Sábado, 06 de Fevereiro de 2010

 

  

Este pequeno excerto do filme O Padrinho II (The Goodfather) , causou em mim, logo quando o vi há  uma dezena de anos, uma enorme sensação de empatia com a personagem. E que ficou desde essa altura a ressoar em mim...

Sei exactamente como esta personagem se sentiu.

Ser arrastada para uma situação que nos causa até uma certa repulsa (e da qual nos tentámos afastar com todas as nossas forças) é, para os que já se viram nessa situação, algo que nos faz mal durante muito tempo.

Às vezes porque se é próximo ou familiar, usa-se essa circunstância involuntária, para arrastar  outros para situações com as quais nada se tem a ver ou em nada se parecem com a forma como cada um quer viver a sua vida...

Toma-se posse da vida dos outros e do seu espaço de manobra, usando essa ligação para manipular ou para se usar os outros sem pudor, quando esse laço (?) deveria significar apoio, carinho, solidariedade e obviamente respeito por cada um e pelo seu espaço privado.

E coarcta-nos a liberdade de viver a nossa vida, legitimamente, à nossa maneira.

Arrastados que somos, sem grandes alternativas, restam-nos usar de atitudes pouco simpáticas, às vezes duras de concretizar, mas que somos obrigados a enfrentar para não ficarmos mal connosco mesmos.

Valham-nos os poetas que, como sempre, o explicam bem melhor do que eu...

 

A história da moral
 
Você tem-me cavalgado
seu safado!
Você tem-me cavalgado,
mas nem por isso me pôs
a pensar como você.
 
Que uma coisa pensa o cavalo;
outra quem está a montá-lo

 

Alexandre O´Neill



publicado por Marta M às 17:52
Olá Marta
Depois de ler o que escreveu, lembrei de um livro que li há muito e que alterou por completo a minha maneira de interpretar certas atitudes de pessoas que nos rodeiam , o livro chama-se "A Profecia Celestina". Não sei se vem a propósito ou se vai de encontro ao sentido do texto que aqui deixou, mas vou arriscar.
Nesse livro aprendi a reconhecer certo tipo de pessoas, umas d o autor classifica-as de ditadores, há também as vítimas e as distantes.
Pareceu-me vislumbrar e desculpe-me se estou a interpretar mal, penso que há por aí ditadores , ou um ditador, que enfraquecido energeticamente , tenta sugar a energia dos que o rodeiam, impondo-se com atitudes que provocam alguma instabilidade. Nesse livro aprendi que num caso destes a melhor atitude é não retorquir da mesma forma, se o fizermos estamos a entrar no jogo, facamos nós desgastadas e o outro fortalecido.
Talvez um sorriso e uma atitude conciliadora seja a melhor forma de desarmar.
Eu sei que não é fácil, mas só de imaginarmos os efeitos possitivos, acho que vale a pena tentar.
Arrisquei um pouco, estando a dar uma opiniõa que pode nem ser a que mais se coaduna, mas a minha intenção é sempre a melhor.
Continuação de um bom fim de semana

Beijos
Manu
Existe um Olhar a 6 de Fevereiro de 2010 às 20:19

Olá Manu.
Obrigada pela atenção à minha escrita e ao teu comentário sempre pela positiva.
Gosto de escrever e de vos ler a todos...cada um me traz um novo ponto de vista ou uma nova perspectiva sobre um tema que me ocupa ou preocupa... ;)
É por aí ,Manu, mais ou menos.
Nem sempre os temas dos meus posts têm a ver comigo, às vezes são situações que presencio ou tomo conhecimento e me fazem pensar ((por empatia ou revolta) e faço-o em "voz alta" aqui pelo blog. Outras vezes é mesmo comigo, ainda que sempre mantendo o que escrevo numa linha que não inclui a devassa de nenhum dos envolvidos e...há-os sempre, não é?
Neste caso , de facto, tem bastante a ver comigo e incomodou-me bastante, por assim dizer.
Conheço a forma de abordagem da Profecia Celestina (li esse livro há alguns anos). É um livro transformador, tens razão.
Mas no presente caso, já tentei essa abordagem e, de volta só recebi mais do mesmo.
A única forma é, mesmo usando termos cordatos...colocar distância e firmeza pelo meio.
E mesmo assim, há arrastos que já não poderei contornar...
E me levam para caminhos em que não acredito.
Lembras-te do meu post "É mais forte do que eu?"
Há mesmo pessoas assim, às vezes famílias inteiras , e aquele que tenta fugir à tradição... tem um caminho muito dificultado.
Abraço grato, mesmo!
;)
Marta M a 7 de Fevereiro de 2010 às 01:16

Marta

Na minha infância e adolescência senti-me muitas vezes espartilhada, tolhida, não conseguindo libertar-me de certas amarras e parecendo que eram quase sempre as circunstâncias exteriores a dominar-me. Actualmente, o que sinto é que esses muros são mais interiores e, talvez por isso, mais difíceis de derrubar. Desviei-me um bocado do teu tema porque comecei a divagar interiormente sobre vivências que não têm a ver com essa manipulação exterior de que falas. E, quanto a essa, acho que o melhor caminho é mesmo o do afastamento, mesmo que à custa de "atitudes pouco simpáticas", como referes. É duro, mas para a nossa integridade não vejo outro caminho. Um resto de bom domingo amiga Marta.
descobrirafelicidade a 7 de Fevereiro de 2010 às 12:34

Teresa, amiga:
A questão é bem por aí, as atitudes têm que ser tomadas, mas custa e dói ter que fazê-lo...Mesmo que se tenha a certeza do acerto do gesto.
É o preço a pagar por ter uma consciência demasiado apurada, percebes?
Fardo que nos dificulta a vida, mas que ao tempo põe à prova a nossa coragem e persistência...Porque ciclicamente volta, entendes?
Também a minha adolescência foi complicada e cheia de dúvidas e percalços, mais exteriores que interiores, reconheço-o. Sempre senti que, se pudesse viver mais à minha maneira, teria uma vida muito mais satisfatória.
E foi. Mas depois surgem outros obstáculos com os quais não se estava a contar... ;)
Complicada a vida, não?
Abraço grande.
Marta M
Marta M a 11 de Fevereiro de 2010 às 17:19

Olá Marta. Obrigada pela visita e pelas palavras simpáticas. Eu tenho um bocado o defeito grave de em entregar demasiado às pessoas e por vezes sofro, mas outras fazem-me acreditar completamente é o caso da minha amiga Onix. Estive a ler o seu blog e achei o máximo. Não só este post aqui como todo ele e aquele sobre a sua filhota adorei completamente. É assim enchem e tomam conta do nosso coração e nada mais é o k era. Tenho duas filhotas tb já crescidinhas mas são e serão sempre os meus amores as minhas princesas e os meus maiores tesouros. Um beijinho tudo de bom para si, para todos os k ama e muito obrigada pela visita.
Sindarin a 7 de Fevereiro de 2010 às 17:03

Olá!
Há pessoas muito difíceis, não é?
E sem remédio :(
Fui agora ao teu blog e vi o teu último post que também me deixou a pensar..
Volto lá amanhã e comentarei.
È um espaço muito interessante e ...desafia-nos
;)
Agradeço muito a tua visita e o teu comentário.
Abraço
Marta M
Marta M a 12 de Fevereiro de 2010 às 21:19

QUE DIZER... PARA FICAR BONITO, VOU DIZER POETICAMENTE;
POBRE DE MIM... CAVALO ERRANTE!
UM BEIJINHO
Rosinda a 7 de Fevereiro de 2010 às 21:39

Oníx!
Percebeste tão bem,não foi?
Percebo-te porque te tenho lido...
Continua com a tua força que tudo se vai encaixar mais à frente ;)
É sempre assim!
Abraço e obrigada pela visita
Abraço
Marta M
Marta M a 12 de Fevereiro de 2010 às 21:21

Olá, Marta!
Ainda bem que não lhe cortaram o pensamento, nem a sua capacidade de decidir pelo seu melhor!
Boa semana!
Abraço
Marcolino
Marcolino Duarte Osorio a 8 de Fevereiro de 2010 às 10:18

Marcolino.
Ninguém corta,lá isso!
Sou adepta de "palavras fortes" e maneiras "macias".
Mas faço sempre o que é preciso fazer.
O bom e..o menos bom ;)
Abraço e espero que por aí esteja menos frio!
Marta M
Marta M a 12 de Fevereiro de 2010 às 21:24

Olá, Marta!
Citando-a: »Sou adepta de "palavras fortes" e maneiras "macias"»
Fez-me recordar uma caricatura qie me fizerm quando entrei para a faculdade de Medicina, em que apareço vestido de «tanga», como os guerreiros africanos e as minhas armas eram: Na mão esquerda erguia sempre a Filosofia e na direita, bem escondida atras das costas uma «moca da idade da pedra».
Bom fim-de-semana que por aqui já caiu chuvinha de neve... que encaneceu, ainda mais, os meus cabelos...!
Abraço
Marcolino

Olá amiga Marta!

E tantas vezes que isso sucede...
Noutras, somos nós que, nos arrastamos de modo a tentar proteger os nossos que cairam e foram arrastados pela vida... Não me devo estar a fazer entender mas, apenas foi um desabafo.
Agora mais concretamente, muitas vezes nos sentimos arrastados ou vemos serem arrastadas pessoas que nada têm a ver com o assunto pelo simples facto de haver gente egocentrica e por acharem bem usarem outros como escudo de protecção.

Este teu post, curiosamente tal como a Teresa disse, leva-me a reviver e a explorar o meu interior e recente passado.
Muitas materias se podem fazer com este teu post.

É sempre um gosto ler-te acredita!!

Abraço amigo e votos de uma boa semana.
Caminhando... a 8 de Fevereiro de 2010 às 10:44

Joana:
"Usar" os outros é uma expressão que, aqui, cabe na perfeição..
E depois enchem a boca com família para cá e para lá...
O "laço"vai servindo de trampolim de acesso. Mas ninguém é reconhecido na sua dimensão humana ou respeitado na sua individualidade, percebes?
Usa-se as "supostas" obrigações a que todos têm que obedecer...?!!
Não se cultiva respeito.
Já estou a divagar...Mas acho que me entendes ;)
Abraço enregelado
Marta M
Marta M a 12 de Fevereiro de 2010 às 21:31

Martinha:
Essa tua paciência e comprensão em excesso,
já deixam de ser virtude!
Cuida de ti.
Sei que me percebes!!!
Bj
Paulo C
Paulo C. a 10 de Fevereiro de 2010 às 13:47

Paulo:
Percebo-te muito bem e há muito tempo...
Mas sabes que sou lenta na decisão...Mas depois, rota traçada, assumo e vou em frente.
Ainda não chegou esse tempo,percebes?
Abraço de saudades!
Marta M
Marta M a 12 de Fevereiro de 2010 às 21:33

Marta, este assunto é muito complicado e daria "pano para mangas"... A única coisa que posso dizer é que cada um tem de agir segundo os seus valores e com consciência, de modo a equilibrar as coisas. Não dar de menos, para não se arrepender mais tarde, e não dar demais para não ser arrastado para um problema... Apesar de ser família, e "sangue do nosso sangue", não podemos deixar de pensar também em nós e no nosso bem-estar...
Bjns
cuidandodemim a 11 de Fevereiro de 2010 às 14:06

Ola Amiga:
Pensar em nós quando mais ninguém o faz, é acto de sobrevivência psicológica!
;)
Abraço grande
Marta M
Marta M a 12 de Fevereiro de 2010 às 21:49

Vejo o mundo, somo o que me acontece, vejo os outros, as minhas circunstâncias....Escolho caminhos e vou tentando ver o "lugar" dos outros
Afinal quem penso que sou..
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Aviso:
As imagens que ilustram alguns posts resultam de pesquisas no google, se existir algum direito sobre elas, por favor,faça-me saber. Obrigada.
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