Sábado, 21 de Maio de 2011

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Temos uma amiga muito querida cá de casa que está de visita à Alemanha.

Sim, à Alemanha, aquele país que tantas dores de cabeça e desarmonias sérias tem provocado à Europa e que a História demonstra à exaustão...

Curiosa eu, muito tenho perguntado sobre paisagens, hábitos e gastronomia. E sobre supermercados.

Sim, os supermercados são excelentes laboratórios sociológicos para se ler a realidade de um país.

Basta estar atentos às pessoas e aos seus hábitos de consumo numa caixa registadora e muito se percebe sobre as finanças, educação e cultura de uma população.

Pois esta jovem tem nos contado algumas particularidades dos Alemães. Que são altos, loiros, de olhos azuis, e particularmente pretensiosos -pois já se sabe.

Mas que, comprovadamente, são também um bom exemplo no que conserne à educação, organização e produtividade. 

Tudo boas práticas que fazem falta cá ao burgo. 

Conta-nos esta amiga que em qualquer corredor de supermercado, existe uma variedade enorme de produtos à disposição, sejam copos, massas, carnes, enlatados, roupas, carnes, bebidas..Mas que, quase 90% dessa oferta, provém da indústria alemã.

Aqui temos o inverso, pouquíssimo apoio às indústrias portuguesas, para além do provincianismo de que, inúmeras vezes, sublinha que "o que é importado é superior".

Não sou adepta deste Mercantilismo puro e definitivo como solução para qualquer país, até porque é evidente que, economicamente, este tipos de isolamento não é suportável a longo prazo mas que, como solução temporária e de recurso, é importante praticar ciclicamente.

Por isso, fórmula vencedora, recomenda-se.

Consumamos produtos portugueses sempre que existir essa possibilidade, façamos um pequeno esforço para estar mais atentos a essa possibilidade da próxima vez que formos às compras.

Preservemos os empregos dos portugueses e incentivemos a indústria nacional nesta fase tão difícil que atravessa o nosso país.

Portugal conta, também, connosco.

 

Nota: Este post resultou de uma apelo recebido da minha amiga Rute :)



publicado por Marta M às 18:49
Nem sempre o podemos fazer, porque os preços contam no orçamento e muitas marcas estrangeiras são francamente mais acessíveis.
No entanto em preços iguais eu gosto mesmo do que o meu país produz e temos produtos de excelente qualidade.

Temos gente boa. Um clima excelente. Se nos unirmos vamos conseguir.

Mas é preciso alertar. É preciso ensinar. É preciso incutir o gosto pelo que é verdadeiramente NOSSO.

Façamos como eles. Orgulho na bandeira.

Já reparaste que vêm passar férias e as crianças trazem camisolas com as cores do país? Até tomam banho nas piscinas com elas. Então os alemães ?!...

E nós?

Nós, nem um boné colocamos. Será timidez?

Pois!...


BFDS
DyDa/Flordeliz a 21 de Maio de 2011 às 20:17

Olá Flor:
Sim, unidos, é a única forma de o fazer.
Os produtos portugueses, os portugueses são absolutamente capazes de levantar este país , bastam pequenos gestos de cada um .
Foi esse o meu alerta e percebo que muitos entenderam a proposta :)
Abraço e bom fim de semana
Marta M
Marta M a 28 de Maio de 2011 às 11:55

Olá Marta!
Tenho duas fontes onde me abasteço normalmente. Ambas me proporcionam cartões e talões de desonto. Seus produtos são do meu agrado e os preços de acordo com a minha bolsa. Numa delas chego ao final do ano com uma média de 80/90 euros acumulados em descontos para serem utilizados quando desejar e no que mais necessitar. Se os produtos são de origem portuguesa, isso não sei, porque não busco por portuguesismo, mas sim bom preço com alguma qualidade, que não me faça mal ao organismo.
Qualquer dia com a carestia a aumentar enveredaremos pelo Genérico Alimentar em substituição dos Alimentos de Marca...!
Beijinho de bom fim-de-semana e obrigado pelo seu comentário ao meu post!
Marcolino
Marcolino a 21 de Maio de 2011 às 23:43

Marcolino:
É um gosto ir ao seu blog :)
Quanto aos produtos, entendo o que refere.
Mas aind assim insisto:quando puder ,e se encaixar dentro da sua contabilidade tão cuidada, opte por nós
:)
Abraço e bom fim de semana meu amigo
Marta M
Marta M a 28 de Maio de 2011 às 12:12

Olá Marta
Há uns anos, quando ia às compras, comprava o que me apetecia sem ligar a preços, depois comecei a experimentar um ou outro produto de "marca branca" e actualmente vai mesmo tudo de marca branca.
Não vejo diferença na quantidade e no preço vejo muito.
Claro que gostaria de comprar produtos nacionais, mas a grande maioria das vezes deparo-me com uma diferença considerável, no preço.
Eu, gostaria de ajudar Portugal, mas não é facil. Até nas ferias, sou obrigada a ir para fora. Os preços são exorbitantes.
Quando pensamos nas ferias deste ano decidimos que queríamos uma semana, com pensão completa num hotel sem luxos. Passamos a pesquisar e os preços não nos agradaram.
A alternativa foi pesquisar fora de Portugal e claro, os preços muito mais baixos e com mais serviços.
Se eu não conhecesse diria que iriamos passar fome, que iriamos ficar num hotel a cair e sem higiene, mas já por varias vezes ficamos fora de Portugal, por baixo preço(comparado com os preços de cá)
e sem razão de queixas.
Isto só para dizer, que eu até gostaria de ajudar Portugal e ficar por cá, mas para isso vou ter de ir para um apart hotel e tenho de cozinhar eu.
E para mim ferias é sinónimo de não fazer nada.
E já agora Martinha, informo que faltam precisamente 28 dias para estar de "papo" para o ar!
Beijinhos
geriatriaaminhavida a 22 de Maio de 2011 às 08:24

Bem amiga:
Se faltavam 28 dias, hoje já devem faltar muito menos :)
Óptimas notícias, não?
Compreendo tudo o que expões sobre férias em Portugal.
Há uns anos, em Londres , consegui preços mais em conta do que no Algarve -incrível.
E claro, também teria que cozinhar e isso no meu caso, também não seriam ferias ;)
Vamos comparando e ajudando à medida da nossa carteira, claro.
Grão a grão amiga, também assim se faz o caminho.
Abraço
Marta M
Marta M a 28 de Maio de 2011 às 15:37

Conta comigo Marta que tenho essa preocupação já faz tempo... e acho que anterior à consciência da crise...
embora confesse que esse tipo de consciência me tem crescido aos poucos, ou acentuado com o cerscimento da croise... por qorque, de facto, à medida que crescemos vamos tendo consciência da importância de consumir o que é nosso e acima de tudo aprender a valorizar o que sabemos e porduzimos tão bem... reinvidincando assim que cada vez nos dêem também melhores condições para o poder fazer!
Pena é que haja tanto "terreno" desperdiçado, tantos portugueses no desemprego a querer quererproduzir e bem... e termos as condicionantes e as taxas de limitação de produção e de obrigação de importação que diminuem em muitos, parte deste entusismo... o necessário para quem efectivamente quer produzir Português e não consegue!
Mas estou contigo... com a tua amiga e com um valente grupo que se tem levantado e apelado a que se consuma PORTUGUÊS!
Abraço bem apertado e obrigada pelo tema
Sempre
Isabel
Isabel Maia Jácome a 22 de Maio de 2011 às 09:56

Olá Isabel:
Bom vê-la por aqui :)
E bom perceber que a ideia, não sendo minha, é partilhada e alimentada por tanta gente.
Temos mesmo que acreditar amiga e temos que ajudar a levantar o país. Todos os braços são precisos e todas as contribuições também.
Ontem no Hiper , mesmo tendo uma caixa automática livre, preferi esperar na fila e ir a uma caixa regular.
Sabe, tenho muitas alunas que são caixas de supermercados e, se não fosse essa oportunidade de emprego, não sei o que fariam na vida...
Cada gesto conta ;)
Abraço grande e volte sempre que quiser -é sempre bem vida a sua sensibilidade:)
Marta M
Marta M a 28 de Maio de 2011 às 15:54

ola marta
obrigada por passares no meu cantinho
eu gosto da chamada marca branca, que se n estiver em erro,apelida se aos produtos nacionais e consumo os e nao desgosto
mas ha quem prefira e esteja habituada a marca,sem olhar a preços,porque é bom para a comida,quando muito bem se pode ir buscar produtos portugueses as prateleiras
eu,com crise ou nao,consumo e nao vejo mal ao mundo
Deus me perdoe,que se a pessoa estiver mesmo a passar por dificuldades financeiras,ela procurara o que e barato(as vezes,sim,pode n ser de qualidade,tb,mas n ha nada c experimentar e conhecer e ajuda portugal),para n passar fome...e entao aí estao nossos produtos,que se virmos comparados com os de fora,ate em preços sao acessiveis
se interpretei bem o que escreveste
beijinhos marta
luadoceu a 22 de Maio de 2011 às 09:59

Olá Lua:
Sim, claro que interpretaste muito bem.
e sei que cada um só pode mesmo contribuir na medida da sua carteira ;)
E cá em casa também vivemos com um orçamento apertado, acredite :)
Um abraço grande e espero que aventura de tirada da fralda esteja a correr bem.
Já passei duas vezes por isso e, desse tempo, só tenho saudades.
:)
Abraço
Marta M
Marta M a 28 de Maio de 2011 às 15:57

Olá Marta!
Minha amiga deveríamos comprar produtos nacionais é verdade, mas o nosso preço é mais alto, o que eu não consigo entender. Por isso penso que a grande maioria não vai fazer isso, porque para se conseguis aguentar a crise, temos que escolher o mais barato.
Espero que tenhas tido bom fim de semana e deixo aqui os meus votos de boa semana.
Beijinho
Rosinda
Rosinda a 22 de Maio de 2011 às 21:15

Rosinda.
Claro, entendo.
Fazemos só que podemos amiga.
E eu bem sei que, às vezes, não há alternativa.
Abraço e bom fim de semana também para ti.
Marta M
:)
Marta M a 28 de Maio de 2011 às 16:09

Querida amiga

Penso que o melhor
que se pode fazer
pela pátria que se vive,
é amá-la,
questioná-la,
e nunca desistir dela.

Que as estrelas
sempre brilhem em teu olhar.
aluisio cavalcanate jr a 22 de Maio de 2011 às 22:09

Aluísio , meu amigo poeta.
sim, nunca desistir - embora apeteça...
Lutar por este país é prova de fogo, não é?
Abraço grande
Marta M
Marta M a 28 de Maio de 2011 às 16:10

Olá Marta
Este post vem mesmo a propósito duma decisão que já tinha tomado...comprar o máximo do que é nacional. Penso que é uma boa forma de incentivarmos e expandirmos a nossa economia.
Até há bem pouco tempo marchava tudo, mais por comodismo do que outra coisa.
Agora como já estou um pouco cegueta, levo logo os óculos na mão para verificar a proveniência.
E a propósito deste-me uma ideia para escrever sobre um produto cá da minha zona.

Beijos
Manu
Existe um Olhar a 22 de Maio de 2011 às 23:56

Manu:
Repondo-te agora,depois de já hoje ter ouvido a tua voz :)
E foi muito bome..oportuno :)
Quanto ao país amiga, pois temos mesmo que ir fazendo algo por ele, porquequem o governa não parece acertar ;)
Abraço e Viva a Pera Rocha...
:)
Marta M
Marta M a 28 de Maio de 2011 às 16:57

Olá Marta

Promover o que é nosso nunca está demais, mas comprar com base no rótulo do código de barras pode ser muito complicado. Em primeiro lugar, a sugestão nem sempre pode ser seguida à risca, eu por exemplo compro muitas vezes no LIDL, eles tem imensos produtos portugueses de marca própria e não utilizam o sistema de numeração internacional, logo, os produtos portugueses não começam por 560.... esta sugestão só é válida nas cadeias de supermercados que utilizam o sistema de numeração internacional.

Em segundo lugar, para mim antes do nacionalismo e do comprar o que é nosso, está a economia familiar, e infelizmente a maior parte das vezes os produtos nacionais são muito mais caros que as marcas brancas e que a maioria dos produtos importados.

Eu percebo que as nossas industrias e produtores não consigam competir com a China, mas faz-me muita confusão que fruta produzida na Espanha, onde a mão de Obra é mais cara e as leis são as mesmas, possa ser muito mais barata que a que se produz por cá. Ou que o leite das marcas brancas que na maior parte dos casos sai das mesmas máquinas que o das marcas comerciais, só muda a embalagem, seja muito mais barato.

Se calhar, aliada a esta campanha seria necessário outra de sensibilização para os senhores empresários que querem ganhar muito dinheiro e enriquecer rapidamente, para que repensem a sua politica de preços, se calhar valia a pena venderem mais barato e venderem mais em lugar de caro e pouco.

Boa semana Marta
Jorge Soares
Jorge Soares a 23 de Maio de 2011 às 09:08

Jorge.
Agradeço o teu esclarecimento, porque pelo que sei, falas com conhecimento de causa.
Não tinha ideia de que existiam duas possibilidades para o código de barras. Registei a informação.
Percebo perfeitamente que a nossa disponibilidade financeira dite as nossas escolhas (em casa também gerimos recursos limitados, claro), principalmente quando não faz sentido pagar mais pelo mesmo penas porque não há sensatez de quem produz/vende.
Vamos fazendo o possível, quando é possível, não é?
Obrigada por mais este contributo que esclarece a todos e a mim em particular .
Bom Domingo para ti e para a tua família
Marta M
Marta M a 29 de Maio de 2011 às 18:47

Olá Marta vim deixar uma beijoquinha doce made in PORTUGAL" e não podia concordar mais. Temos de fazer um sacrifício e comprar o que é nosso eu já o fazia em muitas alturas pois gosto muito de comprar agricultura biológica ainda e tenho alguma atenção as rótulos. Temos de zelar pelo que é nosso e assim "evitar" quiçá mais falências e desemprego quando temos produtos de qualidade tão boa. Pena serem mais caros, mas por vezes é como o outro dizia "o que é barato, sai caro" até na nossa saúde. Um beijinho e resto de uma boa semana para todos os seus e para si. Um abraço
Fátima Soares a 26 de Maio de 2011 às 16:22

Fátima:
Devo-lhe uma série de respostas e agradecimentos.
Mas o tempo não estica, mesmo para quem me merece.
O país e os nossos precisam de nós, de facto.
E apostemos neles, não amiga?
Recebi o seu selinho e agradeço imenso o gesto e a lembrança ;)
A distinção honra-me a ideia é mesmo simpática.
Vou colocá-lo aqui oportunamente.
Obrigada pela sua amizade, pelo seu carinho e pela consideração :)
Abraço grande e grato
Marta M
Marta M a 28 de Maio de 2011 às 19:19

Vejo o mundo, somo o que me acontece, vejo os outros, as minhas circunstâncias....Escolho caminhos e vou tentando ver o "lugar" dos outros
Afinal quem penso que sou..
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As imagens que ilustram alguns posts resultam de pesquisas no google, se existir algum direito sobre elas, por favor,faça-me saber. Obrigada.
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