Quinta-feira, 14 de Julho de 2011

Todos os anos (todos os dias?) a esmagadora maioria dos professores vive com esta apreensão, com esta preocupação - com esta dor de cabeça.

Pensamos estratégias, actividades, mil e uma formas de motivação e de apresentação dos conteúdos aos nossos alunos por forma a tornar o conhecimento mais apelativo e as aprendizagens mais consistentes.

Convocamos e envolvemos os pais e encarregados de educação...

Falamos da cultura e da importância do estudo e da educação para o futuro próprio e da pátria...E alcançamos alguns resultados a pulso e esforço de muitos alunos e  auxílio de grande parte da comunidade escolar.

E depois somos confrontados com estes resultados nos exames nacionais.

E ficamos tristes.

Eu fico.

E questiono-me novamente:

 Fiz tudo o que estava ao meu alcance para combater este flagelo chamado insucesso escolar?

Entretanto o país perde e demora mais a sair do impasse.



publicado por Marta M às 23:34
Marta, os profissionais fazem o possivel e o impossivel
Mas a aprendizagem e ensino,tb teem de partir dos pais e o incentivo aos estudos do mesmo para os filhos,mas estes tb teem de estar motivados,nao so pelso profissionais e familia,mas tb os mesmos teem de se sentir assim,se nao sentirem assim Marta e mto dificil ir mais longe e os que teem sucesso,tiram licenciaturas,mestrados e ficam se pelo desemprego e emprego precario ja viste? E pau de dois bicos,mas infelizmente precisamos que os jovens de hoje,sejam nosso futuro,mas....c o país esta: pensam assim: "estudar para que,se vamos para desemprego e nao ha saidas profissionais?"...naod evia mas o desanimo esta la

Alem de comentar teu poste,que gosto sempre de ler....vim agradecer te Marta...obrigada por tudo e por seres leal ao meu espacinho e eiga...obrigada mesmo de coraçao

Beijinhos e bom fds..................ainda n postei....
luadoceu a 15 de Julho de 2011 às 12:24

Olá Lua:
Eu sei amiga, eu sei que este é um projecto de todos..
Mas eu sei qual é a parte que me toca e,nesse domínio, exigente como sou, sempre gostaria de fazer mais.
Obrigada pela tua visita sempre tão simpática :)
Abraço
Marta M
Marta M a 22 de Julho de 2011 às 18:41

Tenho a certeza que fez a sua parte, se todos fizessem a parte que lhe compete, família ,professores, estado e comunidades, decerto tudo seria diferente.
Beijinhos grandes
Bom fim de semana
Rosinda
Rosinda a 15 de Julho de 2011 às 21:07

Rosinda:
Eu sei amiga. Por isso faço estes alertas, por isso gosto de avaliar o meu trabalho com honestidade nesta altura de balanços finais.
Faz parte de mim, e acho sempre que, voltando atrás, algumas alterações, faziam diferença.
E aproveito cada um destes balanços para aprender e investir no próximo ano.
Não sei ser de outra forma :)
Abraço grato e bom fim de semana
Marta M
Marta M a 22 de Julho de 2011 às 18:44

Há bons e maus profissionais.
Bons e maus alunos.
Uns que aprendem melhor... outros que têm dificuldades.
Estou a dizer alguma coisa de novo? Claro que não!

Mas...

Às vezes questiono-me seremos mais burros que as estatísticas que nos chegam de outros países?

Ou somos mais exigentes nos exames que eles?!

Não sei!

Uma coisa é certa. Quem vai para Erasmus. Quem sai das nossas universidades e vai para outro país mesmo com a dificuldade da língua, acaba quase sempre por fazer cadeiras que cá não conseguia e com notas e médias melhores.

Será que sair do país os deixa inteligentes?
Pois!...
- São dúvidas minhas Marta?!

E tal como à Marta não me agradam os resultados dos exames. Assim como não gostei das más notícias descarregadas "de fora".

E já que estou numa de reclamar: Também não gostei de ouvir Obama falar da crise do seu país dizendo: Não somos a Grécia ou Portugal...

Pois não é!

- Tenho pena que não tivesse mordido a língua.

Mas isto, sou eu, que estou com mau feitio. Talvez seja cansaço de sexta à noite.


Um abraço e sossega se a tua consciência dita que fizeste e deste o teu melhor e até mais que o pedido pelos teus "meninos".
DyDa/Flordeliz a 16 de Julho de 2011 às 00:43

Sim Flor: São mesmo os meus meninos :)
Se fiz o melhor? Tentei. Mas nunca parece ser o suficiente pelo que vemos...
Em relação à exigência, pois não me parece que sejamos muito exigentes, penso até que se aplicasse os testes que dava aos meus alunos de há 5 anos atrás, acredito que teria mais de 75% de negativas numa das minhas actuais turmas.
Que pensar? Não sei bem.
Provavelmente antes, há alguns anos, nem todos chegavam à escola. A escola estava reservada para apenas alguns (?) ou os que tinham mais apoios e estímulos financeiros, também ) e a exigência tinha uma fasquia mais alta.
Hoje, filhos do tempo e das suas solicitações, todos felizmente chegam à escola e os desempenhos e o potencial não é o mesmo para todos.
Foi assim que fomos baixando a fasquia. A grande questão é que sem exigência, perde sempre o menos apoiado em casa, porque se não for a escola a ajudar à mobilidade social, sociedade excluí-nos sem dó nem piedade.
Os outros, os financeiramente mais protegidos, esses tem tudo sempre garantido, de uma forma ou de outra.
Exigir o mesmo a todos parece que não está a resultar, mas por outro lado, a quem exigir menos?
Não terão todos o direito de atingir o seu potencial ?
Questões minha amiga.. Questões que me fazem pensar..
Obrigada por te juntares A este meu diálogo :)
Abraço
Marta M
Marta M a 22 de Julho de 2011 às 19:01

Olá Marta!

Já sou velhote, o ensino escolar, liceal e universitário que frequentei, era bem diferente daquilo que nos apresentam hoje. As solicitações exteriores, também eram em menor número, o que nos dava tempo de sobra para estudar com interesse e afinco, para nos cultivarmos, lendo, para praticarmos desporto, para estarmos em família, sem a presença diária, da global e condicionante televisão. Todos os canais debitam o mesmo...!
Mas as dificuldades de aprendizagem eram as mesmas, isto é, as duas disciplinas mais duras de roer, que nos levavam às cordas, eram a língua Portuguesa, e a Matemática.
Não sei se ainda se recorda de que no antigo 5º ano dos liceus existiam duas vertentes, a de Letras, e a de Ciências. Normalmente na secção de Letras chumba-se por causa da língua Portuguesa, e na secção de Ciências, chumbava-se por causa da Matemática, duas maleitas que já vêm de longe, ao que me conste, anterior ao «tempo» dos meus avós.
Os nossos manuais escolares não eram assim tão difíceis de interpretar como hoje são a maioria destes atuais manuais. O grau de dificuldade das provas escritas dos exames anuais, pode-se dizer que era único, sem as complicadas charadas usadas atualmente que dá para convencer o mais atento que é por ali que se faz a seleção de valores, e não pelo maior, ou menor, grau de conhecimentos adquiridos pelo estudo metódico.
Também existiam outras formas de serem cativados alunos para a aprendizagem Comercial, com as Escolas Comerciais, e para a aprendizagem Industrial, com as escolas Industriais. O ensino Liceal seria uma forma de se criarem acessos aos vários cursos Universitários.
Feita a Escola Primária, escolhíamos, muita das vezes induzidos pelo querer dos nossos pais, se pretendíamos ingressar na Escola Comercial, na Escola Industrial, ou no Ensino Liceal.
De há uns anos para cá pretende-se que sejam todos «farinha do mesmo saco», fomentando-se assim a falta de técnicos comerciais, técnicos industriais, empurrando-se, todos os alunos, para um desfasamento de aptidões inatas, obrigando-os a igualarem-se, intelectualmente, contra natura!
A confusão gerada por esta situação faz com existam professores altamente desmotivados porque não têm uma «varinha de condão» para, com um toque mágico, nas cabecitas desfasadas, e desmotivadas, ficarem coladas todas as matérias escolares...
Marta, faça o somatório, ou uma pequena lista, de tudo aquilo que os nossos jovens têm, atualmente, à sua disposição, os desvia da sua função principal, do seu «trabalho», que é o estudo diário e sistemático para que possam tirar aproveitamento escolar, e verá que não tem que se culpabilizar pela falta de aproveitamento de alguns dos seus alunos!
Aqueles jovens, deste bairro onde vivo, que têm bom aproveitamento escolar, nunca se deixaram enredar pelas solicitações exteriores, isto é, televisão, Internete compulsiva, com as redes sociais, e jogos on-line. Nunca deixaram de ser jovens, apenas foram capazes de encontrar algo que os motiva, e os afasta da indisciplina, das outras solicitações extras.
Sei que me fiz entender...
Abraço de bom fim de semana
Marcolino
Marcolino a 16 de Julho de 2011 às 02:30

Marcolino, meu sábio amigo:
Não consigo acrescentar mais anda ao que escreveu, tamanho é o acerto.
Até parece um professor com uma voz autorizada e lúcida como tem destes assuntos :)
Só acrescento: Obrigada.
;)
Abraço grande e bom fim de semana
Marta M
Marta M a 22 de Julho de 2011 às 22:24

Olá Marta

Nenhum professor consciente, trabalhador e empenhado, como é o teu caso, ficaria indiferente a estes resultados.
Depois de uma ano de muito esforço e trabalho o panorama é desolador para todos e o pior é que não se vê solução à vista, portanto, amiga, questiona-te sim, mas não te desgastes. Sei que deste e dás o teu melhor e se mais não houver que fique essa paz de consciência.
Podia fazer aqui uma análise extensa, mas já muito batida das causas e tu até sabes melhor que eu quais são, o teu amigo Marcolino disse tudo o que eu gostaria de dizer, portanto fica o meu sincero desejo que apazigues o teu espírito e que confies, que a esperança de dias melhores te dêem a força para continuar , nesta cruzada difícil, mas que um dia talvez longínquo tu possas dizer e sentir: Valeu a pena!
Bom fim de semana
Beijos
Manu
Existe um Olhar a 16 de Julho de 2011 às 10:39

Querida Manu :
Exactamente amiga. o meu amigo Marcolino disse tudo e tão bem que nem vale a pena acrescentar.
Tornar igual o que é desigual é tarefa impossível, eu sei.
Mas ainda assim, estou cansada destes resultados e de que tanto esforço apenas se reflicta assim, timidamente...
Claro eu sei, faço o meu melhor, mas lavar as mãos totalmente, apesar do dever cumprido, é algo que não consigo fazer...
Abraço e grata pela solidariedade.
Marta M
Nota.: Já tratei da questão relacionada com o NIB. Tudo bem?
Marta M a 22 de Julho de 2011 às 22:29

Querida amiga

Infelizmente não
depende apenas de nós,
o sucesso escolar do aluno.
Depende também do aluno,
e principalmente dos pais,
na maioria das vezes
totalmente alheios
ao processo educacional
de seus filhos.

Que os sonhos te envolvam
a vida, sempre...
aluisio cavalcante jr a 19 de Julho de 2011 às 12:49

Aluísio:
Sim os sonhos da vida envolvem, sempre.
Por isso acredito nesta profissão -sempre.
Boas férias
Abraço
Marta M
Marta M a 22 de Julho de 2011 às 22:35

Olá Marta,

É notório o amor que tens à tua profissão e o esforço e dedicação que todos os dias lhe dedicas. É triste, muito triste o insucesso escolar que se verifica todos os anos, mas tu vais tentando Marta e vais fazendo a tua parte. Entendo a tua sensação de tristeza, mas acredito que fazes tudo o que podes pelos teus alunos a nível académico e pessoal.

Beijinhos para ti
Caminhando... a 19 de Julho de 2011 às 22:25

Joana:
Obrigada :)
Sim eu faço, mas todos sempre podemos acrescentar algo, uma posterior explicação, mais uma palavra de apoio...
Todos os anos vou sentindo isto e apurando o conteúdo funcional desta profissão que adoro :)
Abraço grande e bom fim de semana
Marta M
Marta M a 22 de Julho de 2011 às 22:37

Olá minha amiga peço desulpa da ausência como já lhe expliquei ando numa fase de dores de cabeça e sem muita vontade de nada, mas não podia adiar mais vir aqui deixar um beijinho e desejar um lindo fsemana. Agradecer todo o carinho e pela Marta ser a pessoa linda que é. Tenho a certeza que faz pelos seus alunos aquilo que gostaria fizessem pelos seus filhos. Deixará em cada um à sua maneira a sua "marca". Sorrte a deles afinal e se não chegam lá serão tontos. Tem um amor lindo à sua profissão e é uma pessoa integra e boa. Estou muito feliz por poder ter uma amiga bonita por fora e por dentro como a Marta é. Muito obrigada por tudo. Bfsemana
Fátima Soares a 22 de Julho de 2011 às 12:15

Fátima
Agradeço, mais uma vez, tanta simpatia e boas palavras.
Nem sei se mereço, mas lá que faço por isso todos os dias , faço.
Mas sabe, não me parece algo assim tão extraordinário..Parece-me natural, pois para mim só assim faz sentido.
Sei que parece tendenciosa, mas esta profissão lida com jovens em crescimento e a responsabilidade é, para mim, esmagadora.
Entende?
Espero que essas suas dores de cabeça passem, mas é claro, aconselho a estar atenta à sua saúde. Porque Fátima, com saúde, tudo se resolve :)
Umas vezes a nosso contentamento, a maioria das vezes, não.
Há que ir vivendo o que os dias nos trazem, não é?
Abraço de Bom de Semana
Marta M
Marta M a 22 de Julho de 2011 às 22:46

Vejo o mundo, somo o que me acontece, vejo os outros, as minhas circunstâncias....Escolho caminhos e vou tentando ver o "lugar" dos outros
Afinal quem penso que sou..
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As imagens que ilustram alguns posts resultam de pesquisas no google, se existir algum direito sobre elas, por favor,faça-me saber. Obrigada.
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