Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

 

Hoje, só hoje porque é um dia especial, preciso de ver e sentir todas estas coisas, como se fossem o presente perfeito.

E preciso de sossego e de estar centrada, de acender uma vela e sentir-me grata pela saúde, pelo optimismo que me habita, pela força que não me abandona e pela permanente possibilidade de continuar a crescer interiormente.

Hoje, só hoje, não preciso mais.

Obrigada universo ;)



publicado por Marta M às 00:07
Sexta-feira, 21 de Maio de 2010

 

Esta semana, na sequência de um desabafo algo impaciente, escutei isto:

 

 

 

"Tudo está como deve estar"

 

E senti uma paz instantânea, mesmo numa situação deveras irritante...

Foi como se aquela situação ganhasse um sentido...

Experimentei uma "certeza" (?) interior estranha, mesmo que racionalmente não vislumbrasse o sentido dos acontecimentos.

Mas a sensação ocupou.me. E permaneceu...

Como se tudo o que vivia naquele momento e que me desanimava tanto, fizesse parte do todo e que, de alguma forma, se há de  encaixar correctamente no momento certo.

E há de levar-me aonde tenho de ir.

Será?



publicado por Marta M às 19:24
Sábado, 15 de Maio de 2010

 

 

Acreditava que "aquilo que não nos destrói torna-nos mais fortes". "Disse-o quando acompanhou o ex-Presidente Jorge Sampaio na visita à cela do Forte de Peniche onde Álvaro Cunhal esteve preso. Mostrou-o ao longo da sua vida na luta contra o regime do Estado Novo, primeiro como militante do PCP e depois do MRPP, em que foi preso e torturado. Continuou a mostrá-lo, durante o resto da sua vida, quando deixou de acreditar na eficácia da militância política e se tornou num empenhado professor de Direito e num conhecido fiscalista. Atento e sempre crítico à actualidade. "

E honesto, e coerente e leal aos seus valores, até ao  último dia.

Atitude difícil e rara, como se sabe.

A notícia chegou-me ontem, e fiquei triste com ela. Não o conheci, mas sempre admirei a sua coragem e a sua verticalidade.

Com Maria José Morgado,  formavam um casal que há muito admiro e respeito.

São ambas figuras de referência, daquelas que pertencem a um grupo cada vez menor e que sempre que um membro se perde, fica-se mais pobre porque não há muitos para continuar a segurar no testemunho.

E em vez da liberdade, defendia a justiça", lembra-nos Paula T. de Carvalho, no Jornal Público hoje.

Claro, havendo justiça para todos e em todas as dimensões da sociedade , a liberdade é a consequência lógica que decorre.

Se a palavra incorruptível se pode aplicar a alguém, penso que este casal a merece em exequo. Nunca os escutei defender nenhum ponto de vista que para mim não fosse respeitável e ... Limpo.

É a palavra que me ocorre.

E ocorre-me outra, "exigente", primeiro com ele e depois com todos os outros...  Com a sociedade em geral e com os políticos em particular, porque sabia que a solução sempre passaria também por eles. Gostemos ou não dessa fatalidade.

Responsabilizando-os e dizendo que devia ser dito, mesmo quando foi mandatário de António Costa para a CML e não se coibia de dizer o que pensava em cada momento, de acordo com a sua consciência.

O seu ar desperto a arguto sempre prendia a minha atenção nos Telejornais aonde ia com frequência, por convite, dar um contributo cívico e técnico, e sobretudo procurando sempre estar do lado da solução, propondo medidas concretas para além do diagnóstico habitual.

O país que o viu nascer inquietava-o e, mesmo quando o tratou mal, antes e depois do 25 de Abril ( não faz muito tempo foi muito injustiçado pelos seus pares da Faculdade de Direito) nunca veio a público lançar lama às instituições, desacreditando-as e assim empobrecendo todo o país, com dignidade distinguia bem quem eram os responsáveis e seguia a sua luta.

Teve uma vida com sentido e isso não tem preço...

Que falta fazem a este país estes bons exemplos.

Bem-haja por pessoas assim. 



publicado por Marta M às 17:00
Terça-feira, 11 de Maio de 2010
A partir deste pequeno filme do youtube cheguei a este blog:
Nos últimos dias tenho passado por centenas (milhares?) deles.
É impossível, mesmo para alguém não-alinhada (mas religiosa) como eu, não se comover com esse movimento de fé que passa por mim nas bermas, ladeando o meu caminho diário...
Procuro observá-los com calma e atenção, sempre que lhes cedo a passagem num cruzamento, ou na paragem de um semáforo...
Todos avançam convictos.
Uns sorridentes e faladores, outros agitados e com passos fortes, outros silenciosos e contemplativos, outros  coxeiam e alguns arrastam-se e "forçam-se" ao limite, literalmente.
Ontem passei por um peregrino que carregava (arrastava?) uma grande cruz e abrandei um pouco apenas para o poder observar melhor...
E dei comigo a questionar o que nos diria Jesus sobre este tipo de peregrinação e evidente sacrifício físico e psicológico.
Eu que me considero uma leitora atenta da Bíblia, não encontro lá o indício ou a justificação para isto, muito menos o encontro nas palavras dele. As propostas que nos deixou indicam outras formas de investir e viver a nossa fé (e energias) e sempre em função do outro e por causa do outro, como se de nós mesmos se tratasse.
E convida-nos à prática e ao semear dessa filosofia, principalmente pelo exemplo concreto...
No fundo propõe-nos um sentir de enorme comunhão e alteridade com os outros.
E não nos pede, acredito, outro sacrifício para além do domínio dos sentimentos que nos diminuem...
Mesmo estando longe de mim desvalorizar estas caminhadas absolutamente pessoais e notoriamente difíceis, mesmo sabendo que muitos (se não todos) terão fortes e nobres (tristes?) razões para estar na estrada nestes dias, ocorre-me questionar se no fundo, toda esta energia despendida não daria mais frutos ao serviço de algo mais concreto ou de alguém que carece de apoio.
Será que temos mesmo que pagar em forma de sacrifício físico uma benção recebida ou pedida?
O reino dos céus parece-se tanto já com este nosso mundo onde tudo parece ter o seu preço, e portanto, há que garantir o "negócio"?
Ou dão graças por meio do sofrimento? E isso agrada e agradece a Deus, porquê?
E porque acreditarão estas pessoas estar no caminho certo? Conhecem estes crentes a palavra de Jesus?
Estarão elas em sintonia com a proposta, tão sensata, de peregrinação do filme acima?
Esta peregrinação é transformadora da sua alma, ou retomam, no fim, a vida de sempre?
Às vezes tenho vontade de parar e saber das suas razões.
Entretanto apenas desejo do fundo meu coração que a jornada lhes seja leve e, uma vez concluída, encontrem mesmo o que procuram (precisam?).
E que Deus os abençoe. Parecem precisar.


publicado por Marta M às 18:31
Quarta-feira, 05 de Maio de 2010

Queridos amigos/as:

Apenas umas linhas para agradecer todos os coments, e pedir desculpas pela demora nas respostas...

Mas a semana tem sido duríssima, a faringite e o estado febril  estão a apanhar-me a  sério...

Não demoro, ok?

Preciso recuperar fôlego

Obrigada, outra vez!

Abraço a todos.

Marta M



publicado por Marta M às 19:22
Vejo o mundo, somo o que me acontece, vejo os outros, as minhas circunstâncias....Escolho caminhos e vou tentando ver o "lugar" dos outros
Afinal quem penso que sou..
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Aviso:
As imagens que ilustram alguns posts resultam de pesquisas no google, se existir algum direito sobre elas, por favor,faça-me saber. Obrigada.
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