Sábado, 28 de Janeiro de 2012

 

Afinal qual é pai ou mãe que não entende este vídeo?

Lembro-me hoje de como foi difícil para mim...

Sinto que foi ontem.

Recordei as cadeirinhas, as almofadas e brinquedos que enchiam o carro e de como tantas vezes viajei no banco traseiro, abraçando-os e tendo as suas cabecinhas encostadas a mim...

Depois, o tempo avançou e vieram para o banco da frente...Isso também foi assustador e segundo a minha óptica - aconteceu cedo de mais.

Mal adaptada às mudanças que se sucediam, ultrapassados os 19 anos, fui com o coração apertado - a desejar que o tempo abrandasse - acompanhá-los, um da cada vez, à escola de condução.

A partir daí nunca mais parou.

Lembro-me de ir trabalhar sem ter dormido, inúmeras  vezes, durante um ou dois anos à espera que voltassem para casa...

Para as suas caminhas...Para o meu colo protector?

Lembro-me de estar à janela da cozinha e de rezar secretamente, solicitando aos céus que os protegessem.

A minha filha que tanto me custou a deixar voar e fez esta semana 25 anos, dias antes, presenteou-me com este vídeo...

Fiquei muito agradecida porque percebo que hoje, alguns anos passados, ela finalmente entendeu a minha ansiedade e o difícil que foi esta transição para o meu coração.

Na dúvida, com o desconhecido à frente -tinha que protegê-los.

Hoje, percebo que, se soubermos esperar o tempo suficiente para que as aguas assentem, se os deixarmos amadurecer ao seu ritmo, tudo se clarifica e esclarece.

Pena não se poder saber antes, no meio do medo do desconhecido e do tempo que avançava a uma velocidade assustadora, que tudo acabaria bem...

Educar, é realmente um salto de fé.


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publicado por Marta M às 17:31
Sábado, 21 de Janeiro de 2012

Criar um  "oásis" dentro de nós é das recomendações mais sensatas que conheço.

Se pudermos criar um espaço dentro de nós aonde possamos voltar e descansar mesmo quando tudo o resto rodopia e parece desmoronar-se...Pois estaremos sempre a salvo.

E é verdade amigos. É.

Começou devagar, de forma dolorosa e exigente - a conquista deste caminho novo...

Finalmente encontrei alguma paz duradoura. E retive-a cá dentro.

Ou já cá estaria há muito eu não dava por ela de tanto a procurar por aí...

Quando consegui finalmente ultrapassar a necessidade de cumprir uma lenda pessoal que me atribuíra, quando deixei de comparar , quando me esforcei por aceitar que a vida é o que é...Quando quase desisti de planificar tudo ao detalhe, de desejar arduamente, de querer controlar totalmente o meu destino...E o de outros...

Quando finalmente abri a mão de alguns sonhos...

Estranho, quando abdiquei de algumas coisas...Entrou um descanso duradouro dentro de mim. 

Como se já lá estivesse e aguardasse apenas que o meu ego deixasse o espaço vago...

E senti a ansiedade afastar-se e a paz de espírito a instalar-se.

E já aprendi a voltar a ela todos os dias...

No entretanto, a vida têm feito também o seu papel, e continua a exigir de mim todos os dias...

Nem todos os dias correm bem -ontem não correu de todo. Ainda choro e desiludo-me, mas continuo a "batalhar" duramente para tentar deixar este mundo um pouco melhor do que o encontrei.

Feitas as contas, acordo bem todos os dias e, constatando que não teria particularmente razões para isso, percebo com enorme satisfação que afinal, a paz já mora mesmo dentro de mim e o que vem a mim, o bom e o mau, só arrasa comigo na medida em que eu me for rendendo...

É uma luta diária, sem fima à vista, nesta "guerra" de avanços e recuos que é a nossa condição humana...

Hoje, desiludida e zangada pelos acontecimentos de ontem, encontrei-a dentro de mim logo que respirei fundo e fui, de manhã, à sua procura...

Ela lá estava, a minha preciosa paz.

;)



publicado por Marta M às 15:55
Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012

A foto não é minha, já é lendária a minha escassa aptidão para as novas tecnologias...

Mas um livro igual, é.

Comprei-o esta semana porque..Ainda acredito que mereço um mimo de vez em quando...

E tenho aprendido, nos últimos anos, a cuidar um pouco mais de mim.

Apesar da apertada vigilância sobre os gastos cá em casa -como na maioria das casas dos portugueses, acredito - e para desgosto da livraria de que sou cliente assídua há anos, ando a tentar moderar ao máximo este tipo de consumo que, muitos apelidarão, de... Dispensável (??).

Pois...Mas não resisti.

Este livro de uma autora que já correu mundo e se apaixonou pela filosofia e modo de vida oriental, fascino-me assim que o descobri aqui.

Já sabia que não deveria ter ido à sua procura, ainda que só o quisesse folhear e sentir na minha mão... Mesmo!

As livrarias e os livros são, já se sabe, a minha tentação de consumo e senti-me legitimada e avancei para a decisão de o comprar quando ao folhear este livro, encontrei esta passagem:

"E se,  por toda a riqueza,

Não restarem senão dois pães,

Vende um e, com algumas moedas,

oferece-te Jacintos para alimentar a tua alma"

Provérbio Persa

 

Poderá contrapor-se que esta é uma desculpa um pouco feita à medida do meu desejo, mas acredito que neste ano tão cinzento e desanimador, mereço umas "flores" para colorir e elevar os meus dias.

Logo poupo noutra rubrica que alimente menos a minha alma

;)



publicado por Marta M às 20:26
Sábado, 07 de Janeiro de 2012

O sorriso e o riso têm essa capacidade de olear as relações ou desanuviar os ambientes mais tensos...Não me restam dúvidas dessa evidência.

Mas também sinto que o gesto é hipervalorizado e, nessa inflação de valores, exigido em excesso.

Porque me parece que temos que ser sempre inteiros em qualquer momento da nossa vida e que ela tem momentos para tudo e para todos os sentimentos que atravessam a nossa alma, pedir a todos que sorriam (ou riam) continuamente, é quase uma exigência injusta e limitadora da nossa condição humana.

Como já referi por aqui, sorrio muitas vezes e uso esse gesto para a maioria das relações sociais, profissionais e familiares com que me deparo...

Mas não sorrio sempre.

Provavelmente apenas em contadas ocasiões dou uma ou outra gargalhada. Só mesmo quando me saí da alma e nunca por conveniência ou para preencher um vazio social...E isso faz com que as pessoas me tomem por demasiado séria e, provavelmente, menos simpática? Talvez... 

Mas é algo que me define e, portanto, está acima da consideração de quem quer formatar tudo e pedir a todos que reajam por igual.

Pessoalmente, entendo que a falta de atenção, de cortesia ou consideração pelos outros, são muito mais difíceis de gerir do que algum silêncio e contenção social.

Optimista por convicção inabalável de que "melhor é possível" (L.A) e pela natureza da minha profissão, recuso-me, no entanto, a alinhar nessa "obrigação" social que exige a todos que sejam divertidos a todas as horas. Compreendo o desconforto que a ausência da risota encadeada provoca nos convívios sociais, mas...

Sinto muito, há dias em que não é possível.

 



publicado por Marta M às 16:21
Domingo, 01 de Janeiro de 2012

Continuar ou recomeçar?

Parece óbvio que é continuar, não?

No fundo é apenas uma convenção social essa ideia de recomeço do ano civil. Mas nós que precisamos de metas que simbolizem mudanças e marcos, gostamos desta ideia: da possibilidade de recomeçar e da suposta magia deste reinicio cíclico do calendário que permite a alteração de um número e, nesse exercício, criar novas possibilidades.

Porque como refere sabiamente o Pe. Alberto Brito- no livro "Viver, Orar, Falar" - recorrentemente citado pela Laurinda Alves:

 

"Ninguém evolui em linha recta(...)"

 

Esta afirmação faz todo o sentido porque, já  se sabe: O mundo, os acontecimentos e a nossa vida são, regra geral, curvos, em queda, ou ascensão...
E se, nesse "jogo"  vital, é imperioso ainda manter a evolução e o continuo aperfeiçoamento... Tarefa que, todos sentimos, consome praticamente todo o nosso tempo de vida... E se ainda é suposto continuar a resistir (mal?) aos testes contínuos a que estamos sujeitos...

Tudo somado, isto seria tarefa para Hércules e, portanto, difícil  fazer a direito.... :)

Por tudo o que fica dito e pela exigência  que devemos aplicar em primeiro lugar à nossa própria conduta, aproveitar estes reinícios, ainda que artificialmente construídos, é uma forma de, conta-quilómetros a zeros, limpar a tralha que nos habita e pesa, e retomar (uma e outra vez) a demanda.

Bom e pacífico Ano Novo para todos.

De coração,

Marta M



publicado por Marta M às 16:31
Vejo o mundo, somo o que me acontece, vejo os outros, as minhas circunstâncias....Escolho caminhos e vou tentando ver o "lugar" dos outros
Afinal quem penso que sou..
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Aviso:
As imagens que ilustram alguns posts resultam de pesquisas no google, se existir algum direito sobre elas, por favor,faça-me saber. Obrigada.
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