Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

 

   Escultura de Jean Pierre Augier (1941)

                                                       (Cortesia da minha amiga Olga B.P)

 

 

   Sabiam que se pudéssemos  reunir a população mundial numa aldeia de 100 pessoas, mantendo as proporções de  todos os  povos existentes no mundo, essa aldeia seria composta do seguinte modo:

 

57 Asiáticos
21 Europeus
14 Americanos (norte e sul)
8   Africanos

 

Na mesma proporção, na aldeia, seriam:


52 mulheres
48 homens
70 pessoas de côr
30 caucasianos
90 heterossexuais
10 homossexuais
6 pessoas seriam donas de 59% de toda a riqueza e todos eles seriam dos Estados Unidos da América
80 pessoas viveriam em más condições
70 não teriam recebido qualquer instrução escolar
50 Sofreriam de má nutrição
1 estaria para morrer
2 nasceriam
1 teria um computador
1 (apenas um) teria instrução escolar superior.


   Observando o mundo sob esta perspectiva, é possível continuar a ignorar a necessidade desesperante de mais solidariedade e educação? 

    O mundo é o não o que fazemos dele?

 

 

Fonte: Site das Nações Unidas - Publicado por XIS - Ideias para pensar (Que saudades!).



publicado por Marta M às 15:54
Saudades mesmo! Solidariedade e educação... Lembrei-me de imediato de um texto da Faiza que tinha transcrito para o meu caderninho e reza assim:
"Se deres ao teu vizinho um pouco do teu fogo não ficas tu mais pobre e a noite, que nos cobre a todos, será então menos escura."
Provérbio africano
"A verdadeira ajuda ao desenvolvimento não se confunde com a esmola que os ricos largam distraídos na mão envergonhada de um pobre. Não se consegue desenvolver os países do Sul oferecendo-lhes o trigo que nos sobra, ou o nosso lixo tecnológico. São inúmeros os episódios em que a, assim chamada "ajuda alimentar" serviu apenas para empobrecer ainda mais os camponeses locais, confrontados com uma concorrência absolutamente desleal, ao mesmo tempo que impôs hábitos alimentares inadequados e onerosos. A principal ajuda não implica grandes custos nem investimentos: chama-se educação."

E... a propósito de educação fiquei a pensar que para a semana já tenho de voltar à escola o que não me está nada a apetecer, para ser sincera. Lá se vai parte do nosso precioso tempo para podermos blogar... Enfim...
Estes dois dias não vou estar conectável, de modo que lhe desejo, desde já um óptimo fim de semana para si.
descobrirafelicidade a 28 de Agosto de 2009 às 21:32

Olá Teresa:
Sim, lembro-me bem das crónicas intemporais da Faíza ...E de como dizia verdades em forma de crónicas. A educação e sabe-o bem como professora (eu também ;) ) é a única forma sustentada de mudar o mundo. Todas as outras são temporárias e a prazo.
Só a instrução treina uma cabeça para pensar, para encontrar alternativas ou fazer melhores escolhas...E só a instrução/educação mostra essas alternativas.
Quanto às aulas, também as retomo na 2ªf..Que remédio.
Saiu hoje a minha colocação.
80km por dia! Haja saúde.
Bom fim de semana e apareça depois.
Abraço
Marta
Marta M a 28 de Agosto de 2009 às 23:36

Reparei agora que és 3 dia mais velha que eu...
Bom... seja como for, dá-te uma certa autoridade, faz-te mais velha, pois então...

E falo da idade... porque já vimos muita coisa... mas ao ler o teu post, parece que não vimos nada, porque o nosso recanto é comodo, relativamente desenvolvido, temos condições de vida que não se comparam ... a uma percentagem imensa de gente que nem sabe ler o que aqui estou a escrever.

Como não ficar a pensar nisso?
Aquilo a que por vezes chamamos desconforto... bem que poderia ser o paraíso para muitos outros... os tais que esperam sentados por uma malga de sopa ou uma dose de água...

Não há dúvida... a nossa aldeia global é árida, desequilibrada e... injusta, tremendamente injusta.

Fica bem.
Rolando
entremares a 29 de Agosto de 2009 às 12:34

Olá, seja bem vindo!
Sou mesmo mais velha 3 dias, engraçado...Normalmente tenho bons amigos nascidos em Maio.
A aldeia global em proporção, faz-nos pensar e relativizar tanto queixume, eu sei . Também o senti da primeira vez que o li. Percebi também como somos privilegiados e que, ao termos tanto por adquirido, nem nos damos conta que partimos de um patamar que seria um luxo para um grande número de pessoas que apenas nasceram do lado errado (?)..
Sinto-me responsável pelo que recebo e considero que maiores privilégios implicam maiores responsabilidades. Procuro ser coerente com essa premissasempre que possível.
As mudanças têm que partir de quem capacidades de as fazer e condições, claro.
Como professora procuro passar esse testemunho e sensibilizar os jovens para ele.
A solidariedade também se ensina, acredito eu...
Optimista de serviço
;)
Marta M a 30 de Agosto de 2009 às 00:01

o mundo é pequeno e mal distrubuído
Eduardo a 29 de Agosto de 2009 às 18:25

Muito pequeno, Eduardo.
Tanto que "eles" podíamos ser nós...
Abraço e bom Domingo
Marta M a 30 de Agosto de 2009 às 00:04

Marta,
Digo muitas vezes que o mundo é pequeno e redondo...vou ter de acrescentar que é pouco proporcionado e muito injusto!
Bom regresso às aulas para 2ª (ainda tenho esta semana de férias com os miúdos!!!!)!
Abraço.
Nucha
Nucha a 29 de Agosto de 2009 às 23:03

Olá Nucha :
Parece que já te conheço!
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Olá Nucha : <BR>Parece que já te conheço! <img src="http://blogs.sapo.pt/images/mood/EMOTICON_BLUEFLOWER.png"> <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Pequeníssimo</A> , como disse ao Eduardo e, com esforço, passível de melhorias, como referi ao Rolando. <BR>As minhas férias terminam na 3ªF,nesse dia vou apresentar-me na nova escola, que ainda não conheço, mas que hei de gostar - certamente! <BR>Eu gosto mesmo é de leccionar e portanto tudo correrá bem ;) <BR>Bom fim de férias para ti e para os teus! <BR>
Marta M a 30 de Agosto de 2009 às 00:11

Nucha:
Não sei o que aconteceu....
Como diz o meu filho, eu faço coisas aos computador que são inexplicáveis!
:)
Marta M a 30 de Agosto de 2009 às 00:14

Olá Marta,
Dizem, os historiadores, que há dois mil e nove anos, andou por este Mundo alguém a clamar pela Paz, Partilha e Amor Fraternal Universal. Sabe o que lhe aconteceu? Cuxificaram-no...!
Obrigado pela sua visitinha e pelos comentários que deixou!
Marcolino
Marcolino Duarte Osorio a 30 de Agosto de 2009 às 02:35

Acrescentando ao que escrevi:

1 - Nasci num continente onde, ainda hoje, para que o deseja visitar, as desigualdades sociais são gritantes, sob todos os aspectos, o Continente Africano!
2 - Em 1965, já como ex-militar, fui como voluntário ao Biafra, integrado numa Equipa de Trabalho ligada à exploração do petróleo. off-shore e on-shore. Enquanto estive a prestar serviço militar obrigatório em Angola, pensava que tinha visto o Holocausto em pessoa... Enganei-me. Caí em mim quando vi a indiscritivel desumanidade com que no Biafra, eram tratadas a populações locais, principalmente Mulheres e Crianças!
3 - De 59 a 62 estive integrado nas equipas de apoios sociais da JOC (Juventude Operária Católica) e da JUC (Juventude Universitária Católica), na Póvoa do Varzim. Foi revoltante. Foi desgastante. Foi um duro amadurecimento.
4 - Nos finais dos anos 80 fiz parte de duas equipas de apoio aos Sem Abrigo.
5 - Por convite, fui integrado, mais tarde numa das Equipas de Visitadores Voluntários de uma das Prisões de Lisboa. Dois anos depois fui convidado para ser Visitador Voluntário, numa Equipa de Velhos, que tem actuado no IPO de Lisboa. Muitos de nós esteve, ou ainda está sob tratamento médico, mas não desistimos de escutar, quem de nós se vale para desabafar os seus mêdos por estarem doentes com Cancer. Sem nunca, alguma vez nos queixarmos, escutamo-los nos seus desabafos...

Encontrei ma amiga, mais novita que eu, cerca de 17 anos, no IPO. Ficou aterrada, envergonhadissima, quando viu que quem estava à sua frente ea um seu amigo de juventude. Estava carequinha... Fez menção de colocar apressadamente a peruca. Ela foi sempre uma Mulher muito bonita, por dentro e por fora. Pedi-lhe com ar maroto: Não faças isso, ficas tão sexi assim com este teu novo look...

A maturidade que se ganha ajuda-me a descomplexar pessoas que, actualmente, necessitam de certos apoios logisticos, alimentação, medicamentos e roupas, para serem elas próprias a seguir para a frente pedindo às entidades oficiais, e eclesiásticas dos seus bairros dirigirem-se, agindo comunitáriamente, aos vários Bancos Alimentares existentes de Norte a Sul de Portugal.

Nasci pobre. Cresci remediando-me com aquilo que nos íam dando. Minha falecida Mãe dizia-nos sempre: Probrezinhos mas além de educados, engomadinhos... Tive a ventura de ter tido muito bom vencimento, alguns bens materiais e hoje, regressei às minhas orgens de pessoa que tem que saber viver com a aquilo que tem, e nunca com aquil que já teve.

Se sou feliz? Respondo-lhe: Muito!

Abraço
Marcolino

Marcolino:
Quanto mais vou sabendo, em pequenos capítulos da sua vida, mais me parece uma pessoa de bem e coerente - coisa rara nos tempos que correm. O seu comentário é abrangente e muitointeressante.Principalmente a forma como descreve, sem nenhuma pretensão, as vezes que se conseguiu colocar ao serviço dos outros em vários momentos da vida...Parece-me também que fez o papel de cuidador mesmo quando necessitava ser cuidado.
Isso é muito difícil e se chama dignidade - as acredito que o saiba!
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Marcolino: <BR>Quanto mais vou sabendo, em pequenos capítulos da sua vida, mais me parece uma pessoa de bem e coerente - coisa rara nos tempos que correm. O seu comentário é abrangente e muitointeressante.Principalmente a forma como descreve, sem nenhuma pretensão, as vezes que se conseguiu colocar ao serviço dos outros em vários momentos da vida...Parece-me também que fez o papel de cuidador mesmo quando necessitava ser cuidado. <BR>Isso é muito difícil e se chama dignidade - as acredito que o saiba! <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Agradeçomuito</A> a honra que me dá de partilhar experiências e bons exemplos neste meu canto. Foi por acreditar que existem muitas pessoas assim que resolvi dar este passo, criando um espaço onde pessoas assim se sintam acolhidas. <BR>Bem-haja <BR>Marta M
Marta M a 31 de Agosto de 2009 às 02:00

Estes números dão que pensar.
Por coincidência hoje li numa revista um documento parecido, mas referente a Portugal. Confesso que fiquei assustada.
Tanta desigualdade, tanta injustiça!
Sinto-me impotente para modificar este estado de coisas, mas tento, acredita que tento, mas por vezes surge o desânimo.
Boa semana para ti Marta.
Beijinhos
Manu
Existe um Olhar a 30 de Agosto de 2009 às 21:56

Manu :
Quem não desanima? Conheces alguém que seja imune ao desalento e que não pense em desistir todos os dias?
Mas se assim fosse quem manteria limpa a estrada para as novas gerações passarem?
Quem manteria o mundo "habitável" para as novas gerações?
Quem passaria os valores à frente?
São essas as perguntas que me fazem retomar o caminho..
mesmo quando não apetece mais.
Abraço
Marta M
Marta M a 31 de Agosto de 2009 às 02:04

Vejo o mundo, somo o que me acontece, vejo os outros, as minhas circunstâncias....Escolho caminhos e vou tentando ver o "lugar" dos outros
Afinal quem penso que sou..
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Aviso:
As imagens que ilustram alguns posts resultam de pesquisas no google, se existir algum direito sobre elas, por favor,faça-me saber. Obrigada.
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