Sábado, 06 de Novembro de 2010

Este é um tempo lento...

Enquanto todos se adaptam à perda, vamos retomando a vida e tentando dar-lhe um sentido que nos traga conforto.

E vamos nos valorizando mais uns aos outros (espero que dure...) porque percebemos como isto tudo é tão frágil.

Enquanto pensamos na nova estrelinha que agora vela por todos nós (temos  certeza!) vamos somando e enquadrando tudo o que aconteceu nos últimos dias...

Uma vida querida que cumpre os seus ciclos e mesmo assim continua presente e alinhada connosco e as aprendizagens forçadas e profundas que se impõem neste período...Tudo há que "encaixar".

O olhar dos mais jovens que, incrédulos com a precariedade da vida, se confrontam com o que ela tem de mais duro e difícil - pela primeira vez.

E saem mais magoados, mais fragilizados pelo confronto com a sua condição humana, mas ao mesmo tempo, surpreendentemente, mais fortes para lidar com ela.

Admiro-os pela aceitação madura, ainda que, notoriamente, muito doída.

Digna, numa palavra.

Contradições em dias que escurecem tão cedo...



publicado por Marta M às 17:05
Olá Marta! Vivemos dias difíceis e quando se perde quem se ama é mais complicado adaptar-se mas a vida é assim mesmo. Um beijinho e um bfsemana.
FatimaSoares a 6 de Novembro de 2010 às 18:56

Eu sei Fátima, tem mesmo que ser, não é?
Obrigada pelo teu cuidado.
Abraço
Marta M
Marta M a 12 de Novembro de 2010 às 22:46

Boa noite minha amiga,
Essa estrelinha velará por vocês e a avó Maria viverá para sempre no coração de quem a ama. Temos de aceitar o inevitável. Dói... mas o tempo atenuará a dor.
Um beijinho grande
Rosinda
MariaRosinda a 6 de Novembro de 2010 às 19:17

Eu sei Rosinda..
Entendo e sinto que mesmo quem parte, permanece.
Mas estes tempos trazem um desânimo que leva o seu tempo.
Eu, particularmente, sou assim.
Levo tempo...
Abraço e obrigada.
Marta M
Marta M a 12 de Novembro de 2010 às 22:54

Olá Marta!

Ter pela primeira vez e de forma tão forte a percepção da precariedade da vida é muito duro sim mas, por outro lado como dizes, uma força para aproveitar ao máximo os momentos em que estamos cá começa a nascer.

Um abraço grande
Caminhando... a 7 de Novembro de 2010 às 00:25

Joana:
Foi, foi estranho e duro e ainda estão a encaixá-lo.
Mas nada como o tempo para estas e outras aprendizagens, não é?
Abraço e bom Domingo para ti
Marta M
Marta M a 13 de Novembro de 2010 às 12:06

Bom-dia Marta!
Se acredita na tal Estrelinha que velará por si, e pelos seus, já se imaginou Estrelinha, a olhar todos os outros, da sua Familia, em sofrimento desnecessário, aqui neste belissimo Planeta Azul, sem se poder fazer escutar, para os poder fazer acreditar, que as nossas vidas na terra são pequenas dores individuais, dentro de cada qual, feitas à medida das suas resistências interiores...?!
Eu acredito...!
Abraço
Marcolino
Marcolino a 7 de Novembro de 2010 às 09:14

Eu também Marcolino, eu também.
Assim me conforto.E aceito.
Obrigada pelas boas palavras.
Marta M
Marta M a 13 de Novembro de 2010 às 17:21

A perda de alguém muito querido convida-nos sempre a reflectir na nossa finitude, nos nossos limites. Fazer memória de alguém que nos é querido leva-nos a tomar consciência da nossa humanidade, fragilidade. Mas leva-nos também a acolher uma outra vida que passa a fazer parte intrínseca da nossa, em total comunhão.
Uma nova estrelinha nos vossos corações que sempre vos iluminará.
Abraço amigo
descobrirafelicidade a 7 de Novembro de 2010 às 11:43

Teresa:
Agradeço-te as palavras e as certezas que também eu tenho e cultivo.
Sim, como dizia um autor que não consigo já identificar (mas que conhecia e adaptei) e repeti a uma amiga que fazia um luto impossível de consolar, numa ocasião em que me faltavam palavras:
"Agora podemos levar a Inês para todo o lado connosco, percebes?"
É bem por aí, tens razão.
Abraço grande
Marta M
Marta M a 13 de Novembro de 2010 às 20:42

Olá Marta
Apesar de termos consciência da precaridade da vida, dói sempre quando alguém que amamos parte.
Que fique sempre o consolo que lá longe ou mesmo bem perto a estrelinha que partiu estará sempre nos vossos corações.

Beijos
Manu
Existe um Olhar a 7 de Novembro de 2010 às 17:14

Obrigada Manu:
Mais uma vez, já nem sei como agradecer ;)
As certezas que vamos adquirindo vão ajudando, claro.
Mas no fim do dia somos apenas nós com as nossas limitações, não é?
Abraço grande
Marta M
Marta M a 13 de Novembro de 2010 às 22:33

Uma boa adaptação requer tempo, ajustamentos e aceitações. Isto tudo faz parte da vida e da aprendizagem que temos de viver ao longo dela... Há sempre um tempo de lutar e um tempo de aceitar...
Bjns
cuidandodemim a 8 de Novembro de 2010 às 13:06

É o que temos feito o melhor que sabemos: Aceitar.
Mas leva tempo.
Obrigada pelo teu cuidado e pela tua presença sempre sensata.
Bom Domingo
Abraço
Marta M
Marta M a 13 de Novembro de 2010 às 23:13

Por mais normal que seja, é sempre dificil lidar com a morte.
Mas a vida dos que vão ficando, essa tem de seguir em frente.
Beijinhos e um bom fim de semana
geriatriaaminhavida a 12 de Novembro de 2010 às 14:36

Imagino,minha amiga, que lidarás com questões destas todos os dias e, provavelmente, até me dirias que ela foi muito feliz nesta partida -morreu durante o sono e serena .
E terás toda a razão.
Celebremos a sua vida, não é?
Obrigada pelas tuas palavras.
Abraço e bom Domingo.
Marta M
Marta M a 13 de Novembro de 2010 às 23:16

Vejo o mundo, somo o que me acontece, vejo os outros, as minhas circunstâncias....Escolho caminhos e vou tentando ver o "lugar" dos outros
Afinal quem penso que sou..
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