Quinta-feira, 28 de Abril de 2011

Não é meu hábito ler ou dedicar o meu tempo a romancear...

Hoje percebo que o amor pode ter mil e uma faces e que o meu coração é muito maior que a princípio me ocorreria pensar.

Mas já tive 19 anos e todos os sonhos do mundo habitavam em mim.

E a princesa Diana, na altura, encarnava-os na perfeição

A princesa Diana faz  falta e, amanhã, os seus medos e sonhos e fragilidades estarão em grande destaque novamente.

Em 1981, dois anos antes do meu casamento, assisti em directo ao dela.

E foi pura magia para mim. Para ela não, soube-o anos mais tarde.

Mas o seu penteado, a sua postura de menina doce, o seu sorriso aberto e todos as suas realizações foram imensamente inspiradoras para mim.

E os seus sonhos de construir um lar para os seus filhos, preservado e distinto de tudo o que lhe tocara viver na infância...Tudo isto eu entendi e incorporei.

Depois a vida interferiu. E mostrou que os sonhos não se concretizam como os sonhámos.

Mas vieram os filhos, para ambas, e tudo parecia de novo possível.

Paralelismos infantis à parte - concedo, mas depois cresci...- o certo é que ano 1997 foi um dos piores anos (se não o pior) da minha vida. E foi esse, também, o ano da sua morte.

Nunca me hei de esquecer desse domingo e do tanto que chorei. E chorei muito nesse ano e no seguinte, por mim e algumas vezes por ela. Foi como se uma torneira se desatasse e nunca mais parecia conseguir parar...Foi um cúmulo de acontecimentos distintos e mergulhada neles, pensei inúmeras vezes que não os aguentaria...

Mas aguentei, e um dia parei de lamentar-me e de chorar e quase sequei...Mas isso é outro assunto.

Amanhã casa-se o seu filho querido, o seu herdeiro.

E todos nós que temos filhos, podemos imaginar o peso da sua ausência amanhã e o tanto que ela gostaria de poder estar presente.

E a falta que fez e fará ao filho...

Injusta a vida, ou sábia, não sei...Talvez esteja melhor e tenha encontrado a paz que tanto buscou.

Espero de todo o meu coração que o casamento do William quebre este ciclo familiar e mostre que "melhor é mesmo possível" - L.A

Tenho a certeza que a Diana, onde estiver, os abençoará.

 



publicado por Marta M às 18:43
Sexta-feira, 22 de Abril de 2011

É isso meus amigos, tempo de pausa.

A Páscoa,ao contrário das outras datas "obrigatórias" e calendário, faz-me mais sentido.

Porquê?

Porque não implica tanto festejo, luzes, comidas, presentes...Obrigações e trocas sociais, num cúmulo.

Existe uma maior liberdade nesta quadra, e algumas pessoas até optam por nem comemorar este evento e fazem deste tempo, um período de férias.

Nós cá em casa, visitamos a família nesses dias e aproveitamos para estar juntos.

Pessoalmente, vejo a Páscoa como um período de reflexão e pausa em que nos confrontamos com a mensagem Cristã na sua maior essência e importância.

Esta é o período (ainda que historicamente não haja certezas sobre esta calendário específico) e o tempo da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Não pretendo deter-me na possibilidade ou não da ressureição de Cristo, ou sobre a essência da sua mensagem ou se ela vem ou não, do Pai.

O certo é que ela vem de um homem bom, extraordinário até, que viveu (é um facto, e os censos históricos romanos o demonstram) como Homem de carne e osso, há mais de 2000 anos...

E a grande mensagem, creio eu, não é apenas sobre alguém que venceu a morte e voltou...A grande mensagem Cristã, é que ele veio demonstrar no século - entre nós - que é possível, ser bom, ser melhor (ser santo?) como Homem, nesta terra, neste sociedade.

Nas mesmas condições em que nós vivemos.

E ao mostrar, ao viver, ao dar testemunho com a sua vida, lembrou-nos que as qualidades "santas" também estão ao nosso alcance e não são apenas prerrogativas divinas..

É que tal constatação de " só Deus é santo" só nos tem alienado e muitos nem sequer querem tentar...

Ele veio valorizar a nossa vontade e potencial, mais do que glorificar apenas a Deus.

Por isso gosto deste Jesus -Homem, com virtudes e medos (sim ele teve dúvidas e medos na cruz...) - tão próximo de nós e, por isso mesmo, um verdadeiro exemplo.

Bom tempo de pausa, amigos :)



publicado por Marta M às 16:06
Segunda-feira, 18 de Abril de 2011

Quem me conhece mais de perto, sabe do meu fascínio pela filosofia Cristã (e sublinho Cristã e não especialmente a doutrina católica).

Jesus Cristo foi um radical e, provavelmente, um dos primeiros humanistas cuja voz foi ouvida e seguida por milhões dando origem à nossa civilização tal como hoje a conhecemos.

A mensagem de Jesus, absolutamente revolucionária para a época, ainda hoje fascina e se mostra intemporal e fundadora de uma mentalidade que nos tem permitido coexistir...Mais ou menos pacificamente.

Nessa linha, esta passagem bíblica é recorrentemente invocada por mim, principalmente junto aos meus filhos e alunos:

      "No capítulo 8 do Evangelho de João narra que Jesus foi para o monte das Oliveiras, e, pela manhã cedo, voltou para o templo, e todo o povo vinha ter com Ele, e, assentando-se, os ensinava.
E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério. E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando, e, na lei, nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?
Isso diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra.
E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se e disse-lhes: Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.
Quando ouviram isso, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficaram sós Jesus e a mulher, que estava no meio. E, endireitando-se Jesus e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão àqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?

E ela disse: Ninguém, Senhor.

E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais."

Meus amigos, sem falsos moralismos, gosto desta passagem - e muito.

Porquê? Porque entendo que tudo é relativo e não se pode condenar nada, nem ninguém? Não. Ao contrário, considero a impunidade um dos maiores males dos tempos que correm...

Portanto, condeno e levanto a minha voz sempre que tal se mostra necessário e certo. Sempre que o condenável ou o incorrecto se instala e entendo ser minha obrigação pedagógica, opor-me.

Mas esta passagem mostra um caminho e uma orientação que me esforço por seguir e respeitar, mesmo que por ela, seja apenas mais suave na crítica e mais activa na compreensão.

E acredito que todos merecem uma chance para dizer de suas razões ou para mostrar o seu ponto de vista.

O Dr. Fernando Nobre provocou uma certa desilusão em mim, é verdade. É verdade também que lhe vislumbrei uma fragilidade e, até, diria uma certa ingenuidade que antes não vi...

É certo que não voltará a colher o meu voto, mas conta ainda com a minha imensa simpatia pessoal, alicerçada no seu currículo pessoal de entrega que as dezenas de missões ao redor do mundo, em prol dos outros, demonstram à saciedade e que nenhuma mudança de ideias, infeliz no caso, apagará.

Sou de história amigos e, para mim, o currículo ou o testemunho da vida de cada um, conta.
Ao responder a alguns comentários no post anterior fui dizendo o que penso sobre esta polémica.

Quero apenas sublinhar algo que me ficou ontem da sua entrevista à RTP e que me deixou a pensar:

-"Gosto de fazer esta comparação para que entendam a minha decisão de encontrar forma de servir Portugal.

Eu sou como aquele que, assistindo em grupo à tentativa de fazer sair um carro de um lamaçal, enquanto uns gritam como "treinadores de bancada" a que se acelere; se desacelere; se meta a 1ª; a 2ª; a ré; se coloque um barrote...

Pois eu sou aquele que, se descalça, mete os pés na lama e tenta, empurrando, ajudar o carro a desatolar-se."

 

A imagem é forte amigos. E faz pensar.

A mim, especialmente, que gosto de parábolas.



publicado por Marta M às 18:02
Segunda-feira, 11 de Abril de 2011

Umas das características dos tempos que vivemos é a desilusão.

O  desencanto instalado e, em consequência, a ausência de perspectivas de futuro.

E isso é absolutamente assustador e coloca um país K.O (knock out)...E desmobiliza gerações inteiras de portugueses, a começar pelos mais jovens.

O anúncio da entrada do Dr. Fernando Nobre nas listas do PSD para as próximas legislativas surpreendeu-nos ontem ao jantar e ficámos todos sem saber o que pensar.

O Dr. Fernando Nobre é uma espécie de reserva moral desta casa, um símbolo de cidadania responsável e de indiscutível entrega ao outro. Não é possível negar todo o serviço prestado por este médico em função dos mais desfavorecidos em claro prejuízo e sacrifício da sua vida pessoal e profissional.

Foi a partir dessa certeza que apoiámos a sua candidatura e, provavelmente, até votámos por ele em grande número cá em casa...

E fizémo-lo porque admiramos a sua coragem, a sua independência e sua inegável estatura moral.

Ontem, eu pelo menos, que gosto de pensar e medir as coisas antes de emitir sentenças, fiquei a pensar...

Procuro ter opinião, mas peso muito bem todos os lados e, mesmo que no fim penda para um deles, gosto de escutar os dois lados da questão. E costumo escutar com muita atenção.

Se o convite do PSD é interesseiro ou é uma forma de abertura do partido à sociedade civil ou se abre uma nova linha política...Pois...Não sei.

Nem me interessa para chegar ao cerne desta questão: O Dr. Nobre desiluidiu-nos?

Sim, se o seu interesse converge com o que se supõe ser a intenção do PSD - ganhar votos e garantir a maioria na Assembleia da República. Sim, se o que o move é uma ambição de poder político real e o alcançar um lugar na casa da nossa democracia.

Por outro lado, o Dr. Fernando Nobre (que  neste momento esta no Sirilanka ao serviço da AMI), tem todo o direito de alinhar com um partido e não se torna por isso menos digno, ou fica nesse gesto, corrompido.

Os partidos políticos são absolutamente necessários à nossa democracia e ninguém se iluda que funcionaríamos sem eles - a sustentar o governo e a fazer uma oposição responsável e de contrapeso ao poder.

Se queremos mudar o país há de ser a partir dos mecanismos previstos na nossa Constituição e descartar os partidos e colocar o poder nas ruas nunca foi solução de futuro para país nenhum. Devem existir estruturas organizadas e coerentes com uma ideologia conhecida e transparente.

Se os partidos disponíveis já não servem o interesse da nação, revogam-se, desapoiam-se e eles se extinguem de forma natural. E fundam-se outros.

Ou reformam-se os existentes.

E as reformas só são possíveis pelo nossa exigência expressa no nosso voto ou partir de dentro deles.

Pode ser esta a ideia? Pode.

Eu, desalinhada por natureza, não optaria por essa via, mas entendo-a como válida por quem entende segui-la.

Pode o Dr. Fernando Nobre, a partir do exercício  como segunda figura do Estado, ter uma magistratura de influência e finalmente chegar a ter algum espaço de manobra para dar um contributo válido ao seu país, já que não o conseguiu por via das últimas eleições?

Pode. Mas não será fácil.

Pessoalmente, preferiria tê-lo visto fundar uma nova força política ou partido.

Mas, sinceramente, espero vir ser surpreendida pela positiva...

 



publicado por Marta M às 20:38
Quarta-feira, 06 de Abril de 2011

 

Batemos no fundo?

Não sei amigos, não sei..

O certo é que pedimos ajuda externa para sanar as contas da República que tem sido fustigada por aquelas agências de rating que mais parecem uns vampiros que a todo o custo querem garantir os seus dividendos pelo globo.

Neste momento, passo dado, propunha acabar com este jogo de"empurra" entre os partidos e os diversos órgãos de poder sobre quem pediu ajuda ou provocou a seu pedido, e que os protagonistas que decidem neste país se unissem e, concertadamente, procurassem negociar esta ajuda complexa de uma forma digna.

E sem abdicar do respeito que nos merece o nosso estimado Estado Social e a nossa identidade e autonomia com mais de 800 anos.

Não merecemos esta humilhação publica e internacional.

Espero que desta vez, rodem de facto as cadeiras e se restaure esta país.

Se não, não valerá a pena salvar um sistema que se mostrou falido e que ciclicamente para lá caminha.

Uma mudança de paradigma impõem-se.

As eleições estão à porta e o povo será chamado a usar da palavra.

Espero que o façam.

Hoje, triste, não me apetece dizer muito mais...



publicado por Marta M às 21:08
Vejo o mundo, somo o que me acontece, vejo os outros, as minhas circunstâncias....Escolho caminhos e vou tentando ver o "lugar" dos outros
Afinal quem penso que sou..
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Aviso:
As imagens que ilustram alguns posts resultam de pesquisas no google, se existir algum direito sobre elas, por favor,faça-me saber. Obrigada.
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