Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

Passagem de testemunho.

 

Hoje, 26 de Agosto, a minha avó Ascensão faria 99 anos...Ela que queria tanto chegar aos 100.

Foi quase...

Tal como o meu avô Alfredo, já é um estrelinha há um pouco mais de um ano.

Ele é o meu avô materno e ela a minha avó paterna. Nasceram no mesmo ano, no mesmo país e no mesmo mês..Morreram ambos no dia de Natal, com cerca de 30 anos de diferença.

Tenho muitas saudades dos dois, mas a minha avó, com que tanto me pareço e com que vivi mais, é uma ferida que ainda me dói sem encontrar aquela paz e aquela sensação de aceitação e celebração da sua vida connosco. Sei que chegarei lá, mas ainda falta caminho.

Da última vez que falámos neste dia, já com a a memória a atraiçoá-la (haverá injustiça maior?) não cabia em si de contente por celebrar mais um aniversário, mas, a meio da conversa lá se esquecia e perguntava pela justificação de tanto alarido com bolo incluído, e quando lhe lembrava do seu aniversário e da idade atingida (97), vinha a surpresa:

- "Tantos"?

Sim eu sei, foram muitos e bons, o testemunho passou, mas ainda assim souberam a pouco...

Parabéns Vóvó ;)

 

 



publicado por Marta M às 15:37


Parabéns à sua Avó que está tão presente no seu coração e no de muitos outros com certeza. Um abraço
descobrirafelicidade a 26 de Agosto de 2009 às 17:49

Pois está ;)
A sua partida ainda apronfundou mais a sua permanência no meu coração.
obrigada
Marta M a 26 de Agosto de 2009 às 23:51

Olá. Eu, que no meu trabalho todos os dias vejo pessoas a quem não resta qualquer memória, te digo que sim, é uma grande injustiça... é das coisas que mais me perturba ver na minha profissão. Vidas que se apagam completamente, é uma grande dor, mas não falemos de coisas tristes. Alegra-te sim por ela ter vivido longos 97 anos, muito mais do que muita gente vive. E creio que terão sido, como dizes, anos cheios de alegrias e preenchidos com muito amor de toda a família, o que é tão, tão importante!
Bjns
cuidandodemim a 26 de Agosto de 2009 às 21:43

Também já assisti a essa triste realidade. Injustiça e incompreensão , revolta até, são sentimentos que me ocorrem...Um amigo próximo tem assim a mãe há mais de 10 anos.
É uma dor viva...
Quanto ao "Teu" trabalho a tudo aquilo que assistes e, certamente, amparas e apoias, penso que é uma forma profundamente humana de exercer uma profissão. Não é apenas um trabalho, é um serviço à comunidade e aos outros, principalmente quando feito deforma honesta e empenhada.
Por tudo o que jáli do que testemunhas, tenho a certeza que é o teu caso.
Marta M a 26 de Agosto de 2009 às 23:57

Olá!
E tão bom que é poder ter o carinho de um avô! É sem duvida diferente do amor de um Pai pois, não existe a responsabilidade em educar mas sim, vontade e desponibilidade de mimar, mimar!

Tive o meu avô comigo apenas 18 anos, pois este viajou com "apenas" 77 anos. Tenho imensas saudades dele... E sem duvida que foi muito mais do que um avô: foi pai, companheiro e amigo! Tanta vontade que tenho de subir por vezes a escadinha em direcção ao ceu para lhe poder dar um valente e forte abraço mas, resta~m-me as memorias, e que me enchem e confortam o coração!

Muito Parabens à tua Avó! E, o pior da velhice é mesmo a perda da lucidez...

Mas é bom sabermos que temos um estrelinha sempre a brilhar de forma especial lá em cima, no céu.

Beijinhos
Caminhando... a 26 de Agosto de 2009 às 22:01

Sabes do que lhe sinto falta? Da sua saudação ao atender o telefone..E de lhe poder telefonar hoje.
Parecia que sempre o ia poder fazer..É tão estranho.
Receber mimos é tão bom,não é?
Felizardos os avós que o podem fazer sem os custos de educar ;)
Sorte tua que o tiveste e tens ;)
Obrigada
Marta M a 27 de Agosto de 2009 às 00:00

Olá Marta
Vou confessar-te uma coisa:
Também eu já perdi os meus avós, gostava especialmente da minha avó materna, perdi os meus pais e um irmão, não estou a contar isto para terem pena de mim, mas sim para te dizer como consegui ultrapassar e aceitar estas perdas.
Frequentei durante um ano um centro budista e foi aí que aprendi que o nosso corpo é apenas um invólucro de uma coisa bem mais importante...o nosso espírito.
Interiorizei que nada é permanente neste mundo e a não cultivar apegos.
Fizeram-me entender que o espírito dos que amamos ficarão mais felizes se sentirem que nós estamos bem.
Aprendi a falar com eles sempre que me apetece e a agradecer-lhes o previlégio de terem partilhado as suas vidas comigo e muitas vezes lhes digo: amo-vos.
Espero que um dia eu chegue ao teu blog e leia um diálogo ternurento com a tua avó.
Sei que esta postura, esta maneira de pensar não se consegue de um momento para o outro, mas se as minhas palavras ajudarem, fico muito feliz.
Beijos
Manu
Existe um Olhar a 26 de Agosto de 2009 às 22:27

Olá Manu :
Pois não, não se consegue quando se quer, nem mesmo quando se precisa, como dizes é um percurso..
Percebo-te e subscrevo quando dizes que. "Interiorizei que nada é permanente neste mundo e a não cultivar apegos."
Confesso que não sei se já o interiorizei e assumi pessoalmente, mas que se trata de uma absoluta verdade que há que aceitar e harmonizar dentro de nós, lá isso...
Obrigada pelas tuas palavras, fizeram-me reflectir ;)
Marta M a 27 de Agosto de 2009 às 00:06

Marta,
As lágrimas escorrem-me e o coração ficou pequeno de dor.
Acho sempre que fui eu e só eu que tive uns avós inesqueciveis...que bom que tantos tenham tido avós assim!
Um avô é pai duas vezes...
Tenho duas estrelas a brilhar para mim.
Obrigada Marta por verbalizares o que eu também sinto.
Abraço iluminado!
Nucha
Nucha a 27 de Agosto de 2009 às 00:30

Nucha :
Dois agradecimentos:
O primeiro pela partilha aqui de que o texto obre a minha avó conseguiu enternecer o seu coração e confirmar que muitos de nós, felizmente , temos avós especiais na nossa vida. Concordo, principalmente porque gosto muito de saber da existência de bons exemplos. É muito reconfortante saber que, de facto, existem famílias onde a prática é o carinho e o apoio..
Adoro bons exemplos. Provam que é possível aspirar por um mundo melhor.
Mantêm a esperança,percebe ?
Quanto aos textos que me enviou nocaminhodafelicicade.pt , já os li e reponderei por lá e nos seu blog. Obrigada por enriquecer os meus desabafos. Acho fantástica a forma como as conversas se cruzam e vão tomando sentidos que, à partida, nem supunhamos...
As respostas surgem de todos os lados ;)
Marta M a 27 de Agosto de 2009 às 11:16

Marta,
Este cruzar de informação e de sentimentos dá cada vez mais credibilidade à minha teoria: se andar-mos por bons caminhos é como na vida real... encontramos boas pessoas.
Quanto à família, considero-a um bem precioso que estimo e estimulo.
Abraço.
Nucha
Nucha a 27 de Agosto de 2009 às 22:44

Marta,
Já falámos sobre podermos recordar os nossos ancestrais. Felizes daqueles que os sabem recordar sem amorgos de boca nem remorços à mistura, por os ter abandonado a sabor do "aguaenta-te para aí..."
Abraço
Marcolino
Marcolino a 30 de Agosto de 2009 às 02:45

Sem um único amargo. Algumas palavras respostas que mudaria hoje?sim.
Mas nunca existiu indiferença pela condição de ninguém em mim...
È algo que não está na minha natureza.
Melhor assim, vivo em paz (consciente) com a minha vida.
Bom Domingo
Marta M
Marta M a 30 de Agosto de 2009 às 17:37

Vejo o mundo, somo o que me acontece, vejo os outros, as minhas circunstâncias....Escolho caminhos e vou tentando ver o "lugar" dos outros
Afinal quem penso que sou..
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As imagens que ilustram alguns posts resultam de pesquisas no google, se existir algum direito sobre elas, por favor,faça-me saber. Obrigada.
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