Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010

Inscrição Chinesa citada por Thoreau em Walden

 

Esta citação dá o tiro de largada para o novo ano e propõe um caminho exigente e interessante para quem o quiser aceitar.

O grafismo é ideia minha (do word, porque não domino outra técnica..) e reflecte o difícil equilíbrio que nos propomos conseguir todos os dias, na gestão entre o que queremos ser e o que conseguimos ser no dia-a-dia...

Não chegamos lá todos os dias, mas a vida e as experiências (as boas e as más, reconheço) vão permitindo diminuir essa distância entre querer e ser.

Faz parte do fantástico livro de que já falei aqui em outro post, e continua a ser o livro que mais me surpreendeu nos últimos anos, onde aprendo em todas a páginas e a cada nova releitura...

Nem sei quantas vezes já voltei atrás a reler um parágrafo, a deter-me numa frase...

Recebi o conselho e a indicação da minha cunhada, demorei a encontrar um exemplar para mim (só em leilão, na net) e já o passei a outra amiga querida que, nas suas palavras, já se referiu a ele como o livro que "está a mudar a minha vida"...

Este livro e a sua mensagem, tenho-as encaixado em mim com acrescidas responsabilidades, e sinto-me como portadora da passagem de um testemunho em que a mensagem é demasiado "grande e viva" para apenas permanecer em nós...

É como se existisse uma obrigação de a passar e de partilhar a dádiva.

É o que faço hoje, outra vez.

Acredito que estas propostas são, também, óptimas resoluções de Ano Novo.

Experimentem.

Bom e feliz Ano Novo queridos amigos e obrigada pela atenção e pelo carinho com que me distinguiram durante este longo e difícil ano.

Conto convosco no próximo ano, aqui, na nossa tribo ;)



publicado por Marta M às 18:56
Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010

O verdadeiro espírito de Natal passa muito por aqui.

(Imagem do blog desta amiga)

 

Porque escrevo ao ritmo da minha respiração e do estado em que está o meu coração, não gosto nada de o fazer por obrigação e, menos ainda, para cumprir calendário...

Por isso, esta época "cai" em mim e mexe comigo, "cobrando-me" o quanto me devo a tantos - amigos e família - que me acolhem, e me escutam o ano inteiro...

E devo-lhes nesta quadra uma palavra mais cuidada...

E compreendo também as expectativas e que milhões de pessoas no mundo tenham uma especial predilecção por esta época e a cultivem e acarinhem.

Percebo-os, houve um tempo em que, também eu, pensei assim...

E sei também que se espera um gesto ou uma palavra mais amável, mais simpática ou mais atenta, neste tempo.

Por isso aqui estou hoje, a escrever sobre esta quadra, aproveitando para lembrar(a mim em primeiro lugar) que ela também nos interpela de diversas formas quando nos fala de fraternidade e de amor com luzinhas a piscar...

Penso que se pede que façamos um esforço por escutar e por entender o "lugar" e as circunstâncias dos outros e que, mesmo constatando os seus limites, os seus erros e fraquezas...Consigamos renovar o nosso amor e avançar por entre as magoas e as desilusões...

E amando mais, porque ao nos mostrarem como são humanos, agressivos ou frágeis, ou quando erram em toda a linha, mostram o quanto ainda precisam de nós e do nosso apoio.

E temos que dá-lo na dimensão que o nosso coração e a nossa saúde mental o permitir

Natal é isso mais do que tudo. Acho.

Façamos o esforço, igualmente por Ele , no seu aniversário, tal como nos avisou (e garantiu) naquele dia, naquela montanha há mais de 2000 anos:

"Bem-aventurados sejam os pacificadores(...)"

É uma boa proposta: Pacifiquemos.

Feliz Natal a todos os que passam por aqui.



publicado por Marta M às 18:48
Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

(Imagem aqui)

Esta palavra ocorreu-me com alguma frequência nos últimos dias e hoje repeti-a a uma amiga querida quando partilhámos confidências sobre a enorme dificuldade e generosidade que implica esta "aventura de ser mãe" nas suas palavras...

Porque existem conflitos e discussões, mas também um amor imenso...

E porque dosear o amor e a autoridade é trabalho para Hércules...

Gostaria muito de falar aqui com vagar e partilhar  aqui algumas (das minhas muitas) inquietações no meu papel de mãe ou de como este foi o papel fundamental da minha vida, que me trouxe uma imensa paz e grande parte da minha estabilidade emocional, mas também, reconheça-se, foi nesse papel que vivi os momentos mais difíceis da minha vida...

E porque o tempo é muito curto e porque há poucos anos o escrevi com algum acerto numa mensagem dirigida aos meus filhos, partilho-o hoje aqui, na expectativa que sirva de consolo, companhia e estímulo a alguém: 

"Já há algum tempo que tenho isto dentro de mim e penso que hoje chegou o dia de o colocar no papel e deixar este testemunho.

Nunca se sabe o dia de amanhã e como não temos a vida nas mãos, antes que seja tarde, tomam conhecimento.

Durante o vosso crescimento fui eu que disse: presente.

Para o bom e para o mau. (...)

E quando não foi fácil.

Mas eu estive lá, mesmo que não se lembrem.

 Eu lembro-me.

E nunca me furtei a essa responsabilidade, nem empurrei para ninguém o trabalho menos simpático ou difícil que havia a fazer na vossa educação.

Portanto, quando houve necessidade de chamar à razão, de orientar, de conversar de dizer um não– estive lá e disse-o.

Não me preservei descansada numa zona dúbia, nem cómoda.

Abri o peito às balas, preparei o coração e fiz o que foi preciso.

Se foi difícil? Foi impossível de difícil.

Mas foi necessário ao vosso crescimento e, mesmo aguentado o vosso olhar de desprezo e revolta - eu fiz.

E partiu-me o coração, literalmente.

             Porque? Porque era mais importante para a vossa correcta educação do que para o meu bem-estar ou para o meu descanso.

Ou julgam que não era muito mais cómodo deixar este trabalho para outro?

Quem me dera poder ter dividido um pouco mais esta tarefa difícil.

Não seria mais simples e “popular” para mim ter-vos deixado à solta? Que batessem a cabeça...E eu  caladinha, e a assistir ?

Ou a debitar banalidades, ou fazer-me de "amiguinha" apenas?

Seria, mas não é esse o meu papel na vossa vida, e eu sempre assumo as minhas responsabilidades.

Por isso não me preservei em todas aquelas vezes em que  tentei (tive que tentar!) vos contrariar e orientar no meio das crises e desacertos pelos quais vocês passaram ao longo do vosso crescimento.

Os desacertos? Normais,  tinham que existir, fazem parte do crescimento dos jovens.

Assim como é papel dos pais educar

Fiz o melhor que sabia e podia e isto nunca foi um concurso de popularidade...

Era do vosso futuro que se tratava.

Por isso, nada me pesa, de nada me arrependo.

Gosto do resultado e das pessoas que se estão a tornar.

Valeu"

Espero que estas pelavras sejam úteis.

Pessoalmente gostava de as ter escutado quando, no meio da tempestade, tinha milhares de dúvidas...



publicado por Marta M às 23:04
Terça-feira, 07 de Dezembro de 2010

- Afinal  porque é que fazes meditação?

- Tento fazer, queres dizer?

A conversa começou assim, entre colegas.

Apesar de animada, estava com alguma dificuldade na construção da argumentação, porque convenhamos, a meditação (ou o yoga que também pratico) preferencialmente não se explica, não se coage a fazer, nem sequer se pode fomentar muito insistentemente junto de alguém - é algo que se explica (auto-explica), se percebe, se sente, fazendo...

E é  preciso querer experimentar e estar disponível para aprender e praticar. E ter abertura de espírito para começar esta caminhada. 

Lá procurei as palavras, as razões, os benefícios, a paz que entra e flui em nós, mas o olhar continuava pouco convencido e inquisitivo, perguntando por algo tangível...

Ao contrário de mim que,  passo a passo, procuro ter certezas e ouço as razões alheias, ia respondendo à "artilharia" e  reflectia, pelo menos os benefícios desta prática, na calma com que aguentei toda uma argumentação que pouco faltou para me taxar de ingénua...

Pois é exactamente essa aprendizagem, essa relativização e essa serenidade que nos trazem essas práticas: Aguentar e acomodar dentro de nós a alegria e a tristeza, a simpatia e a hostilidade e os momentos de confronto, como oportunidades de crescimento - nosso e dos outros.

Por isso fui à minha biblioteca ambulante (meu carro, como sabem..) buscar um livro inspirado e dispus-me a citá-lo e a emprestá-lo, mesmo que à partida, não houvesse interesse aparente em aprofundar conhecimentos ou perceber o meu testemunho, mas apenas, parece-me, em confrontar alguém ou reiterar algum tipo de preconceito sobre estas ou outras práticas semelhantes.

Foram estas as citações que escolhi (do psicólogo e investigador Jon Kabat-Zinn) como forma de fundamentar esta escolha que me tem ajudado tanto e cuja caminho ainda ando a desbravar:

"Praticar formalmente a meditação, encontrando algum tempo para ela todos os dias, não significa que não se será mais capaz de pensar, ou que não se pode andar de um lado para o outro ou fazer as coisas que há para fazer. Significa que se será mais capaz de saber o que está a fazer porque parou por um bocadinho e observou, ouviu, percebeu"

Significa, portanto, que estou "presente" na minha vida, pelo menos presente em pleno, durante alguns minutos por dia.

Significa que ao parar, ao fazer silêncio dentro de mim, ao deixar que minha mente se ocupe apenas de respirar estar consciente desse exercício, tudo aquilo que o dia acumula e recalca dentro de mim e que me condiciona e quase me "automatiza" na resposta, pode ser interrompido e, talvez, me permita pensar sem pressões, sem querer controlar, permitindo que cada momento seja apenas o que é e, com sorte, chegar aqui, como  refere o autor:

"Depois quando estiver preparado, consciente,

mova-se na direcção que o seu coração lhe disser para ir"

E  acertar, e ter mais calma na escolha, digo eu!

Comigo tem resultado e apurado a minha intuição.

Bem falta me faz ;)



publicado por Marta M às 20:30
Vejo o mundo, somo o que me acontece, vejo os outros, as minhas circunstâncias....Escolho caminhos e vou tentando ver o "lugar" dos outros
Afinal quem penso que sou..
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Aviso:
As imagens que ilustram alguns posts resultam de pesquisas no google, se existir algum direito sobre elas, por favor,faça-me saber. Obrigada.
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