Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

Jim Botão e Lukas o Maquinista

Da autoria de Michael Ende.

Foi com este livro que tudo começou, pelo menos é este o primeiro título que me lembro de escolher  e ler com gosto.

Não terá sido o primeiro que li, em minha casa o meu pai sempre esteve rodeado de livros, mas esta foi a minha primeira escolha pessoal e autónoma.

Lembrei-me dele hoje ao comentar este post da minha amiga sentaaqui quando, incapaz de escolher o livro da minha vida, enquanto fazia listas mentais extensas, ocorreu-me pensar sobre como se iniciara mesmo, dentro de mim, este gosto (paixão) pelos livros...

E lembrei-me com detalhe de parte do título "Jim Botão" ...o resto estava misturado por entre as "brumas" da memória:

- "Kuca"? "locomotiva, comboio, marinheiro"?

As palavras surgiam e baralhavam-se, incapazes de alguma coerência...

Recordo-me perfeitamente de o ter requisitado na biblioteca pública, onde me dirigira sozinha, de esticar-me para o alcançar na estante, num primeiro andar de chão de madeira que rangia...Lembro-me dos nervos, da responsabilidade que senti ao preencher a ficha, apresentar o cartão e trazer aquele livro que não era meu, para casa.

O título, esse continuava envolto em mistério, até que o googlei (já existe o verbo,certo?) por partes, e após algumas pesquisas, a capa surgiu no écran e resgatou-se na minha memória!

Fantásticos estes tempos  modernos com as estas novas tecnologias em que temos acesso a quase toda a informação, aprendemos imenso ou até as usamos como reconstrutores/auxiliares de memórias enterradas (?).

Se me recordo da história? Não, isso já não, infelizmente.

Mas recordo a textura da capa, as cores predominantes e de tê-lo lido e manuseado várias vezes, antes de o devolver dentro dos 8 dias regulamentares.

E assim começou o meu romance intenso e apaixonado com os livros. Até hoje.

E o vosso, como foi?

Aos meus amigos, deixo o desafio:

Qual foi o primeiro título da vossa vida, lembram-se?



publicado por Marta M às 22:39
Curioso!! Não me recordo. Será normal apagar da memória coisas tão simples e importantes como o primeiro livro que se leu?
melinha a 1 de Outubro de 2010 às 09:40

Olá!
Sejamuito bem vinda a esta tribo :)
Se é normal esquecer-se? Muito.
A maioria das pessoas não se recorda desse tipo de coisas..
Eu é que sou muito nostálgica e guardo estes tesourinhos com cuidado redobrado...
Por serem poucos, também.
Agradeço a visita e prometo retribuí-la.
Marta M
Marta M a 7 de Outubro de 2010 às 21:18

Ai que já foi há tanto tempo. A minha relação com os livros é longa, apesar de eu ainda ser nova. :) Deixa-me cá puxar pela memória... Terão sido provavelmente os livros da "Anita" ou as bandas desenhadas da Disney, ou ainda os livros de histórias de encantar, ou os contos de fadas, os primeiros que me deixaram a sonhar :)
Bjns
cuidandodemim a 1 de Outubro de 2010 às 13:51

Olá AMiga:
A Anita também foi uma presença constante na minha vida, mas a marca, o que mais remotamente me lembro de ler, foi este.
Gostava de o encontrar por aí...Comprava-o logo!
Abraço grande
Marta M
Marta M a 7 de Outubro de 2010 às 21:20

Olá, Marta!
Parece ser um lugar comum, mas o primeiro livro que me recordo de soletrar com ajuda dos meus pais, foi a Cartilha Maternal João de Deus, que havia pertencido ao meu pai. Ainda hoje guardo religiosamente esta reliquia, no meio de alguma velharias, poucas, mas algumas!
Lembro-me de receber pelos anos e pelo Natal, um livro com contos do Hans Cristiam Abndersen, outros da Biblioteca dos Rapazes até que meu pai quiz que eu lese Camilo e outros. Aí bati o pé porque nada das suas estorias e narrativas me diziam alguma coisa. Eram maçudos demais para a minha maneira de querer estar na vida. Achei piada ao Gil Vicente (13) anos e até participei na Farsa do Fidalgo Aprendiz, ensaido e dirigido Pela Dr. Maria de Jesus Soares. O Homem, Êsse Desconhecido, foi uma espécie de despertar para a vida. Ao passo que o Kapital, de Karl Max, lido de noite às escondidas (14) abriu-me o caminho definitivo, para as insónias que ainda hoje sofro...! Simove Debouvoir com Deusième Sexe era essencial ler-se. Pitigrilli, outro autor da época, também muito discutido. Só fazendo uma lista eaustiva daquilo que li, porque mais me motivava. Era capas de ler um romamce, por exp. Quo Vadis, das 21 horas até às seis da manhã, para quando acordasse, fazer um resumo para entregar na aula de portugês no dia seguinte.
Mas o meu primeiro livrinho for mesmo a Cartilha Maternal...!!!
Abraço
Marcolino
Marcolino a 3 de Outubro de 2010 às 02:03

Marcolino:
Adorei a lembrança à Cartilha Maternal ;)
De facto, esse (ou outro semelhante) foi o primeiro livro de toda a gente!
Quanto às outras leituras, também as fiz (não todas) numa idade algo jovem para as poder assimilar como devia...
Voltei mais tarde a alguns desses títulos e as descobertas e o olhar mais maduro e treinado, permitiram-me "extrair" muito mais destes clássicos.
Um luxo que,a ter ainda tempo (bem escasso e precisoso) espero ainda voltar .
Quem sabe o que ainda não descubro!
Abraço
;)

Marta M
Marta M a 7 de Outubro de 2010 às 21:29

Bom-dia Marta!
Todos os livros, excluindo os de estudo, funcionaram sempre como um primeiro amor, folheado, lido, interpretado, e recapitulado, enquanto o interêsse durava...
Por isso, reler, anos mais tarde esse amor, umas vezes é sensaboria, outras, é entrar por terrenos que foram amanhados por mim, mas que deixaram de me pertencer.
Discretamente, deixo-os estar quedos, porque foram folheados, lidos, e vividos em época propicia...!
Abraço
Marcolino
Marcolino a 8 de Outubro de 2010 às 05:31

Olá Martinha, grata pela tua visita, desejo que estejas bem e feliz.
Li a tua postagem, e lá me voltou a saudade, aquela que me faz escrever, pois no meu tempo na aldeia pouco ou nada havia para ler, só o livro escolar, mas eu adorava ler o jornal, e sempre trazia o PIM PAM PUM que eu adorava, no entanto lia
todo o jornal até cansar. Depois aí p'los meus 14 anos dirigia-me à biblioteca de Torres Novas, andava então no Ciclo e
por 50 centavos levava o livro que tivesse maior número de páginas que era para durar a leitura, então lia o que era próprio para a idade e o que não era. E foi assim sempre esta loucura por ler e também escrever.

Perdoa esta lengalenga, adorei saber de ti, beijinho saudoso

da rosafogo.
natalia nuno
rosafogo a 3 de Outubro de 2010 às 15:39

Olá Rosa/Natália!
Bom sabê-la bem e presente por aqui.
Tem escrito muitos poemas?
Essa sua alma de poeta, tinha mesmo que ter sido construída a partir de muitas leituras. Óbvio!
Obrigada pela visita :)
Abraço
Marta M
Marta M a 7 de Outubro de 2010 às 21:32

Olá Marta : )

Lembro-me de ler os livros da Anita que passaram do meu irmão para mim e livros do rei leão que adorava, e outros da disney. Estes livro têm a historia em portugues e ingles e, uns tempos mais tarde, foram auxiliares na minha aprendizagem do ingles! Ainda os tenho aqui bem estimadinhos.

Abraço grande e boas leituras!
Caminhando... a 3 de Outubro de 2010 às 22:51

Joana:
Imagino que serias uma menina de muitas leituras e os livros da Disney são muito a tua linha, se me permites.
A tua sensibilidade tem muito daquele espírito de magia e ternura.
Quem não sonhou com a Bela Adormecida?
;)
Abraço grande
Marta M
Marta M a 7 de Outubro de 2010 às 21:40

Em casa dos meus pais(numa aldeia) não havia o habito da leitura, embora a minha mãe e o meu pai estudarem até ao liceu(coisa rara na latura e na aldeia). Um dos primeiros livros que me lembro foi da "Anita", acabei por ter toda a coleção. Mas aquele que mais me marcou, e ainda o tenhom ao fim de todos esses anos, é o livro" Como nascem os bebés".
Foi-me oferecido por uma tia que era parteira.
Falava do homem e da mulher se apaixonarem, da sementinha do homem ser colocada na vagina da mulher(nessa altura acho que nunca tinha ouvido a palavra"vagina") e de os bebes NÂO virem na cegonha.
O livro foi um sucesso entre as minhas amigas.

Ganhei o habito de ler. Cá em casa temos centenas de livros, entretanto não há espaço.
Beijinhos Marta
geriatriaaminhavida a 4 de Outubro de 2010 às 10:13

Olá Amiga.
Em minha casa lia-se e isso foi importante para mim, quase foi uma bóia salva-vidas - acredita-me!
Depois cá em casa continuei e penso que os meus filhos, não sendo leitores tão empenhados quanto podiam, gostam e apreciam uma boa leitura.
Alguns livros, agora que eles são adultos, passam de mão em mão entre nós.
Giro.
se dás esse bom exemplo à tua filha, o caminho está aberto para uma actividade que só tem benefícios.
Mas isso já o sabes, não é?
Abraço e obrigada pela visita!
Marta M
Marta M a 7 de Outubro de 2010 às 21:45

Os primeiros livros da minha vida foram uns contos fabulados de uma autora cujo nome não me recordo, mas que suponho que assinava condessa qualquer-coisa , onde entravam princesas, fadas, bruxas e castelos encantados. Passei pela colecção completa de "Os cinco" e da "Anita", mas o que eu recordo de ler e reler com gosto, ainda na escola primária, eram os livros da Mafalda, apesar de nem sempre perceber aquele humor. Ao contrário das outras crianças detestava Mickeys " ou qualquer outra banda desenhada com cores, excepção feita aos livros do Astérix.
Nesta idade, o primeiro livro a sério que me marcou foi "As aventuras de João sem medo" de José Gomes Ferreira, que li no primeiro ano do ciclo (agora quinto) graças à dinâmica da professora de Português que criou uma biblioteca permanente durante todo o ano lectivo, com livros disponibilizados por todos os meninos da turma e por ela própria, pedindo-nos que a cada segunda-feira fizéssemos um pequeno comentário ao livro que tínhamos lido na semana anterior. Excelente primeiro contacto com algumas obras de referência. Este marcou-me.
teoriasdacosta a 6 de Outubro de 2010 às 18:55

Paula:
Sorte a sua ter assim uma professora e sorte a dela ter alunos que aderem à iniciativa.
Nem imagina o trabalho que representou para mim colocar os meus alunos a ler os jornais diários durante um ano lectivo - e isso numa escola do centro da cidade de Coimbra!
Gostei da referência aos livros de Enid Blyton que, obviamente, como boa rapariga da geração de 76, li com devoção ;)
A Mafalda e o Snoop (mesmo que admitindo não ser capaz de perceber ,na altura, toda a ironia...) também foram meus companheiros ;)
Obrigada pela visita
Abraço e boa sorte no novo projecto!
:)
Marta M
Marta M a 7 de Outubro de 2010 às 21:51

O meu primeiro título, deveras marcante, foi "As pupilas do Sr. Reitor". Devia andar na escola primária e adorei a satisfação de começar e acabar um livro tão grande. Também teve impacto, sem dúvida, o facto de ter sido o meu Avô a oferecer-mo. Adoro, respiro livros. Beijos
Anaquegostade... a 6 de Outubro de 2010 às 22:20

olá!
Seja também muito bem vinda aqui à nossa tribo, quase arriscaria , de LEITORES!
E de afectos, e de boas ideias e... de boas práticas - espero!
As Pupilas do Senhor Reitor parecem-me um livro "grande" em muitos sentidos. Admiro-a pela iniciativa de se aventurar por esse clássico de Júlio Dinis em tão tenra idade.
mas claro, um livro oferecido e escolhido por um avô, é algo que nunca se esquece.
Os romances de amor demoraram muito tempo a fazer sentido para mim..
Como em muitas coisas na minha vida, demorei muito a crescer em alguns aspectos.
Obrigada pela visita.
Marta M
Marta M a 7 de Outubro de 2010 às 22:09

Vejo o mundo, somo o que me acontece, vejo os outros, as minhas circunstâncias....Escolho caminhos e vou tentando ver o "lugar" dos outros
Afinal quem penso que sou..
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Aviso:
As imagens que ilustram alguns posts resultam de pesquisas no google, se existir algum direito sobre elas, por favor,faça-me saber. Obrigada.
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