmo tudo tão frágil, não é?
Abraço e bom fim de semana
Marta M a 11 de Dezembro de 2009 às 22:02

É de facto tudo muito frágil amiga Marta...

Mais um abraço de conforto para ti.
Caminhando... a 11 de Dezembro de 2009 às 22:15

Amiga:
Tu sempre a carregares o mundo.
A tristeza faz parte da vida,
Beijinhos
E aparece,ok?
Paulo César a 12 de Dezembro de 2009 às 23:08

Paulo:
Já se sabe que não consigo alhear-me...Ninguém devia ter que passar por isso.
A vida é muito dura...Se se puder aliviar um pouco seja o que for, já nos sentimos um pouco mais tranquilos e menos inúteis em horas como esta...
Aparece sempre.
Boa semana
Marta M a 13 de Dezembro de 2009 às 23:01

Vejo o mundo, somo o que me acontece, vejo os outros, as minhas circunstâncias....Escolho caminhos e vou tentando ver o "lugar" dos outros
Afinal quem penso que sou..
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As imagens que ilustram alguns posts resultam de pesquisas no google, se existir algum direito sobre elas, por favor,faça-me saber. Obrigada.
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