Sexta-feira, 22 de Junho de 2012

Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica-se os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.

Cecília Meireles

 

 

 

Cá vamos nós, haja ou não disponibilidade, haja ou não tempo...

Haja ou não resiliência....

Ou coração.

Tem que ser.

{#emotions_dlg.bouquete}Um abraço a todos e Bom fim de semana{#emotions_dlg.bouquete}



publicado por Marta M às 22:06
Segunda-feira, 11 de Junho de 2012

Os meus dias começam cedo, como já disse por aqui. Às 6,38h já estou dentro do comboio.

Se é certo que a partilha do espaço público nem sempre é de todo convidativa ou pacífica, confesso gostar desta liberdade de ser conduzida e não ter que me preocupar com carro, gasolina ou estacionamento.

Uma paz, acreditem :)

Depois, acresce aqui o facto de que, por sorte, as pessoas com quem me tenho cruzado são sempre educadas e razoavelmente pacatas.

Muitas vezes estão poucas  pessoas na carruagem, algumas vão a ler, a conversar ou a falar (manusear e jogar também) ao telemóvel.

 E o sol a iluminar quase sempre a carruagem...

Eu, aproveito para ler na volta para casa, porque na ida, vou pensando sobre a orientação a dar às aulas ou a rever alguma ficha.

Como não há lugares marcados, cada um vai ocupando os bancos vazios e só depois é que se senta junto a alguém.

Está sempre tudo limpo e arejado - que mais se pode pedir de um transporte público?

Claro que existe aquele idoso que ja conhecemos e que, todos os dias, logo cedo, já exclama alto: -"E o dia nunca mais acaba?" - A risota é sempre geral e diária :)

Outro dia tive o meu baptismo com gente "estranha" chamemos-lhe assim.

A meio do percurso, vindo de outra carruagem, passa um homem, apressadamente, pelo corredor. Chega ao fim da carruagem e, mal grado a existência de uma dezena bancos de 4 lugares vazios, volta para trás.

Para onde? Claro, para se sentar de frente para mim.

Fiquei quieta e continuei a minha leitura...

Foi impossível não reparar que olhava insistentemente ora para mim ora para umas folhas cheias de gráficos que consultava  a cada 5 segundos...

Abreviando o relato, de repente, inclina-se excessivamente para mim e, abrindo a boca, começa literalmente a falar (recitar? rezar?) numa linguagem ininteligível e contínua.

Pareceu-me tudo estranho e foi como se ele estivesse a desenvolver uma diálogo interior há algum tempo e, de repente, continuasse a conversa em voz alta.

Não parecia estar realmente a ver-me e aquilo veio do nada...

O facto é que não desarmei e, incomodada com aquela aproximação e abordagem estranhas, e de forma pouco usual em mim, respondi alto e contundamente:

- Não estou a entender uma palavra do que me esta a dizer!

Ele se calou, mostrando entender perfeitamente o que eu dissera, ou pelo menos o tom em que o dissera e, numa outra voz e registo, pergunta:

 - Does not speak English?

Ao que eu respondo:

- No, I do not speak any english language.

 - All Right then. -Diz ele.

- Ok then. - Finalizo eu.

 

Ele encosta ao banco, pega nos seus gráficos e continua a consulta abrindo e fechando o dossier várias vezes. Passado algum tempo, levanta-se e vai para outra carruagem.

Fui surreal amigos. Em primeiro porque o certo é que, na primeira abordagem, ele não falou inglês (e tinha um ar bastante latino, sublinhe-se) e depois, não sei se repararam, mas eu, no calor da resposta defensiva, respondi-lhe sempre em Inglês a dizer que não falava ou entendia o idioma...

Também não me deve ter achado muito certa...

 :))



publicado por Marta M às 19:33
Sábado, 02 de Junho de 2012

 

 

Já abdiquei e tive de "encaixar"  tantas coisas  que me pareciam impossíveis de acontecer na minha vida, que me pareciam tão, tão certas e...

No entanto, não foi assim.

Foi injustiça que me fizeram? Se calhar foi.

Se olho para trás e não encontro justificação para determinadas atitudes? Olho.

Se tenho a certeza de nunca ter usado métodos e palavras com as quais fui depois "tratada"? Tenho.

Mas tudo isso constatado, lágrimas choradas, coração apertado e tensão arterial descontrolada, alguém se deu conta?

Ou melhor, alguém se importou verdadeiramente? Alguém se deu conta do tamanho que teve para mim?

Não sei...

E então, fico por aqui? Não posso.

Apesar dos embates tenho sido capaz de reencontrar a paz dentro de mim. E sido capaz de refazer-me a partir da minha fé  e da minha recusa em render-me.

A partir da recusa em deixar que, algo perdido, perca também a vontade de continuar a ser eu mesma.

Recuso abdicar do sonho que aquela menina, a Marta, acalentou realizar para a si mesma assim que pudesse.

Assim que fosse senhora do seu destino.

Por ela e por todas as às vezes em que ela se "auto-consolou" e prometeu a si mesma que, um dia, viveria bem.

E em paz.

Por honrar esse tempo e esses sonhos, e mesmo que a realidade não tenha sempre colaborado, impeço que os meus valores murchem. Ou desapareçam.

Seja como for, não quero e não deixo que ditem o meu comportamento e não mudo a minha conduta porque tenho que "dar o troco na mesma moeda".

Pode ser que dê o troco, mas dou-o à minha maneira. E nesse exercício, diminuo, se necessário, o espaço que alguém pode ocupar (ou ocupava integralmente) no meu coração.

E avanço.

E não desanimo. E procuro minimizar as perdas.

Lembro-me de tudo isto hoje especialmente,  porque existem pessoas e dias difíceis

E escrevo sobre isto tudo, não porque minha realidade seja mais dura que a de outros ou mereça mais atenção, apenas é a minha, e falo dela porque me é necessário processá-la... 

E porque procuro aprender a viver com ela, aceitando-a, moldando-a, alterando-a... 

Mas sempre tentando lidar com ela honrando quem sou.



publicado por Marta M às 21:53
Vejo o mundo, somo o que me acontece, vejo os outros, as minhas circunstâncias....Escolho caminhos e vou tentando ver o "lugar" dos outros
Afinal quem penso que sou..
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Aviso:
As imagens que ilustram alguns posts resultam de pesquisas no google, se existir algum direito sobre elas, por favor,faça-me saber. Obrigada.
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